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2 de jul. de 2007

Alimento é Vida

Entrevista com Nadia Cozzi
por Anna Elisa Nicolau dos Santos

"Em 1930 o filósofo religioso Meishu Sama previu os malefícios que os agrotóxicos poderiam causar à saúde dos seres vivos e do próprio planeta. Com isso desenvolveu o conceito de Agricultura Natural, a base de sua filosofia. Nadia Cozzi estuda a filosofia de Meishu Sama e desenvolve o conceito da Alimentação Consciente para que as pessoas tenham mais qualidade de vida através da alimentação. Confira alguma de suas idéias na entrevista que segue."

O filósofo religioso Mokiti Okada (1882 – 1955), conhecido também por seu nome religioso Meishu Sama, desenvolveu uma filosofia baseada no respeito aos princípios da Natureza, tomando-a como modelo e obedecendo às suas leis. Ele acreditava que a Natureza, no seu estado original, é a Verdade, e por isso deve ser respeitada. A filosofia de Meishu Sama cultiva o espiritualismo e o altruísmo, faz o homem crer no invisível e ensina que existem espírito e sentimento não só no ser humano, mas também nos animais, nos vegetais e nos demais seres. A filosofia também acredita no solo como o maior organismo vivo do planeta, exaltando o respeito que a ele se deve ter. Por esta razão a Agricultura Natural centra no solo a base de seu trabalho e é considerada o pilar sobre o qual se desenvolve o pensamento de mestre Meishu Sama. Pensamentos esses que preconizam a busca da harmonia, da saúde e da prosperidade entre os seres vivos como fruto da conservação do ambiente natural e do respeito às Leis da Natureza. A Agricultura Natural, o Johrei e a Admiração do Belo são práticas básicas da sua filosofia. O Johrei, que significa em japonês joh (purificação) e rei (espírito), foi traduzido para o português como a "luz da purificação e da cura" e é utilizado pela grande maioria dos seus seguidores. Meishu Sama também foi um grande incentivador das artes e afirmava que a consciência do Belo é o que de melhor existe para a elevação do sentimento humano.

A Agricultura Pura ou Natural surgiu quando, na década de 1930, ao analisar o método agrícola convencional, Meishu Sama manifestou uma profunda preocupação com o emprego excessivo de agroquímicos no solo, adotados como prática depois da Primeira Grande Guerra. Ele verificou que estes produtos acarretam graves conseqüências ao meio ambiente, à saúde do homem e dos demais seres vivos, e desenvolveu este método agrícola sustentável que oferece alimentos puros e saborosos. Diferente dos métodos convencional e orgânico, na Agricultura Natural não é empregado produto químico ou esterco animal. Ela utiliza compostos vegetais que conservam a pureza do solo e permitem a reciclagem dos nutrientes para o desenvolvimento sadio das plantas.

Ainda hoje há várias pesquisas nesta área. Nadia Cozzi é publicitária e pesquisadora dos conceitos de Agricultura Pura ou Natural. Coordena o Núcleo Alimentação da Organização Não-Governamental Caminho Kyusei Kannon, localizada na capital paulista. Trabalha no desenvolvimento da Alimentação Consciente pesquisando os efeitos dos agrotóxicos, transgênicos, promotores de crescimento, irradiações e aditivos alimentares na saúde do ser humano e do próprio planeta. Na entrevista que segue, Nádia Cozzi fala dos seus conhecimentos sobre a Agricultura Pura e sua aplicação na Alimentação Consciente.


O que é Alimentação Consciente?

A Alimentação Consciente faz parte dos princípios da Agricultura Pura de Meishu Sama. Busca mais que uma alimentação isenta de aditivos não naturais: controla técnicas de plantio, realça os malefícios dos agrotóxicos, transgênicos, irradiações e promotores de crescimento, ensina a ler os rótulos dos industrializados e perceber a grande quantidade de aditivos químicos ali contidos, se preocupa com as formas de conservação dos alimentos, enfatiza a importância do sentimento na hora da compra e do preparo e valoriza o cuidado e a beleza na maneira de servir. Aponta conseqüências que a desatenção na escolha dos alimentos traz para a saúde física, mental e emocional, e acima de tudo ressalta os prejuízos na capacidade perceptiva, o que influencia definitivamente a sorte e prosperidade das pessoas. A Alimentação Consciente se preocupa com o alimento desde o plantio até a maneira como ele é servido, visando acrescentar energia a cada etapa. Faz o caminho inverso da cadeia alimentar, onde um se alimenta da vida do outro. Nessa linha do crescimento de energia partimos de um solo puro, cuidado por quem tem convicção que a terra não pode ser maculada, nem com adubos químicos, nem com sementes geneticamente modificadas. Busca o consumidor consciente na hora da compra, junta-se amor e produz-se algo maior. Se quem for preparar o alimento fizer com prazer, visando levar felicidade às pessoas, fechamos o ciclo com energia total.

A Alimentação Consciente se preocupa com o alimento desde o plantio até a maneira como ele é servido, visando acrescentar energia a cada etapa.


Como a alimentação interfere na vida das pessoas?

Alimento é vida, é energia, é a força motora do nosso corpo, é fator de geração de saúde física, mental e emocional. Tudo o que ingerimos passa a fazer parte do nosso organismo, dos ossos, do sangue, dos tecidos, da essência mais sutil de nosso metabolismo bioquímico. A alimentação tem ação direta sobre o nosso humor, temperamento, impulsos e pensamentos. Determina a qualidade de nossa vida como um todo e a nossa saúde em particular. Alimentar-se é um ato de extrema importância para a manutenção da vida, no entanto, cada vez mais nos afastamos das leis naturais ingerindo alimentos recheados de agrotóxicos, promotores de crescimento, conservantes e demais aditivos antinaturais. Assim, pouco a pouco, o alimento gerador de vida, passa a ser um nefasto fator de geração de doenças.


Como os alimentos podem gerar doenças?

O corpo humano reconhece os alimentos naturais. Quando nos alimentamos o organismo absorve o que necessita e elimina o que não lhe serve. Quando ingerimos química, ele não reconhece estas substâncias e então armazena. É um processo cumulativo, todos os dias um pouquinho. Chega um determinado momento em que o armazém fica cheio e, para preservar a vida, o organismo promove um processo de limpeza. Erroneamente chamado de doença.


Por que a senhora considera a carne, tanto a vermelha quanto a branca, tão prejudicial ao organismo humano?

Não respeitamos as necessidades naturais. E assim, ingerimos muitos alimentos que fazem mal ao corpo. Entre esses alimentos a carne é um dos mais prejudiciais. Tanto faz carne vermelha como a carne branca. Segundo pesquisas publicadas no New York Times, as substâncias mais encontradas nos animais de corte são a penicilina, estreptomicina, ampicilina, tetraciclina, sulfanilamida e neomicina. O uso em excesso destas drogas cria uma geração de micróbios mais forte. Em 80% dos casos, os antibióticos são usados de forma indiscriminada pelos produtores de animais. Os comedores de carne, ovos e leite consomem esses antibióticos ao ingerirem tais alimentos. Os efeitos do consumo de carne bovina e de aves contaminadas com antibióticos aparecem em todo o organismo. Dentre os distúrbios gastrintestinais, o mais grave é a gastrite. Pessoas que se alimentam com carne também podem apresentar sintomas de alergias e diarréia, além do acumulo de uréia e o ácido úrico. Um bife, por exemplo, contém cerca de 14 gramas de ácido úrico por libra. Acontece também que, quando os animais de corte comem grama ou rações impregnadas de pesticidas, eles retêm os venenos. Quando o homem come esta carne ou seus derivados, recebe toda a concentração desses produtos que se acumularam durante toda a vida do animal. No final da cadeia de alimentos, os seres humanos tornam-se os últimos consumidores, desta forma, atuam como recipientes da mais alta concentração de pesticidas venenosos. Além disso, nas granjas as aves recebem uma grande quantidade de hormônios artificiais para acelerar o crescimento e fazer com que os pintos cheguem à velhice em poucas semanas. Com o bezerro fazem a mesma coisa, normalmente ele chegaria à idade adulta em cinco anos, mas hoje, o bezerro chega à idade adulta em poucos meses.

Os cidadãos deveriam saber sobre os riscos que cada um destes aditivos químicos traz à saúde e tentar diminuir a sua ingestão.


O que a senhora acha dos produtos industrializados "prontos para o consumo"?

Produtos industrializados são práticos porque já vêm prontos ou semiprontos, com prazo de validade extenso, facilitando o armazenamento. Tudo seria perfeito se não fossem alimentos. Em nome dessa praticidade e durabilidade os fabricantes utilizam milhares de aditivos químicos, que afetam a saúde de quem os consome com freqüência. Alguns dos aditivos sintéticos mais utilizados em quase todos os industrializados são os corantes artificiais, gordura hidrogenada, nitritos e nitratos, açúcar refinado e adoçantes artificiais, glutamato monosódico, conservantes, aromatizantes e até o sal refinado. Os cidadãos deveriam saber sobre os riscos que cada um destes aditivos traz à saúde e tentar diminuir a sua ingestão. O uso desses produtos deve ser discriminado nas embalagens, porém, seus nomes vêm sempre codificados, talvez para que o consumidor não se de conta do que está comprando.


Há outros problemas com os produtos industrializados. Eles passam por alguns processos para não apodrecerem ou para serem armazenados por longo tempo. Um exemplo seria o leite UHT, ou o "leite de caixinha". Quais são estes problemas?

Estes produtos são esterilizados, pasteurizados, desinfestados e tem a germinação inibida. Tudo estaria muito bom se não fossem também destruídos os tecidos vivos, se o valor nutricional dos alimentos não fosse afetado e se não trouxesse conseqüências graves para a nossa saúde. Considerando que o principal objetivo da alimentação é nutrir o organismo, torna-se altamente questionável o uso de um processo de conservação que destrói tantos nutrientes essenciais ao corpo humano. A irradiação é uma forma de impedir que os alimentos sejam contaminados por bactérias. As caixas com alimentos entram por trilhos e passam pela fonte de cobalto matando os microorganismos que estão presentes nos produtos. É bom saber que os níveis de radiação envolvidos compreendem uma faixa entre cinco mil e quatro milhões de "rádios" (uma medida padrão para mensurar a radiação absorvida). Para se ter uma idéia dessa radiação, os aparelhos de raios X emitem menos que um rádio por sessão.


Qual a sua opinião sobre os alimentos geneticamente modificados – os transgênicos?

Muito se especula sobre as sementes geneticamente modificadas. Vistas como salvadoras por uns e vilãs por outros, cabe aqui uma explicação: a engenharia genética pode ser vista pelo lado positivo quando usada para melhoria da qualidade de algumas espécies, criação de tipos diferenciados de frutas, etc. Pelo lado negativo, batemos de frente com interesses financeiros, como a criação de sementes que vão gerar plantas mais resistentes aos agrotóxicos e às pragas. O que isso significa? Menor utilização de agrotóxicos? Parece que temos aqui uma reedição da Revolução Verde quando se iniciou o uso dos agratóxicos, não é? Em primeiro lugar trata-se de sementes híbridas, que não se reproduzem, afetando uma das coisas mais importantes da natureza - a generosidade. Depois por serem monopólio de empresas fabricantes de agrotóxicos, longe de utilizá-los em menor escala, a intenção é gerar plantas mais resistentes a eles, permitindo menor cuidado em sua aplicação e a utilização em doses maiores sem prejuízos para a lavoura. Em resumo, a planta não morre se uma dose maior de veneno for colocada. Não se pode prever ainda através dos estudos feitos até hoje, quais são as conseqüências para a saúde e o meio ambiente. Este sim é o real problema.

A aplicação de agroquímicos no solo altera seu ciclo natural e causa desequilíbrio biológico em função da eliminação de microorganismos fundamentais ao desenvolvimento das plantas.


Sobre os agrotóxicos e os fertilizantes químicos. Quais as conseqüências ambientais da sua utilização?

A aplicação de agroquímicos no solo altera seu ciclo natural e causa desequilíbrio biológico em função da eliminação de microorganismos fundamentais ao desenvolvimento das plantas. Estas plantas, com suas características modificadas, tornam-se dependentes dos produtos químicos. Há também o comprometimento da saúde do lavrador que manipula estes produtos, e da saúde do consumidor que come alimentos com resíduos químicos. Além disso, a utilização destes produtos gera a contaminação de mananciais, leitos de rios e lençóis freáticos. Ocorre assim uma ampla degradação ambiental que afeta toda a cadeia alimentar. Esta degradação terá conseqüências em longo prazo e seus efeitos podem ser irreversíveis.

Por esse histórico que dizemos que o agrotóxico contém em si o espírito da morte. Sua origem é a arma química, foi criado para tirar vida e não gerar.


Quais os problemas decorrentes da ingestão de agroquímicos?

Como nossa pele absorve o que passamos nela, a casca dos alimentos também possui poros, e por ele os agrotóxicos são absorvidos também. Por isso o morango é o campeão no quesito agrotóxico, pois tem a casca cheia de poros. Outros campeões de pulverizações são o pêssego, maçã, uva, figo, goiaba, morango, mamão papaia, pêra, melão, nectarina e tomate. Os resíduos de agrotóxicos podem provocar irritação nas mucosas intestinais, diarréia, atrofia nos membros inferiores e até paralisia temporária, distúrbios neurológicos e arritmia cardíaca. Por todo esse histórico que dizemos que o agrotóxico contém em si o espírito da morte. Sua origem é a arma química, foi criado para tirar vida e não gerar.

Ao ingerir um alimento mais puro, com a energia íntegra, promovemos a limpeza e a eliminação das toxinas, fortalecemos a função vital física, mental e emocional.


Você comenta que podemos decidir entre a saúde e a doença. Como?

Para tudo o que pretendermos na vida, teremos que tomar uma posição, inclusive para ter uma boa saúde. Ao ingerir um alimento mais puro, com a energia íntegra, promovemos a limpeza e a eliminação das toxinas, fortalecemos a função vital física, mental e emocional. Reequilibrando o organismo, as funções se normalizam, acontece gradativamente uma redução nos processos estressantes e depressivos, o cérebro raciocina melhor, a capacidade perceptiva aguça, apuram-se sentidos e intuições, portanto, aproveitam-se melhor as oportunidades que a vida oferece. Abrem-se portas para um caminho de saúde perfeita, isento dos conflitos e aberto à prosperidade. Para isso, entender os diferentes tipos de agricultura é um bom começo. A agricultura pura privilegia a força intrínseca do solo, fortalecendo sua energia natural. Para isso basta torná-lo limpo e puro: solo, água e sol. Tudo regado a amor e respeito à Mão Terra, seguindo os conceitos e princípios da Agricultura Pura. Os produtos provenientes da agricultura pura são muito difíceis de encontrar, pois são quase que totalmente exportados. Quanto à agricultura orgânica, existem dois tipos: a que utiliza adubos foliares – considerada biologicamente correta –, e a que utiliza esterco animal como adubo. Esta segunda possibilidade não utiliza nada de química, mas completa a nutrição do solo com excrementos animais não compostados, que se não tratados corretamente podem ser prejudiciais à saúde por conter amônia. Outra forma de agricultura é a hiônica, que não se vale do solo. As plantas são cultivadas na água, contrariando as leis naturais. Elas precisam de nutrientes químicos para suprir suas necessidades e os alimentos são quase sem fibras e com folhas transparentes. A vantagem é que como são criadas em estufas, não utilizam inseticidas. E então, a agricultura convencional, que utiliza agrotóxicos cada vez mais fortes, visando lucros e desconsiderando os efeitos para a saúde e para o meio ambiente. A opção mais facilmente encontrada e mais saudável é a agricultura orgânica certificada.

O que significa qualidade de vida na alimentação?

O alimento hoje em dia é encarado apenas como algo para matar a fome. Para se ter qualidade de vida, devemos rever os nossos conceitos. Quantas vezes ouço coisas como: "Produtos orgânicos são muito caros!" (e olhamos para a pessoa vestida com uma roupa de grife ou um sapato caríssimo); "Dá muito trabalho ficar lendo rótulos no supermercado, e ainda por cima tenho que colocar óculos!" (e quando chega na sessão de perfumaria, perdemos horas lendo rótulos de cremes, xampu, tinturas, etc); "No meu supermercado não tem esses produtos!" ( mas se faltar a cerveja favorita ou o sabão em pó que estou acostumada chamo o gerente e reclamo em alto e bom som.). O mundo está sendo movido pelas aparências e perdemos a real noção do que é importante e vital. O pior é que tudo isso leva a uma enorme falta de amor. Será que é no alimento que devemos economizar? Será que tirar alguns minutos e pesquisar é assim tão difícil mesmo? Será que não devo rever minhas prioridades?

Mas os orgânicos são realmente mais caros que os convencionais...

Como já se sabe, o alimento orgânico é mais nutritivo que o convencional. Portanto contém mais substância, portanto sacia mais, portanto se consome em menor quantidade, portanto o preço não é tão mais caro assim. Mas o mais importante é que por trás de um alimento orgânico temos um projeto de responsabilidade social fantástico e que, para participar, apenas precisamos comer com mais sabor, com mais qualidade, com mais saúde. Existe maneira melhor?


Quais os benefícios da alimentação orgânica?

Foi publicado no Journal of Applied Nutrition, em 1993, uma pesquisa realizada durante dois anos em Chicago, Estados Unidos, na qual ficou comprovada a grande diferença entre o alimento orgânico e o alimento produzido de forma convencional. Foram analisadas várias amostras de maçã, batata, pêra, trigo e milho doce, e comprovou-se que os alimentos orgânicos possuem uma diferença acentuada no conteúdo de alguns minerais essenciais. O que prova que, mesmo utilizando adubos químicos, não se garante um maior nível de nutrientes aos produtos da agricultura convencional. Este fato mostra a superioridade de um sistema orgânico. A liberdade de crescimento e amadurecimento da planta garante a nutrição de forma natural de acordo com as leis da natureza. Além do mais, escolhendo produtos orgânicos certificados temos a certeza de que o alimento não tem agrotóxicos, não utiliza sementes transgênicas e não passou por processos de irradiação. O selo de certificação de um alimento orgânico fornece ao consumidor a certeza de estar levando para casa um produto isento de contaminação química. Garante também que esse produto é o resultado de uma agricultura capaz de assegurar a qualidade do ambiente natural, qualidade nutricional e biológica de alimentos e qualidade de vida para quem vive no campo e nas cidades.

"O alimento é mágico, misterioso, instiga a percepção, desenvolve criatividade, enche os olhos, dá água na boca, provoca a mente com aromas irresistíveis."


A senhora diz que alimento é vida, que criar uma refeição é mudar a atitude de relacionar-se com a energia que preenche o universo. Como entender melhor esta relação?

A arte da culinária, quando exercida com sentimento, é feita de forma criteriosa. Utiliza somente produtos de qualidade, isentos de substâncias químicas que interferem no sabor e no valor nutritivo do alimento, tem esmero no preparo e apresentação bonita, seu produto é uma verdadeira oferenda de agradecimento a Deus e à Natureza. Tem poder de mudar destinos. O alimento é mágico, misterioso, instiga a percepção, desenvolve criatividade, enche os olhos, dá água na boca, provoca a mente com aromas irresistíveis. Misturado aos desejos, no aconchego do fogo ardem sentimentos, ingredientes certos para uma refeição que conquista, transforma e permanece no pensamento, mesmo que seja algo simples e trivial. É na cozinha que a Mãe Natureza encerra seu ciclo energético, unindo e harmonizando os três elementos, terra, água e fogo, despertando os cinco sentidos e fortalecendo os elos de quem compartilha de uma mesma vida.

9 de jan. de 2010

Universo Orgânico - um restaurante para lá de VIVO e energético

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Por Ursula Jahara - 09/Jan/2010

Cores vibrantes, texturas diferenciadas, variações e sabores de dar água na boca de muitos, e posso garantir, todos retornam querendo e pedindo mais! 

Um Universo OrgânicoDo que estou falando?!  Para os que ainda não conhecem, mas serão mais do que bem vindos quando quiserem conhecer, estou me referindo ao restaurante da Chef Tiana Rodrigues, o Universo Orgânico, que tem como base de seu cardápio a alimentação com vida - uma alimentação que preserva a energia vital do alimento (sempre de origem vegetal), suas enzimas e nutrientes que permanecem ativos. 

E como isso é feito? Simplesmente os pratos que são ligeiramente amornados - desidratados - não passam da temperatura de 40o C, não modificando a estrutura vital do alimento.

Os benefícios? Diversos.  O principal para mim é o entendimento que um alimento que não perde suas enzimas, não utiliza as enzimas de nosso próprio organismo para digerí-lo, colaborando então, com a preservação de nossa energia vital, nossa vida interna!  É como se não estivessemos nos auto-atacando, auto-sabotando, com alimentos que já foram modificados e destruídos antes mesmo de serem ingeridos, fazendo com que nosso organismo trabalhe ainda mais para digerir essas modificações.

Mas o que são as enzimas encontradas nos alimentos - crus?  'Os alimentos crus tem exatamente a perfeita mistura de enzimas digestivas para serem absorvidos completamente. Estas são chamados de enzimas alimentícias.
A natureza na sua interminável perfeição faz com que todos os alimentos quer carne, fruta ou vegetal, se decomponham e voltem para a terra de onde vieram.

Mas cozinhar a nossa comida acima dos 45ºC destrói as enzimas, deixando ao organismo o trabalho de os produzir para ajudar a digestão.

Há muitos problemas derivados desta destruição de enzimas. Primeiro, o organismo não consegue produzir enzimas na proporção para metabolizar a comida tão completamente como as enzimas naturais dos alimentos crus. Isto resulta na criação de gorduras parcialmente digeridas, proteínas e amidos que entopem os intestinos e artérias.' (leia mais sobre enzimas, clicando aqui)

Panqueca de linhaça douradaPor isso, companheiro dessa jornada chamada vida, faça utilização de alimentos com vida, para um organismo ainda mais vivo.  E não se esqueça, dê uma passadinha lá no Universo Orgânico e confira o que o cardápio - recheado - da casa tem a oferecer - entradas, patês, salgadinhos vivos, sopas vivas, saladas, pratos principais, sobremesas, vitaminas vivas e claro, sucos para lá de vibrantes.

E, fique antenado, pois em breve o Mistura Viva juntamente com o Universo Orgânico estarão promovendo alguns cursos, workshops, retiros, aulas semanais, enfim, aqui no Rio de Janeiro, ou pelo Brasil afora.

Leia mais sobre a alimentação viva

Leia também - Efeitos da temperatura sobre a vida

Assista a uma receita crua-viva de Caviar de Amaranto

Volte sempre!

Um brinde a VIDA!

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O Restaurante Universo Orgânico - alimentação com vida - e mercado orgânico, está localizado na Rua Conde de Bernadote nº 26 / Lojas 105 e 106 - Leblon - Rio de Janeiro - RJ - Tels: 3874-0186 / 2274-8983

NOVA FILIAL:  Shopping da Gavea - Rua Marquês de São Vicente, 52, loja 123 - Gávea, Rio de Janeiro RJ - Tel: 2512-3366

Universo Orgânico Gávea abre as suas portas
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Fotos por Ursula Jahara

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27 de mar. de 2012

Fernando Ataliba - perguntas e respostas sobre produtos orgânicos x agrotóxicos

27.Março.2012

A cada dia que passa, mais compreendo que está tudo conectado, ou melhor dizendo, estamos todos conectados. Logo, do que adianta falar sobre alimentação CRUAviva - energética, desintoxicante, suas cores, seus sabores, texturas, formas, beleza VISUAL, se não nos aprofundarmos um pouco mais na essência dessa beleza para entendermos o que realmente estamos ingerindo além de toda essa mistura viva visual.

E por isso hoje me sinto na missão de repassar o conhecimento de Fernando Ataliba - um dos entrevistados no documentário 'O veneno está a mesa', consultor e produtor orgânico, proprietário de um belo sítio que produz frutas e vegetais organicamente respeitados e equilibrados - o Sítio Catavento, que fica em Indaiatuba, SP. Tive o enorme prazer em conhecer o Fernando e sua linda família, no carnaval de 2012, durante o curso Bases 2 - bases conscientes da terapêutica natural e desintoxicação do Dr. Alberto Gonzalez, autor do livro 'Lugar de Médico é na cozinha', onde estive trabalhando / colaborando ao lado de minha amiga e super profissional Milene Mattar.

Na entrevista abaixo, Fernando responde algumas questões que todos nós precisamos saber. Leia e desfrute dessa oportunidade! Em breve estaremos postando um vídeo-entrevista com Fernando, realizado em 19 de Março de 2012.

Que nossa busca a alimentos sem venenos seja contínua - para uma vida em harmonia com nossa natureza interna e externa.

Um brinde a vida!

Ursula Jahara *|*
MisturaViva.com

Foto por Ursula Jahara - tirada em 19 Março 2012, durante entrevista para o MisturaViva.com

Fernando Ataliba
1. Por que alguns agricultores usam agrotóxicos e outros não?
É importante dizer que os agricultores que usam agrotóxicos não são vilões, não o fazem por mal, mas foram vítimas da campanha que as multinacionais, juntamente com os governos, orquestraram para criar uma dependência dos agricultores em relação à indústria. Por décadas os governos emprestavam dinheiro (com juros subsidiados) para os agricultores, desde que este dinheiro fosse gasto com agroquímicos industriais. As instituições de pesquisa, incluindo as universidades, tiveram e ainda têm suas pesquisas financiadas pela indústria química. Poucos agricultores em todo o mundo conseguiram ficar fora desta onda. Entretanto, constatou-se que esta forma de plantar provoca diversos tipos de doenças (entre as quais o câncer); contamina as águas subterrâneas, os rios e os lagos; contamina e destrói a fertilidade dos solos e provoca outros males. Foi então, que teve início a valorização daqueles que aplicam uma agricultura que respeita a natureza.


30 de abr. de 2010

AÇÚCAR: docinho ou 'amargo' ?!

Por Ursula Jahara ** 30/04/2010

Que tal falarmos um pouquinho de um  'alimento' docinho, mas tão docinho, que se torna amargo e vicia?  O vilao do dia - o AÇÚCAR!

No dia 20/04, foi ao ar no Jornal Nacional, uma breve reportagem alertando sobre a quantidade de açúcar adicionada aos alimentos industrializados, e as últimas 'descobertas' - já sabidas - das alterações orgânicas após sua ingestão em grande quantidade - principalmente - como presenciamos atualmente.

Reportagem:  Estudo liga, pela primeira vez, o excesso de açúcar ao aumento dos níveis de colesterol, gerando problemas cardiovasculares

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1250912-7823-ESTUDO+LIGA+PELA+PRIMEIRA+VEZ+O+EXCESSO+DE+ACUCAR+AO+AUMENTO+DOS+NIVEIS+DE+COLESTEROL,00.html

E se você está pensando que o problema está apenas naquele açúcar branquinho que chega a doer a vista de tanto que brilha, e vai sair correndo para a próxima loja de produtos 'naturais' para comprar suas reservas de docinhos - 'naturais', mero engano. Pois como já explica Sônia Hirsh em seu livro 'Sem açúcar, Com afeto' - "não importa se é açúcar orgânico, mascavo ou mel (menos piores do que os refinados sem duvida, mas...) o problema é a super concentração de açúcar; que quando ingerida, vai depressa demais para a corrente sanguínea, queimando todas as etapas da digestão, fazendo subir o nível da glicose no sangue, aí o pâncreas é obrigado a produzir uma quantidade extra de insulina. A insulina vai lá e abaixa o nível, aí da vontade de comer mais açúcar. Sobe o nível e o pâncreas solta insulina, abaixa o nível… E assim por diante, até chegar uma hora que o pâncreas não entende mais nada."

E se acha que esta livre de problemas, pois optou por adoçantes artificiais, não se iluda - se informe!  Ate mesmo o Xarope de Agave, vendido em milhares de lojas de produtos 'naturais' nos Estados Unidos, e há pouco introduzido nas prateleiras de nossas lojas 'naturais', também ja foi desmascarado em estudos recentes realizados por médicos conceituados nos Estados Unidos (estarei postando em breve).

Ah, e não se esqueça - o AÇÚCAR - cristal, refinado, orgânico, liquido, confeiteiro, de beterraba, etc., ou xaropes simples, invertido, disso ou daquilo - sao adicionados também a pães (mesmos os salgados), a enlatados, molhos e assim por diante.  Logo, estão escondidos em 'alimentos' diversos (no mundo dos industrializados) - uma enxurrada de açúcar em 'nosso' organismo dia apos dia.

Para refletir:  Qualquer alimento - antes equilibrado - após passar pelas mãos do Homem, é melhor começar a desconfiar.  Pois pegamos esse alimento, e 'destruímos' todos seus benefícios - ou equilíbrio - uma vez existente, através do refinamento químico, ou processamento um tanto 'bombástico'.

Por isso, nos voltemos MAIS UMA VEZ para os produtos retirados diretamente da Mãe Terra e docinhos por si só - as frutas!!!   Mas calma, eu sei, gostamos de criar e misturar e enfeitar, e quem disse que isso não é possível??  Podemos fazer tudo isso sem utilização dos processados, refinados, super refinados e químicos.

E para finalizar esse tópico de hoje - Não deixe de ler o texto abaixo.

Um brinde a vida e Saude!

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Por Sônia Hirsch - autora do livro 'Sem açúcar, Com afeto' entre outros.

O açúcar é uma coisa tão refinada que vai direto para o sangue e causa uma série de alterações físicas e mentais no consumidor. O açúcar dá uma certa bobeira mental, cientificamente explicada pelo encontro da insulina com um aminoácido chamado triptofano que é rapidamente convertido no cérebro em serotonina, um tranqüilizante natural. “Madame está nervosa? Dá água com açúcar pra ela que passa.” Ou não é?.

Na Índia, alguns séculos antes de Cristo, os médicos usavam o açúcar como remédio. Foi só ali perto do ano 600 que os Persas bolaram a rapadura, daí começou o tráfico. Na Europa não tinha açúcar, era importado e custava muito caro e só os nobres podiam comprar: “Nada de drogas para os pobres“. Em 1532 Martin Afonso de Souza instalou em São Vicente o primeiro engenho de açúcar no Brasil. Em 1665 a Inglaterra já importava 8 milhões de kilos por ano. Nesse mesmo ano a peste bubônica matou 30.000 pessoas em Londres, pessoas que tinham acesso ao açúcar, porque no campo, entre os pobres ninguém morreu. Será que ninguém desconfiou da relação da nova doença e o espantoso consumo de açúcar?. Já que o açúcar predispõe o corpo a infecções por causa da acidez exagerada que ele provoca. Desconfiaram, mas ficaram calados pois seria um crime de lesa-majestade insinuar que a Coroa enriquecia as custas de um vicio pernicioso. E ai ficou por isso mesmo e está assim até hoje. Por volta de 1600, as autoridade inglesas sabendo que o açúcar boa coisa não era, proibiram severamente o uso do açúcar para apressar a fermentação de cerveja, É CLARO, ELES A BEBIAM! EM 1792 os melhores cientistas da Europa fundaram uma sociedade anti-sacarina. Em 1912 o DR. Robert Boesler, dentista norte americano escrevia que “…a moderna fabricação do açúcar nos trouxe doenças inteiramente novas“. O açúcar comercial nada mais é do que um ácido cristalizado. No passado, com seu alto preço só uma minoria nobre podia utilizá-lo, contudo, agora o seu altíssimo consumo está causando a degeneração nos seres humanos e até em animais. Por exemplo: beija-flores que utilizam bebedouros de água com açúcar. Mas… e o açúcar mascavo orgânico, o mel, também fazem mal ???.

Um exemplo bem simples para podermos entender: Um certo dia, andando pela mata, uma pessoa descobriu a cana-de-açúcar “Nossa, que delícia !!!” e levou para sua casa. Bom… o individuo consegui chupar 3 paus de cana em meia hora e ficou com a boca cansada. Ele devia ter ingerido aproximadamente 350 ml de um líquido contendo: água, sacarose, sais minerais, vitaminas, fibras, etc… Beleza, ele conseguiu digerir numa boa. Seu pâncreas nem reclamou. E agora, todo mundo “chupa cana?” Passado algum tempo, eis que: ” Para o individuo, chupar cana não é mole não… não dá pra espremer o bagaço?” E deu… inventaram a garapa. QUE MARAVILHA!!! Opa!… espera aí,… mas já era tarde, o homem começou a tomar garapa que nem água – 500 ml a 1 litro em 10 minutos. Aí o Sr. Pâncreas começou a reclamar porque estava fazendo horas extras todos os dias e insulina no individuo!. Um certo dia, alguém resolveu ferver a garapa, e saiu o melado de cana, muito mais concentrado: 10 litros de garapa virou um copo de melado. “Que delicia!. Vamos fazer um bolo?… Que nada vai puro mesmo!” E aí o individuo virou o copo pra dentro. Imaginando a proporção: 10 litros de garapa dentro de um copo ingeridos em 10 minutos.

É gente… o pâncreas que se cuide!. Para agravar a situação, os Persas bolaram a rapadura, ainda mais concentrada, e logo após as benditas refinações. Aí “ferrou o jegue”!. Surge então uma doença nova e mortal: a DIABETES MELLITUS que fazia as pessoas eliminarem açúcar pela urina, ou seja, vazarem pelo ladrão. Inicia-se a era das novas doenças “a degeneração da raça humana” causada pelo mau uso do açúcar, que causa um STRESS absurdo no organismo e o pâncreas para de produzir insulina. Não bastando ainda, causa defeitos genéticos. Por exemplo: hoje, a cada 5 crianças que nascem uma será diabética. Hoje existem 6,5 milhões de diabéticos no Brasil. Morrem 300.000 por ano nos EUA. Portanto não importa se é açúcar orgânico, mascavo ou mel o problema e a super concentração de açúcar; que quando ingerida, vai depressa demais para a corrente sanguínea, queimando todas as etapas da digestão, fazendo subir o nível da glicose no sangue, aí o pâncreas é obrigado a produzir uma quantidade extra de insulina. A insulina vai lá e abaixa o nível, aí da vontade de comer mais açúcar. Sobe o nível e o pâncreas solta insulina, abaixa o nível… E assim por diante, até chegar uma hora que o pâncreas não entende mais nada.

Você come um bombom seu pâncreas solta insulina para caixa inteira; é a HIPOGLICEMIA. Entre jovens e adultos, três a cada cinco tem a doença – estágio pré-diabético. SERÁ VOCÊ O PRÓXIMO ?. Como se não bastasse tanto malefício, a acidez causada pela ingestão concentrada de açúcar predispõe o corpo à infecções (como a conjuntivite) e também à vírus e bactérias.

Se você acha isso que leu agora uma questão de opinião, então continue como está! Ou então pare enquanto ainda é tempo, por amor à Si PRÓPRIO, à Deus e à Natureza! MAS NÃO PARE POR AQUI!

Informe-se, discuta, reflita, passe para frente, descubra soluções, alternativas, pesquise! Afinal fomos “viciados” a centenas de anos, por pessoas inocentes que só queriam dar um gostinho mais doce para aquela vida tão amarga e preconceituosa dos nossos antepassados, que no final, por ganância e falta de escrúpulos de uma minoria, nos foram omitida a verdade sobre tão doce e perigosa droga”.
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E Sônia Hirsch 'completa' em uma entrevista ao Jornal Arauto da Serra .

O açúcar, comprovadamente, é o pior antinutriente que nós temos. Primeiro, ele é muito gostoso e é branco. E tudo que é branco tem cara de inocente. Só que de inocente ele não tem nada. Na verdade, o açúcar é o primeiro vício que a gente adquire, ainda na infância, na mamadeira. E você segue a sua vida consumindo direto porque ele esta embutido em muitas coisas, praticamente tudo tem açúcar. Ele é muito calórico, circula rapidamente pelo sangue dando uma falsa sensação de que alimentou. Só que destrói vitaminas e minerais sem dar nada em troca para o organismo, e ainda cria um ambiente propício para bactérias, fungos, protozoários, vermes... O açúcar é uma droga prazerosa que deveríamos usar com muita cautela, com muita moderação.

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VALE A PENA LER -  A diferença entre o açúcar do açucareiro e o das frutas

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21 de fev. de 2009

Confissões de uma 'ex' 90-100% crudívora

Por Ursula Jahara - 20 de Fevereiro de 2009.

Minha jornada dentro da alimentação viva foi postada anteriormente, e esse espaço, aqui, está sendo voltado apenas para minha confissão - minhas observações (não conclusões).

Através do Mistura Viva, minha intenção foi sempre de compartilhar artigos que nos cutuquem de alguma forma. Artigos que nos fazem questionar o que vem acontecendo ao nosso redor (nosse meio ambiente) e nosso ambiente interno (nosso corpo). Porém hoje, eu decidi compartilhar com vocês, não artigo de terceiros, mas um pouco da minha própria caminhada dentro da alimentação viva, e espero que sirva como um clique para muita gente.

Há alguns dias resolvi escrever um email para alguns amigos compartilhando um pouco -muito pouco mesmo - da minha jornada dentro da alimentação viva, durante o período que me mudei para a Califórnia - terra santa para qualquer um que queira iniciar essa jornada, afinal grandes 'gurus', restaurantes, alimentos orgânicos, produtos 'raw' (crus) já nas prateleiras dos diversos mercados voltados para a conscientização ambiental (interno/externo) e na internet, eventos, potlucks (reuniões/jantares), livros saindo pela culatra e muito mais, estão lá. A onda é...se tornar um 'raw foodist' (crudívoro). Muitos benefícios sem sombra de dúvida, mas como eu gosto de observar, cheguei a 'conclusão' de que, pelo menos nos Estados Unidos, os diversos 'gurus' dentro da alimentação viva, entraram numa 'gerra de egos'. Deixa eu ser um pouco mais clara. 'Cada' um deles chegou a mesma conclusão -alimentos crus-vivos apenas, porém cada um sugere (ou não) alimentos diferentes em seus mais diversos livros. Peraí, serei ainda mais clara.

Como os Estados Unidos é o país da 'abundância' e da competição, é possível conseguir alguns produtos - crus, como amendoas, nozes, castanha do Pará (Brazil nut) - mais barato lá do que em nosso próprio país, sementes de girassol (pronto para o consumo), sementes de linhaça dourada, sementes de gergilim, e etc, tudo em 'abundância' e com preços incompatíveis. Será que eu mencionei que todos esses, ou quase, produtos que comprava são orgânicos? Pois bem, alguns desses 'gurus' utilizam uma grande quantidade desses produtos acima mencionados em suas receitas super elaboradas, de dar inveja a qualquer 'chef' Francês. Aí entra toda a minha questão.

Em 2007, a partir de Março mais ou menos, foi o período em que me alimentei, juntamente ao meu marido (ex), basicamente (95%) de alimentos crus/vivos. Abusamos de verduras, vegetais, frutas, coco verde (importado da Tailândia - só rindo mesmo), sementes de sarraceno germinada e depois desidratada (nossa granola de 'todo' dia), e muitas sementes, amendoas, castanhas (em pastas, leites, sobremesas, x, y e z), e a maioria era orgânico - quanto mais orgânico melhor (realmente essa é minha filosofia, afinal pelo menos o terreno de nosso planeta deve ser respeitado). Oba, uma alimentação variada, com sucos centrifugados - de vegetais, enriquecida com proteínas vegetais, gorduras de excelente qualidade, cores (muitas cores), verdes (de tonalidades diversas), sabores irresistíveis, mas....nada disso foi o suficiente para manter o nosso peso. Passamos por um período um tanto complicado, e estressante, e parecia que mesmo comendo bem, algo estava errado - meu peso despencou. Muitos de vocês devem estar com um sorriso enorme no rosto, e batendo palmas e se preparando para sua mais nova 'dieta' - e uns quilinhos a menos, só que em nosso caso, não foi bem assim, afinal já eramos magros. Por que estavamos perdendo tanto peso (para mim 5kg já é uma perda de peso considerável), por que mesmo com uma alimentação - que muitos 'gurus' dizem que energiza, a mente fica mais clara, as dores desaparecem, cheios de promessa...nosso nível de estresse estava alto, e nosso peso despencando? Ficou tudo muito confuso, mas jamais pensamos em desistir. Compramos um livro, dois livros, três...dez. Como mencionei anteriormente, uns utilizavam grande quantidade de sementes, castanhas, amendoas; outros não utilizavam cereias germinados; enquanto outros utilizam pouca quantidade de frutas - principalmente as doces - pois grande quantidade de açúcar, mesmo que proveniente de frutas gera um ambiente proprício a bactérias indesejáveis, mofo interno, fungos, e etc. Se fossemos tirar o que cada um deles é 'contra', provavelmente estariamos nos alimentando apenas de - água. Enfim, uma batalha de informações que faz com que nós, leigos, entremos em parafuso.

Sim, 2007 e 2008 foi um momento de muita mudança para mim - falecimento de minha mãe no final de 2006, aguardando minha residência nos Estados Unidos, e alguns outros pontos, mesclados com muitos momentos de prazer também, afinal moramos a 10 min da praia de Carlsbad - sugestão para quem quer visitar a costa Californiana! -, abençoadas práticas de Yoga, rodando restaurantes com alimentação viva, trabalhamos no Raw Spirit Festival no Sedona, Arizona,

Enfim, toda essa introdução para chegar a um único ponto, o email que enviei a alguns amigos, foi o seguinte:

Companheiros de jornada,

vou compartilhar algo com vocês, ok.

hoje eu estava em Ipanema e vi a Gabriela Alves - exatamente - filha da Tânia Alves, num restaurante natural. Quando ela saiu - me assustei, pois eu sei q ela vem coordenando cursos de alimentacao viva, e a cozinha do Spa Maria Bonita que é dela e da mãe. E aí entra a minha pergunta que NÃO quer calar!!!
O que acontece com tanta perda de peso?? Abaixo um artigo postado no Portal Caras - nao, eu não leio Caras, mas fui buscar algo no Google sobre a Gabriela, exatamente por ter me assustado com o que vi hoje.

Parte da entrevista: "... Hoje, estou mais magra do que devia, por conta de uma temporada de cinco anos em São Paulo, de muita correria no trabalho e pouca qualidade de vida. Mas não estou anoréxica! Como bem e minha saúde está ok, com todos exames em dia", ressalta Gabriela, atualmente com 45 quilos em 1m64."

O que exatamete acontece com nossos corpos?? Se nos nutrimos de tanta saúde vinda dos alimentos orgânicos, crus, com tanta vitalidade e etc... pq ficamos, de certa forma, 'enfraquecidos'?? Estou generalizando, mas é para mostrar que isso não apenas acontece com a Gabriela. Quando eu trabalhei no Raw Spirit Festival (evento de alimentação viva - respeito ao Planeta e nosso corpo) - em Sedona, Arizona - fiquei um tanto assutada com algumas pessoas que são tidas como 'gurus' nesse 'ramo'. Assim como outras, como a Victoria Bontenko (que é o oposto da magreza), que me passa FALTA de saúde. Não julgo ninguém - outros ou eu mesma -, mas SIM, eu OBSERVO!

Essa semana, resolvi frequentar o Nirvana - um Yoga Studio (amo muito tudo isso) - aqui na Gavea, no Rio, e no cardápio do restaurante - orgânico - deles vinha dizendo: Dizem que você é aquilo que come. Mas, na verdade, voce é muito mais: é o que lê, pensa, faz e cada decisão que toma.

E realmente - isso tudo forma o nosso corpo - isso tudo é o nosso alimento. Mais do que nunca - olhando pra mim mesma - vejo que a alimentação (ingerida) não é a única vilã ou amiga. Acredito piamente que o emocional e o movimento corporal interferem muito mais do que o alimento ingerido (falo de alimento, e não de produtos industrializados = junk food). Sinto na minha pele e osso, que mesmo permanecendo no cru por um bom tempo, e há alguns meses que não estou mais 100%, meu corpo simplesmente secou - dos 55kg, bem destribuidos, para os 50kg que hoje peso (altura 1,67). Se eu gosto?? Não, eu não gosto! Não
gosto de me olhar no espelho e ver que ali está faltando - força e vitalidade. Não gosto de ver o rosto chupado, as pernas magras, e etc. Na busca de uma alimentação 'perfeita', eu me tornei - "imperfeita".

E aqui digo: o emocional e o sedentarismo (falta de estimulo muscular), eles mesmos - os grandes vilões.

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Quero deixar bem claro que esse meu email NÃO SIGNIFICA que eu não acredite na alimentação crua-viva, pelo contrário, acredito (e amo) muito. Mas o foco aqui foi mostrar que SOZINHA ela não faz milagres. E que por mais que seja 'crua-viva', é importante que saibamos identificar quando o corpo está bem, ou não - no meu caso a perda de peso foi um sinal não agradável. Bater numa única tecla, mesmo enxergando que algo está deficiente no corpo (físico, mental e espiritual), não é realmente enxergar.

Discernimento acima de tudo. Afinal, estamos todos de passagem nesse planeta; somos todos aprendizes.

Estarei postando em breve um artigo (discutido) por Frederic Patenaude - crudivoro, Canadense, autor do livro 'The Raw Secrets', entre outros - postado por ele em 16/02/2009.

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Leia meu novo depoimento postado em 10/Ago/09:
'RE-Conectando com a Alimentação Viva'

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1 de mai. de 2008

Programa da Cozinha Vegetariana SVB / Electrolux no Salão Vegetariano




Entrada gratuita


Dia 1 de maio - quinta-feira

13:00-14:00h Julio Barillas - salada de funcho, amêndoas e laranja; moreninha esperta
14:00-15:00h Anna Maria Curcelli - festival de patês, mousse de chocolate, bisteca de tofu
15:00-16:00h Regina Pavan - sambhar masala, dhal de legumes; garam masala; arroz frito com especiarias
16:00-17:00h Alex Fernandes - pizzas em máquina de fazer pão de tomates secos e tofupiry
17:00-18:00h Julio Barillas - salada de arroz e azeitonas; moreninha esperta; feijão egípcio
18:00-19:00h Silvia Helena Saraiva - rolos de batata com recheio de palmito
19:00-20:00h Flavio Passos - alimentação viva
20:00-21:00h Laura Kim Barbosa - hambúrgeres, salgadinhos, bolos doces, docinhos, milk-shakes, leites vegetais, pavês

Dia 2 de maio - sexta-feira

13:00-14:00h Nereida Cortopassi - pratos com tempeh
14:00-15:00h Angela Festa - Mãe Terra - pão enformado de legumes e torta de frutas
15:00-16:00h Fernanda Franco - tapiocas recheadas
16:00-17:00h Alberto Gonzalez - alimentos crus
17:00-18:00h Julio Barillas - moreninha esperta
18:00-19:00h Diogo Ramos Miranda - paella vegana
19:00-21:00h Lar Vegetariano - sojasco - churrasco de soja


Dia 3 de maio - sábado

11:00-12:00h Angélica C Fonseca - Tofutura - pratos com tofu
12:00-13:00h equipe SVB
13:00-14:00h Renata Octaviani
14:00-15:00h Dina Bastos - Mãe Terra - cozinha natural alternativa
15:00-17:00h Ana Branco - apresentação do projeto biochip
17:00-19:00h Tatiana Cardoso - Moinho de Pedra - Quinuas negras com tomates orgânico, gengibre e alho, servida com escalopes de tofu assados em marinado agridoce; penne com tomate concassé, gengibre em conserva, shimeji, ciboulette, manjericão; Risoto de arroz integral com manga e pimenta biquinho acompanhado de dahl de lentilhas com abóbora, curry e azeite de coentros; torta de bananas com fibras sem açúcar
19:00-20:00h Alberto Gonzalez - alimentação crudívora

Dia 4 de maio - domingo

11:00-13:00h Tatiana Cardoso - Moinho de Pedra - cuzcuz - mix de 3 quinuas (negra, vermelha e branca) com lentilhas libanesas, legumes salteados; quiche de tofú, tomate e manjericão; grão-de-bico com tahine, tomates e hortelã; salada refrescante de pêra Borsin, gengibre em conserva, amêndoas tostadas e especiarias; bolo quente de ameixa fresca, framboesa e maçã adoçado com melado orgânico
13:00-14:00h Flavio Passos - alimento vivo
14:00-15:00h Anna Maria Curcelli - estrogonofe rápido; bife acebolado
15:00-16:00h Silvia Helena Saraiva - torta de mandioca e shimeji
16:00-18:00h Atividade com crianças - pão de melado
18:00-19:00h Ellen Vitorino - arroz de carreteiro, salada verde caipira, sorbet de limão com caqui em calda de laranja
19:00-20:00h Regina Pavan - torta indiana de legumes

13 de jun. de 2010

Marcas de roupas ECOLOGICAMENTE amigáveis

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Por Ursula Jahara ** 13.Junho.2010

Não caminhamos sozinhos por essa estrada.  Falar de alimentação viva crua não é apenas falar do alimento ingerido, e sim de um estilo de vida.  E como nós dessa Mistura Viva buscamos - saúde ao nosso corpo, e saúde ao corpo do planeta - nada mais justo do que falar sobre marcas de roupas que presam esse equilíbrio e respeito ao nosso planeta.

**Será o Benedito - www.seraobenedito.com.br

Estamos iniciando uma parceria com a Será o Benedito - criação de Orivan Pavan - e estaremos revendendo, representando a Será o Benedito aqui no Rio de Janeiro. Uma marca que recicla, reutiliza, que encara a sustentabilidade de forma direta e necessária.  Uma marca que abraça a filosofia do respeito ao meio ambiente desde a sola de seus sapatos até as tags de suas bolsas.  Estamos falando da reutilização da lona de caminhão em seus produtos para lá de bem elaborados; do couro vegetal, da juta*, assim como uso de materiais reclicados como pneus, PET e do algodão 100% orgânico.

"Um conceito inovador de moda: sustentável, sem crueldade e radical.", como descrito por Orivan Pavan.



Ursula Jahara e sua bolsa da Será o Benedito

* A Juta (ou cânhamo de calcutá) é uma fibra longa 100% natural, macia e brilhante que pode ser trabalhada em fios grosseiros e fortes. É uma das fibras naturais mais resistentes que existem, perdendo apenas para o algodão em produção e variedade de uso.
A Índia e o Paquistão detêm 98% da produção mundial e junto de Bangladesh são os maiores exportadores. A Tailândia e outros países também produzem e exportam uma pequena quantidade de juta. No Brasil, nos estados Amazonas e Pará, a juta é produzida para o mercado interno.

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** Sementeira - www.sementeira.com

A Sementeira é uma descoberta que alimenta.  Uma marca / loja aqui no Rio de Janeiro com uma proposta para lá de amigável.  Nos pequenos detalhes da loja, nas tags das roupas, nas idéias compartilhadas, nas palavras em suas sacolas feitas com material reciclado, ela se reconecta de alguma forma com a Mãe Terra, pois sabe que sozinha ela não caminha.

"Nosso produto também é sustentável. As roupas são feitas de matéria-prima reclicladas ou sustentável, como o algodão orgânico, o bambu, a malha de garrafa PET ou a malha reciclada de sobra de fios e trazem estampas com mensagens ou filosofias." - explica Camila Bezerra, proprietária da marca.

E por isso agradecemos a iniciativa da Sementeira e que suas sementes floresçam cada vez mais.



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3 de set. de 2011

Semente do Cacau - a semente do chocolate!

Cacau - a fruta
Cacau - a fruta,
e sua mãe - a árvore

05.Setembro.2011 * Costa Rica!

Chocolate! Ou melhor dizendo, cacau!!!

O chocolate 'nosso de cada dia'....

Você sabe como é a fruta que oferece sua semente para que se torne esse tão cobiçado 'alimento' - ou passa tempo, que infelizmente nos dias de hoje nada mais é do que um alimento extremamente processado - com adição de leite, muito açúcar, e que oferece pouco ou quase nada de suas reais propriedades?

Compartilho com vocês um pouco desse processo, para que possamos estar 'mais próximos' de nossos alimentos - saindo do empacotado para o plano real - a fruta!

31 de ago. de 2009

Evento: CONEXÃO ORGÂNICA com alimentação viva - crua e muito mais

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Por Ursula Jahara
31/08/09

Foi dada a largada!

O Mistura Viva iniciou uma parceria com o Espaço Horizonte - uma casa no Joá (RJ) projetada em 1968 por Zanine Caldas (clique aqui e saiba mais sobre a casa e sua história em uma entrevista com a filha de Zanine por Claudinho Brasil - www.claudinhobrasil.net) - onde estaremos promovendo cursos, workshops, palestras, vivências em alimentação viva e crua com profissionais de renome, além de outras atividades abrangendo toda essa área que busca a harmonia do meio-ambiente - interno e externo.

Nosso primeiro evento aconteceu nesse último Sábado, 29 de Agosto.  O evento - CONEXÃO ORGÂNICA (clique no convite ao lado para visualizá-lo em tamanho real)  - não foi divulgado, pois foi um evento fechado para pessoas (50 convidados presentes) que irão contribuir na realização desse espaço. Porém, estaremos divulgando aqui e via email o próximo encontro Conexão Orgânica (todas as FOTOS já podem ser visualizadas no álbum do MisturaViva)!

O evento - regado a muita fruta, um jantar / banquete com alimentação viva e crua, yoga, Pa-kua (arte marcial), música e etc - deu inicio as 14hs e finalizou as 22hs - para aqueles que não quiseram participar de um ritual sagrado do povo indígena Huni Kuin, com o Pajé Fabiano Txana Bane.  

Tivemos a colaboração e presença de nossas queridas Chefs em alimentação viva - Tiana Rodrigues (dona e Chef do Restaurante Universo Orgânico) e Inês Braconnot (RJ), além da deliciosa colaboração de Ines Lampreia, Inez Arieira, entre outros curiosos que foram chegando o colocando a mão no alimento vivo.

Abaixo, faço questão de compartilhar com vocês o email - agradecimento - que enviei a todos (ou quase) convidados, colaboradores e organizadores do evento:

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À vocês....

Como agradecer?  Palavras não irão expressar essa tamanha gratidão que estou sentindo.

O evento Conexão Orgânica, realizado ontem 29/08 no Espaço Horizonte, foi se moldando do inicio ao fim de forma harmoniosa, com energias únicas e contagiantes, um banquete intensamente colorido, saboroso e devorado, trabalho corporal para ativar os sensos, música que reconectou, e para finalizar - aos que ficaram (falo de minha própria experiência) - o ritual com o Pajé Fabiano Txana Bane, com duração de pelo menos 5hs - foi purificador. Um trabalho de cura intenso, prazeroso e - a gratidão que se expande.

Agradeço a presença de cada um de vocês - tão responsável por uma combinação tão viva - e tudo a base de alimentos / sucos crus-vivos e - sem álcool.  Sim, isso é possível!  :o)

Aguardamos todos vocês num próximo evento - ainda a ser definido - para mais um encontro saboroso - em todos os sentidos - e com um visual esplendoroso.

Prazer enorme em conhecê-los!

Abraços e Sorrisos vivos....

Em nome do Espaço Horizonte, do MisturaViva, do Universo Orgânico e de todos os colaboradores...

::Alguma sugestão para um próximo evento?  Sou toda 'ouvidos'.

Ursula Jahara *
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Caso queira receber informações sobre esse e outros eventos, envie um email para contato@misturaviva.com.

Um brinde a vida!

Saúde!

Ursula Jahara **


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27 de set. de 2008

Agora comida tem vida própria

O life food prega que os alimentos crus e, principalmente, os brotos têm mais energia vital. E são capazes de transmiti-la a quem os come

A comida natural vem ganhando tantos adeptos que já não é possível falar de um movimento único. A mais nova tendência a chegar ao Brasil é a comida viva. Não, não se trata de comer ostras à beira da praia. Isso já faz sucesso no país há alguns anos, mas não atende aos requisitos de comida vegetariana. A comida viva naturalista é uma variação do vegetarianismo. Usa principalmente os brotos e as sementes germinadas. Inclui frutas, verduras e legumes orgânicos e extremamente frescos. Parece o ápice da simplicidade. Mas, no mundo moderno, aderir a essa culinária não é nada simples. Para comer cru, ninguém pode ser apressado. Alguns pratos levam mais de 30 horas para ser preparados. Nada pode ser cozido. Alguns alimentos podem e devem ser aquecidos ou desidratados, mas nunca acima de 40 graus Celsius. Esses são os processos que mais demoram.

A comida viva, ou life food, como é chamada em Nova York, praticamente não difere da dieta crudivorista, ou raw food, como ficou famosa na Califórnia. Talvez a life food dê um pouquinho mais de ênfase às sementes germinadas. Hoje, nos Estados Unidos, existem vários restaurantes que levam um desses dois rótulos. No Brasil, o primeiro a se intitular de “comida viva” foi o Universo Orgânico. De um ano para cá, ele virou mania entre famosos e descolados do Rio de Janeiro.

A chef do restaurante, Tiana Rodrigues, que tem a melhor empadinha viva da cidade (damos a receita em nosso site), começou a se envolver com a comida viva, ou crudivorismo, com o grupo da professora Ana Branco, que se reúne na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro para trocar informações e divulgar a idéia. Ela é uma das seguidoras de David Jubb, o pai da life food. A dieta adotada pelos adeptos da comida viva se baseia nas teorias do neurofisiologista australiano, dono do Jubb’s Longevity, um instituto/restaurante/mercadinho em Nova York.

Segundo Jubb, comer comida crua é mais saudável porque, quando o alimento é cozido acima de 40 graus, ele perde suas enzimas. Isso faria com que nosso corpo fosse obrigado a gastar nosso precioso estoque de enzimas, essenciais para nos manter vivos. Mais que isso, a germinação liberaria uma série de enzimas que tornariam a digestão ainda mais fácil. O médico diz também ter constatado que os alimentos industrializados são responsáveis por uma maior acidez do sangue e afirma que, quanto mais alcalino, mais saudável será nosso organismo.

Quando arrancado do solo, separado de sua raiz, um vegetal morre. Mas suas sementes guardam vida em estado latente. Ela se manifesta quando há a germinação. “O broto ainda está vivo quando a gente o come”, diz Tiana. “Por isso, tem tanta energia vital. Mas os vegetais recém-colhidos também têm bastante energia.”

Saúde à parte, o restaurante de Tiana tem feito sucesso pelo paladar de seus pratos. Ricos em ingredientes e sabores, eles quase sempre levam algum tipo de broto. Além dos pratos, o Universo Orgânico é uma espécie de empório. Lá, Tiana não dá conta de vender biscoitos crus, sucos com germens e clorofila, pão essênio e as famosas empadinhas vivas, feitas de uma massa de macadâmia crua e desidratada.

Um dos empecilhos para as pessoas se decidirem a fazer uma refeição inteira de comida crua é a idéia de que ela será obrigatoriamente fria. “Há uma série de pratos quentes”, diz Tiana. “Sirvo-os a uns 38 graus.” Muitos vegetais precisam ser desidratados para tornar-se comestíveis, como é o caso da berinjela e dos brócolis. Outros, como o tomate, ficam gostosos quando secos. Mas não é tão fácil fazer vegetais desidratados. Em seu restaurante, Tiana tem um desidratador trazido dos Estados Unidos. Uma peça que não se encontra por aqui.

Para quem não tem o desidratador, ela sugere que se use uma grelha sobre uma panela de barro vazia aquecida em uma espiriteira elétrica (daquelas de camping). “É preciso também ter um termômetro”, diz. “Quando a temperatura da panela atingir os 38 graus, você desliga a boca. O barro conserva o calor por muito tempo. Quem mora no Nordeste pode desidratar os alimentos ao sol.”

Esta última seria a opção mais condizente com a filosofia da comida viva. s O processo de desidratação pode levar horas ou mesmo dias. Os desidratadores elétricos consomem muita energia. O que não bate com a imagem pregada por Jubb de uma alimentação boa para a pessoa e para o planeta. Em tese, quando consumimos vegetais crus, todas as sobras podem ser aproveitadas para virar adubo. Não há lixo. “Os desidratadores são uma contradição mesmo”, diz Tiana. “No restaurante, tento evitar desperdício racionalizando o uso. Procuro reunir alimentos que tenham o mesmo tempo de desidratação e só ligar o aparelho quando estiver com a capacidade máxima de acomodar alimentos preenchida. Mas os grupos mais puristas de comida viva nunca usam o aparelho elétrico.”

Além dos desidratadores, podem-se improvisar germinadores domésticos (leia o quadro à pág. 81). Cênia Salles, dona do restaurante e mercearia Empório Siriuba, em São Paulo, conta que no fim dos anos 70 viajou à Califórnia e, lá, já ouviu falar da importância das sementes germinadas. Trouxe até algumas na bagagem para servir em seu restaurante, na época o Cheiro Verde. Mas logo elas acabaram e Cênia teve de germinar as próprias sementes. “Criei uma caixa de madeira com uma tela de metal que me permitia deixar de molho e depois escorrer.” Hoje, seu restaurante tem alguns sucos, pães e saladas com grãos germinados.

De 2004 a 2006, funcionou em São Paulo o restaurante Deloonix, que servia raw food, além de peixes e pratos vegetarianos. Mas os paulistanos não aderiram à novidade como os cariocas. “Era um restaurante gourmet, caro”, diz Rafael Rosa, que estudou raw food na Califórnia e elaborou o primeiro cardápio do Deloonix. “Ele vinha na linha de restaurantes americanos, como o Charlie Trotter ou o Roxanne, que apostavam na curiosidade gastronômica do público para experimentar a novidade.”

Rosa não desistiu da linha. Ainda pratica a dieta crudivorista em casa. E pretende vender alguns doces, biscoitos e tortas crus na padaria Pão, que deve inaugurar no dia 8 de agosto, em São Paulo. De acordo com ele, mesmo nos Estados Unidos a aposta puramente na moda não deu muito certo. “O Charlie Trotter faz outras coisas além de raw food, e o Roxanne fechou. O que pegou mesmo foram as centenas de pequenos cafés que atendem um público interessado em levar uma vida mais simples.”

Receitas:

.Almôndegas de quinoa germinada
Embora crua, a comida viva não é simples de fazer. Mas se quiser tentar...

Almôndegas:1 xícara de aipo, 1 xícara de quinoa, 1 xícara de nozes, 1 xícara de linhaça dourada em pó, 1/2 xícara de azeite, 1/2 cebola, 1/2 xícara de passas, 1 colher (sopa) de sal do Himalaia, 1/2 xícara mineral

Bater tudo no processador e adicionar a linhaça em pó no final. Formar bolinhas e colocar para desidratar em uma grelha sobre uma panela de barro a 38 graus

Molho de cenoura:1 pedacinho de gengibre, 1 cenoura grande, 1/4 xícara de castanha-de-caju crua (oito horas de molho), 1 xícara de linhaça dourada em pó

Molho de tomate: 1 xícara de tomate seco (duas horas de molho), 6 tâmaras, 2 xícaras de tomate, 1 pitada de sal

Salada de rúcula com linhaça germinada, tâmaras e peras:
Lavar e higienizar um punhado de rúcula. Fazer um molho com tâmaras, limão e azeite. Acrescentar linhaça germinada. Enfeitar com tiras de pêra

Montagem:
Colocar o molho de cenoura no prato, depois a almôndega em cima e em seguida o molho de tomate. Ao lado colocar a salada de rúcula com linhaça. Apreciar o colorido do prato


.Pão dos Essênios:
2 xicaras de trigo germinado ( 8 horas de molho e 8 horas germinando )
1 cl de sopa de azeite orgânico prensado a frio
1 pitada de sal do himalaia
ervas frescas
½ xícara de água mineral
Bater tudo no liquidificador e abrir como se fosse pizza fina e depois secar no sol ou no desidratador.

.Empada de Macadâmia:
2 xicaras de nozes macadamia ( 8 horas de molho )
1 cl de suco de limão
1 cl de levedo
pitada de sal do Himalaia
2 cl de água
Bater no liquidificador e abrir tipo pizza , colocar no desidratador por 7 horas depois colocar nas forminhas e voltar pro desidratador por mais 8 horas,
Recheio de legumes picados com tomate cereja e shitake cogumelo.


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Fonte: Revista Época Online - Nov/2007

14 de dez. de 2008

Livro: O Poder de cura do limão

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Autora: Conceição Trucom
Páginas: 200


O limão é uma fruta cítrica porque contém cerca de 6% de ácido cítrico em seu suco. Ou seja, cada 100 gramas de suco fresco e puro de limão contém cerca de 6 gramas de ácido cítrico e citratos, que são os sais do ácido cítrico.

Tal concentração de ácido cítrico ocorre em qualquer uma das suas variedades, no limão original que é o Siciliano, no limão Galego, nos tipos rústicos como é o caso dos limões Cravo, Rosa, Capeta ou Vinagre, ou mesmo no limão enxertado como é o caso do Tahiti.

Este teor de 6%, considerado o mais elevado de todas as frutas, diferencia o limão das demais frutas cítricas, já que as laranjas, tangerinas e pomelos, apesar de serem frutas da mesma classificação, apresentam na composição de seus sucos (fresco e puro) a concentração média de 0,6 a 1,0% de ácido cítrico e citratos. Ou seja, o limão chega a conter até 10 vezes mais ácido cítrico que seus parentes de classe.

No aspecto terapêutico, o ácido cítrico é um ácido orgânico e tricarboxílico que, dentro da química e do organismo humano, tem ação tamponante e alcalinizante, ou seja, possui o poder de estabilizar uma condição levemente alcalina em todos os líquidos corporais, no sangue, na linfa, no líquido crânio-sacral ou nos líquidos intra e extracelulares.

Do ponto de vista metabólico, essa estabilização levemente alcalina dos líquidos corporais, que tem um pH entre 7,36 a 7,42, é a condição ideal para todos os processos orgânicos acontecerem da forma mais equilibrada e harmônica. Ou seja, favorece a saúde, sua preservação e prevenção de doenças.

Em síntese, o limão tem o poder de realizar uma reengenharia da qualidade hídrica de todo o organismo, beneficiando o cérebro, pulmões, rins, sistema linfático, imunológico, sistema nervoso, intestinos, fígado, enfim todos os sistemas e órgãos vitais.

Assim, a partir do momento em que se ingere o suco do limão, puro ou com outros alimentos especiais e indicados, inicia-se um processo de facilitação de alcalinização de todos os processos metabólicos.

Ao contrário dos conceitos arraigados na sociedade, inclusive entre médicos e nutricionistas, o limão só pode ser reconhecido como um alimento ácido até o momento de ser ingerido, pois após sua ingestão, puro ou idealmente composto com outros alimentos, funcionará como um agente alcalinizante, condição esta que será tão mais constante, quanto mais diário e metódico for o consumo do limão.

O ácido cítrico do limão, quando ingerido, irá se combinar com sais minerais livres (biodisponíveis) a base de cálcio, magnésio e ferro, formando os respectivos citratos salinos, que conferirão o desejado pH ideal que é levemente alcalino.

Tal fenômeno explica outra importante propriedade terapêutica do limão, que é a de ser um agente de fixação de sais minerais.

Quando se deseja melhorar aspectos da saúde como anemia, osteoposose e vitalidade, portanto aumentar a presença de ferro, cálcio e magnésio em nosso organismo, nada como fazer uso de alimentos ricos nesses elementos e associar o limão a eles.

Por essa mesma razão indica-se o preparo dos sucos desintoxicantes sempre com o uso do limão adicionado a estes ingredientes especiais que são as frutas, raízes, folhas e sementes, sempre crus, frescos e idealmente orgânicos.

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

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13 de ago. de 2009

COMO EVITAR A GRIPE SUÍNA

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Aos que ainda não estão conectados a alimentação viva - crua, e a um estilo de vida saudável física, mental e espiritualmente, seguem - abaixo - recomendações de grande valia de como EVITAR que a gripe suína encontre uma brecha para 'atacar' o nosso organismo, afinal PREVENIR É O MELHOR REMÉDIO.

Um brinde a vida!

Saúde!

Ursula Jahara*

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Por Dr. Márcio Bontempo, médico
29/07/20009
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O médico Márcio Bontempo (CRM-DF 15458), especialista em Saúde Pública e naturopata, alerta como as pessoas adquirem a gripe suína (Influenza A -H1N1) e mostra como preveni-la através da alimentação, de produtos naturais e biológicos e dá outras dicas, além dos procedimentos de praxe. É médico clínico geral, homeopata, especialista em saúde pública, membro da Associação Brasileira de Nutrologia, palestrante, consultor científico e autor de 54 obras. Presidente da Federação Brasileira de Medicina Tradicional, diretor do Núcleo de Saúde da União Planetária, apresentador do programa "Saúde em Pauta" pela TV Supren.
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Além das recomendações das autoridades sanitárias, como lavar as mãos com frequência, etc., existem providências que devem ser lembradas, ou conhecidas que, infelizmente, não fazem parte dos cuidados necessários, sendo que, muitos deles, são mais importantes do que as orientações oficiais.

Primeiramente, tanto profissionais de saúde quanto pessoas comuns, devem saber que é necessário atuar no sentido de se possuir um sistema imunológico bem forte. Percebo que absolutamente nada está se fazendo nessa direção, de uma forma que se espalha o terror de uma nova doença, mas não se tomam as providências necessárias para reforçar o mecanismo de defesa do organismo da população, permitindo assim que todos estejam expostos à virose em questão.

Porque as pessoas adquirem mesmo a gripe comum e o que fazer para fortalecer as defesas?

Para começar, é necessário saber O QUE ENFRAQUECE o nosso sistema imunológico, e isso não é divulgado (ou sabido?) pelas autoridades sanitárias.

Sabe-se, cientificamente, que todos os vírus se beneficiam e se desenvolvem mais facilmente em ambientes orgânicos mais ácidos e, obviamente, quando o sistema imunológico está enfraquecido. E o que faz com que nosso ambiente sanguíneo fique mais ácido e o que diminui a força das nossas defesas?

São os alimentos industrializados que tendem a criar e a manter um ambiente sanguíneo mais ácido.

Os principais são:

Açúcar branco - produz ácido carbônico em quantidade proporcional à quantidade ingerida, seja ele puro ou presente em doces, refrigerantes, bolos, tortas, guloseimas, etc. O uso regular de grandes quantidades de açúcar branco produz perda de cálcio e magnésio (e muitos microminerais), o que afeta sobremaneira de modo crônico e constante o nosso sistema imunológico. Deve ser substituído pelo açúcar mascavo orgânico, mel, etc.

Carnes vermelhas e embutidos – Produzem diversos ácidos e reações ácidas, como ácido oxálico, ácido úrico, além de toxinas redutoras da imunidade como cadaverina, putrescina, indol, escatol, fenol, etc. Como fonte de proteínas, dar preferência a peixes e proteínas vegetais, frutas oleaginosas, leguminosas, subprodutos da soja, etc.

Leite e derivados – Principalmente o leite de vaca, rico em caseína (indigesto), produz incremento do ácido lático e gera mucosidades em excesso, enfraquecimento das defesas orgânicas, expondo os seus consumidores, não só à gripe, mas a muitos outros problemas. Substituir por leite de soja pronto ou caseiro (evitar o leite de soja instantâneo, em pó). Como fonte de cálcio, preferir as verduras e os feijões.

Farinhas brancas – O pão branco e as farinhas de trigo brancas, não integrais, são fermentativas e produzem mucosidades, além de serem pobres em proteínas, vitaminas e minerais essenciais. Seu uso constante enfraquece o organismo.

Frituras - comidas em saquinhos (chips), guloseimas, fastfood – Hoje consumidos em grande quantidade por crianças e adolescentes, responsáveis por grandes desequilíbrios orgânicos e muitas doenças, como diabetes, obesidade, pressão alta, etc. O seu consumo regular, associado ao açúcar branco, determina um constante estado de acidificação do sangue e depósito de compostos prejudiciais.

Álcool - Em pequenas quantidades (vinho, etc.) pode até ajudar, mas em excesso produz reações ácidas.

Recomenda-se, portanto, evitar estes alimentos substituindo-os, sendo que esta abstenção já significa um grande passo para a prevenção de qualquer gripe e de muitas doenças.

Há alimentos particularmente úteis para reforçar a nossa imunidade, tais como o arroz integral, os subprodutos da soja (tofu, leite de soja líquido, misso), a aveia (rica em beta-glucana, um grande estimulador do mecanismo de defesa), o inhame, as verduras em geral, frutas frescas, a semente de linhaça, o gengibre, o alho, a cebola e outros.

Estresse - Um dos piores inimigos, pois reduz a ação das células de defesa, principalmente os linfócitos que combatem os vírus, elevando os níveis de adrenalina e cortisol, um imunodepressor. O estresse é provocado pela vida agitada, os problemas diários, as preocupações excessivas, o excesso de trabalho ou estudos, etc.

Vida sedentária – Com ela os radicais ácidos se acumulam nos músculos e nos demais tecidos, reduzindo o pH do corpo e favorecendo as doenças virais e bacterianas.

Ar condicionado - Deve ser evitado a todo custo, pois desidrata o ar, ressecando as mucosas e produzindo desequilíbrio térmico no organismo. Faz muito mal.

Hábitos perniciosos - Tabagismo, alcoolismo, drogas, excesso de remédios farmacológicos, etc., são, decididamente, fatores que reduzem a capacidade de defesa do organismo.

Certamente que muitas mudanças propostas são sacrificantes, mas tudo é uma questão de ajuste e adaptação, sendo que, os resultados são altamente benéficos, não só em relação à gripe suína, mas à saúde em geral.


Além das medidas anteriores, cientificamente sugere-se o seguinte:

Alho

O alho é rico em alicina, uma substância ativa que possui ação antiviral reconhecida, além de mais de uma dezena de outros componentes imunoestimulantes. Basta ingerir diariamente 3 a 5 dentes de alho cru picado, com os alimentos ou engolidos com água ou suco. Há o inconveniente do hálito, mas é passageiro, e mais vale a boa saúde do que o comentário alheio. Existem também suplementos à base de alho que não exalam odor, mas são caros. O óleo de alho em cápsula ou o alho em comprimidos não produzem o mesmo efeito do alho cru. O alho também é útil para evitar ou tratar uma grande quantidade de doenças. O problema do alho para crianças é a dificuldade para ingerir, mas com habilidade tudo é possível.

Própolis

A própolis é reconhecida cientificamente como um antibiótico natural incluindo uma forte ação antiviral, tanto em situações de infecção quanto como para prevenção. Foram reconhecidos mais de 100 princípios medicinais ativos da própolis. Deve-se usar o extrato alcoólico de própolis a 30%, na quantidade de 30 gotas, 3 a 4 vezes ao dia, em meio copo de água. Para crianças pequenas, metade da dose (lactentes e bebês, seguir orientação do pediatra). Pode-se colocar um pouco de mel para adoçar e reduzir o sabor e efeito da própolis na boca.

Chá de gengibre

O gengibre é um alimento funcional reconhecido hoje cientificamente por seus poderosos princípios ativos. Foram isolados cerca de 25 substâncias, entre elas as famosas gengiberáceas, de grande ação estimulante do sistema de defesa do organismo e ação antiviral. Basta beber chá de gengibre fresco, forte, uma xícara 3 vezes ao dia, morno ou quente e sem adoçar.

Equilíbrio nervoso neurovegetativo

O organismo e as células de defesa são regidos pela ação do sistema nervoso autônomo, representado pelos sistemas simpático e parassimpático; o primeiro é responsável pela produção de granulócitos (de pouca ação viral e mais bactericida) e o segundo de linfócitos (de ação antiviral direta). Devido à agitação da vida moderna e ao estresse, as pessoas apresentam um excesso de atividade do sistema simpático (que produz adrenalina, cortisol, etc., todos imunodepressores), com maior quantidade de granulócitos do que linfócitos, o que abre o caminho para viroses. É devido a isso que muitas pessoas adquirem uma gripe depois de um impacto emocional, notícia ruim, desavenças, tristezas, etc. É necessário proceder à redução da atividade simpática (redução do estresse, etc.) e promover maior estímulo parassimpático. Isso se consegue com mais repouso, menos agitação e preocupações, atividade física moderada, respiração profunda, alimentação natural integral, massagens terapêuticas, saunas, banhos quentes (tipo ofurô, banheiras, etc). Importante é evitar a friagem e manter o corpo aquecido, principalmente as extremidades.

Saquinho com cânfora - uma grande dica

Durante a gripe espanhola no começo do século passado, milhões de pessoas morreram, mas aqueles que lidavam com os doentes raramente contraiam o vírus. É que havia uma orientação para que o pessoal de serviço, médicos, enfermeiros, etc, usasse um saquinho de gaze com pedras de cânfora pendurado no pescoço. As emanações voláteis da cânfora esterilizam o ar em sua volte e protegem as mucosas. Então, aconselha-se a fazer o mesmo. Basta adquirir a cânfora na farmácia comum (algumas pedrinhas bastam), confeccionar uma bolsinha de gaze e pendurar no pescoço, podendo inclusive manter por dentro do vestiário, sem necessidade de deixar à mostra (se bem que o ideal é manter do lado de fora). Deve ser usado constantemente durante o contato com as pessoas. É uma boa dica para quem lida com pessoas ou trabalha em ambiente de aglomeração, etc.

Fórmula homeopática

A homeopatia, diferentemente da medicina farmacológica, atua estimulando a capacidade orgânica. Há uma fórmula homeopática para a prevenção, tanto da Influenza A (H1N1), quanto de qualquer outro tipo de gripe. É a seguinte:

Para a prevenção, tanto para adultos quanto para crianças:

Aviarium 200 CH..........................30 ml

Influenzinum 200 CH...................30 ml

Álcool a 20%

Tomar 10 gotas, de preferência diretamente na boca, uma vez por semana, cada semana um, alternados. Para crianças muito pequenas, dar apenas 5 gotas em um pouco de água numa colher.

Para tratamento em caso de gripe (qualquer que seja):

Aconitumnapellus 3 CH

Antimoniumtartaricum 3 CH

Alliumcepa 3 CH

Bryoniaalba 3 CH

Belladonna 5 CH

Gelsemium 5 CH

Fazer 30 ml, em partes iguais (pedir: ãã)

Álcool a 20%.

Tomar 10 gotas (direto na boca ou em água para crianças) a cada meia hora em caso de sintomas de qualquer gripe, até melhorar bem.

Estes remédios podem ser adquiridos nas boas farmácias homeopáticas, e não fazem mal algum ou produzem efeitos colaterais. Se necessário, procurar um médico homeopata para a confecção de uma receita.

Atividade física, sol e ar livre

Sempre importante em qualquer aspecto para uma saúde melhor.

Suplementos

A medicina ortomolecular e a fitoterapia preconizam o uso de dois suplementos:

Vitamina C - Recomenda-se o uso de 500mg de vitamina C (ácido l - ascórbico) orgânica de uma a duas vezes ao dia, para reforçar as defesas. Crianças pequenas, metade da dose ou sob orientação pediátrica.

Cogumelo do Sol - Eleva a imunidade por ser rico em substâncias imunomoduladoras, como a beta glucana. Este não é um medicamento, mas um alimento. Adultos devem tomar 2 cápsulas de 500 mg 2 a 3 vezes ao dia, tanto como preventivo quanto para tratamento. Crianças pequenas, tomar metade da dose (abrir a cápsula e colocar na comida). No caso de dificuldade de encontrar o cogumelo do sol, procurar comer cogumelos, tipo champignon, shitake, shimeji, funghi, etc.

Minerais e microminerais – Com a acidificação constante do sangue devido à alimentação industrializada moderna, aliada ao estresse, perdem-se muitos minerais e microminerais que não são repostos pela dieta, haja vista o fato de que os alimentos modernos estão empobrecidos em termos de minerais (solo naturalmente pobre, uso de adubos, agrotóxicos, manipulação industrial, congelamento, microondas, etc.). Certamente que essa condição afeta a imunidade. É necessário atualmente repor estes nutrientes de modo a manter as defesas orgânicas, mas não é qualquer suplemento que serve. Recomenda-se utilizar os concentrados biominerais marinhos, principalmente aqueles extraídos da poderosa alga Lithothamnium, que possui acima de 50 minerais e microminerais orgânicos, de alta assimilação pelas células.

Frutas em geral - As frutas, principalmente as cítricas, ajudam a alcalinizar o sangue e são ricas em minerais e vitaminas, favorecendo a saúde e protegendo o organismo. Pessoas que consomem poucas frutas estão muito mais sujeitas, não só às viroses, quanto a qualquer outra enfermidade.

Estas orientações servem tanto para a prevenção quanto para serem utilizadas em casos de pessoas que contraíram qualquer tipo de gripe. Além do mais, estes procedimentos nos deixam seguros e tranqüilos em relação ao grande terror de se contrair, tanto a Influenza A quanto quaisquer outras doenças virais.

Fonte: MarcioBontempo.com.br
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