2 de jul de 2007

Alimento é Vida

Entrevista com Nadia Cozzi
por Anna Elisa Nicolau dos Santos

"Em 1930 o filósofo religioso Meishu Sama previu os malefícios que os agrotóxicos poderiam causar à saúde dos seres vivos e do próprio planeta. Com isso desenvolveu o conceito de Agricultura Natural, a base de sua filosofia. Nadia Cozzi estuda a filosofia de Meishu Sama e desenvolve o conceito da Alimentação Consciente para que as pessoas tenham mais qualidade de vida através da alimentação. Confira alguma de suas idéias na entrevista que segue."

O filósofo religioso Mokiti Okada (1882 – 1955), conhecido também por seu nome religioso Meishu Sama, desenvolveu uma filosofia baseada no respeito aos princípios da Natureza, tomando-a como modelo e obedecendo às suas leis. Ele acreditava que a Natureza, no seu estado original, é a Verdade, e por isso deve ser respeitada. A filosofia de Meishu Sama cultiva o espiritualismo e o altruísmo, faz o homem crer no invisível e ensina que existem espírito e sentimento não só no ser humano, mas também nos animais, nos vegetais e nos demais seres. A filosofia também acredita no solo como o maior organismo vivo do planeta, exaltando o respeito que a ele se deve ter. Por esta razão a Agricultura Natural centra no solo a base de seu trabalho e é considerada o pilar sobre o qual se desenvolve o pensamento de mestre Meishu Sama. Pensamentos esses que preconizam a busca da harmonia, da saúde e da prosperidade entre os seres vivos como fruto da conservação do ambiente natural e do respeito às Leis da Natureza. A Agricultura Natural, o Johrei e a Admiração do Belo são práticas básicas da sua filosofia. O Johrei, que significa em japonês joh (purificação) e rei (espírito), foi traduzido para o português como a "luz da purificação e da cura" e é utilizado pela grande maioria dos seus seguidores. Meishu Sama também foi um grande incentivador das artes e afirmava que a consciência do Belo é o que de melhor existe para a elevação do sentimento humano.

A Agricultura Pura ou Natural surgiu quando, na década de 1930, ao analisar o método agrícola convencional, Meishu Sama manifestou uma profunda preocupação com o emprego excessivo de agroquímicos no solo, adotados como prática depois da Primeira Grande Guerra. Ele verificou que estes produtos acarretam graves conseqüências ao meio ambiente, à saúde do homem e dos demais seres vivos, e desenvolveu este método agrícola sustentável que oferece alimentos puros e saborosos. Diferente dos métodos convencional e orgânico, na Agricultura Natural não é empregado produto químico ou esterco animal. Ela utiliza compostos vegetais que conservam a pureza do solo e permitem a reciclagem dos nutrientes para o desenvolvimento sadio das plantas.

Ainda hoje há várias pesquisas nesta área. Nadia Cozzi é publicitária e pesquisadora dos conceitos de Agricultura Pura ou Natural. Coordena o Núcleo Alimentação da Organização Não-Governamental Caminho Kyusei Kannon, localizada na capital paulista. Trabalha no desenvolvimento da Alimentação Consciente pesquisando os efeitos dos agrotóxicos, transgênicos, promotores de crescimento, irradiações e aditivos alimentares na saúde do ser humano e do próprio planeta. Na entrevista que segue, Nádia Cozzi fala dos seus conhecimentos sobre a Agricultura Pura e sua aplicação na Alimentação Consciente.


O que é Alimentação Consciente?

A Alimentação Consciente faz parte dos princípios da Agricultura Pura de Meishu Sama. Busca mais que uma alimentação isenta de aditivos não naturais: controla técnicas de plantio, realça os malefícios dos agrotóxicos, transgênicos, irradiações e promotores de crescimento, ensina a ler os rótulos dos industrializados e perceber a grande quantidade de aditivos químicos ali contidos, se preocupa com as formas de conservação dos alimentos, enfatiza a importância do sentimento na hora da compra e do preparo e valoriza o cuidado e a beleza na maneira de servir. Aponta conseqüências que a desatenção na escolha dos alimentos traz para a saúde física, mental e emocional, e acima de tudo ressalta os prejuízos na capacidade perceptiva, o que influencia definitivamente a sorte e prosperidade das pessoas. A Alimentação Consciente se preocupa com o alimento desde o plantio até a maneira como ele é servido, visando acrescentar energia a cada etapa. Faz o caminho inverso da cadeia alimentar, onde um se alimenta da vida do outro. Nessa linha do crescimento de energia partimos de um solo puro, cuidado por quem tem convicção que a terra não pode ser maculada, nem com adubos químicos, nem com sementes geneticamente modificadas. Busca o consumidor consciente na hora da compra, junta-se amor e produz-se algo maior. Se quem for preparar o alimento fizer com prazer, visando levar felicidade às pessoas, fechamos o ciclo com energia total.

A Alimentação Consciente se preocupa com o alimento desde o plantio até a maneira como ele é servido, visando acrescentar energia a cada etapa.


Como a alimentação interfere na vida das pessoas?

Alimento é vida, é energia, é a força motora do nosso corpo, é fator de geração de saúde física, mental e emocional. Tudo o que ingerimos passa a fazer parte do nosso organismo, dos ossos, do sangue, dos tecidos, da essência mais sutil de nosso metabolismo bioquímico. A alimentação tem ação direta sobre o nosso humor, temperamento, impulsos e pensamentos. Determina a qualidade de nossa vida como um todo e a nossa saúde em particular. Alimentar-se é um ato de extrema importância para a manutenção da vida, no entanto, cada vez mais nos afastamos das leis naturais ingerindo alimentos recheados de agrotóxicos, promotores de crescimento, conservantes e demais aditivos antinaturais. Assim, pouco a pouco, o alimento gerador de vida, passa a ser um nefasto fator de geração de doenças.


Como os alimentos podem gerar doenças?

O corpo humano reconhece os alimentos naturais. Quando nos alimentamos o organismo absorve o que necessita e elimina o que não lhe serve. Quando ingerimos química, ele não reconhece estas substâncias e então armazena. É um processo cumulativo, todos os dias um pouquinho. Chega um determinado momento em que o armazém fica cheio e, para preservar a vida, o organismo promove um processo de limpeza. Erroneamente chamado de doença.


Por que a senhora considera a carne, tanto a vermelha quanto a branca, tão prejudicial ao organismo humano?

Não respeitamos as necessidades naturais. E assim, ingerimos muitos alimentos que fazem mal ao corpo. Entre esses alimentos a carne é um dos mais prejudiciais. Tanto faz carne vermelha como a carne branca. Segundo pesquisas publicadas no New York Times, as substâncias mais encontradas nos animais de corte são a penicilina, estreptomicina, ampicilina, tetraciclina, sulfanilamida e neomicina. O uso em excesso destas drogas cria uma geração de micróbios mais forte. Em 80% dos casos, os antibióticos são usados de forma indiscriminada pelos produtores de animais. Os comedores de carne, ovos e leite consomem esses antibióticos ao ingerirem tais alimentos. Os efeitos do consumo de carne bovina e de aves contaminadas com antibióticos aparecem em todo o organismo. Dentre os distúrbios gastrintestinais, o mais grave é a gastrite. Pessoas que se alimentam com carne também podem apresentar sintomas de alergias e diarréia, além do acumulo de uréia e o ácido úrico. Um bife, por exemplo, contém cerca de 14 gramas de ácido úrico por libra. Acontece também que, quando os animais de corte comem grama ou rações impregnadas de pesticidas, eles retêm os venenos. Quando o homem come esta carne ou seus derivados, recebe toda a concentração desses produtos que se acumularam durante toda a vida do animal. No final da cadeia de alimentos, os seres humanos tornam-se os últimos consumidores, desta forma, atuam como recipientes da mais alta concentração de pesticidas venenosos. Além disso, nas granjas as aves recebem uma grande quantidade de hormônios artificiais para acelerar o crescimento e fazer com que os pintos cheguem à velhice em poucas semanas. Com o bezerro fazem a mesma coisa, normalmente ele chegaria à idade adulta em cinco anos, mas hoje, o bezerro chega à idade adulta em poucos meses.

Os cidadãos deveriam saber sobre os riscos que cada um destes aditivos químicos traz à saúde e tentar diminuir a sua ingestão.


O que a senhora acha dos produtos industrializados "prontos para o consumo"?

Produtos industrializados são práticos porque já vêm prontos ou semiprontos, com prazo de validade extenso, facilitando o armazenamento. Tudo seria perfeito se não fossem alimentos. Em nome dessa praticidade e durabilidade os fabricantes utilizam milhares de aditivos químicos, que afetam a saúde de quem os consome com freqüência. Alguns dos aditivos sintéticos mais utilizados em quase todos os industrializados são os corantes artificiais, gordura hidrogenada, nitritos e nitratos, açúcar refinado e adoçantes artificiais, glutamato monosódico, conservantes, aromatizantes e até o sal refinado. Os cidadãos deveriam saber sobre os riscos que cada um destes aditivos traz à saúde e tentar diminuir a sua ingestão. O uso desses produtos deve ser discriminado nas embalagens, porém, seus nomes vêm sempre codificados, talvez para que o consumidor não se de conta do que está comprando.


Há outros problemas com os produtos industrializados. Eles passam por alguns processos para não apodrecerem ou para serem armazenados por longo tempo. Um exemplo seria o leite UHT, ou o "leite de caixinha". Quais são estes problemas?

Estes produtos são esterilizados, pasteurizados, desinfestados e tem a germinação inibida. Tudo estaria muito bom se não fossem também destruídos os tecidos vivos, se o valor nutricional dos alimentos não fosse afetado e se não trouxesse conseqüências graves para a nossa saúde. Considerando que o principal objetivo da alimentação é nutrir o organismo, torna-se altamente questionável o uso de um processo de conservação que destrói tantos nutrientes essenciais ao corpo humano. A irradiação é uma forma de impedir que os alimentos sejam contaminados por bactérias. As caixas com alimentos entram por trilhos e passam pela fonte de cobalto matando os microorganismos que estão presentes nos produtos. É bom saber que os níveis de radiação envolvidos compreendem uma faixa entre cinco mil e quatro milhões de "rádios" (uma medida padrão para mensurar a radiação absorvida). Para se ter uma idéia dessa radiação, os aparelhos de raios X emitem menos que um rádio por sessão.


Qual a sua opinião sobre os alimentos geneticamente modificados – os transgênicos?

Muito se especula sobre as sementes geneticamente modificadas. Vistas como salvadoras por uns e vilãs por outros, cabe aqui uma explicação: a engenharia genética pode ser vista pelo lado positivo quando usada para melhoria da qualidade de algumas espécies, criação de tipos diferenciados de frutas, etc. Pelo lado negativo, batemos de frente com interesses financeiros, como a criação de sementes que vão gerar plantas mais resistentes aos agrotóxicos e às pragas. O que isso significa? Menor utilização de agrotóxicos? Parece que temos aqui uma reedição da Revolução Verde quando se iniciou o uso dos agratóxicos, não é? Em primeiro lugar trata-se de sementes híbridas, que não se reproduzem, afetando uma das coisas mais importantes da natureza - a generosidade. Depois por serem monopólio de empresas fabricantes de agrotóxicos, longe de utilizá-los em menor escala, a intenção é gerar plantas mais resistentes a eles, permitindo menor cuidado em sua aplicação e a utilização em doses maiores sem prejuízos para a lavoura. Em resumo, a planta não morre se uma dose maior de veneno for colocada. Não se pode prever ainda através dos estudos feitos até hoje, quais são as conseqüências para a saúde e o meio ambiente. Este sim é o real problema.

A aplicação de agroquímicos no solo altera seu ciclo natural e causa desequilíbrio biológico em função da eliminação de microorganismos fundamentais ao desenvolvimento das plantas.


Sobre os agrotóxicos e os fertilizantes químicos. Quais as conseqüências ambientais da sua utilização?

A aplicação de agroquímicos no solo altera seu ciclo natural e causa desequilíbrio biológico em função da eliminação de microorganismos fundamentais ao desenvolvimento das plantas. Estas plantas, com suas características modificadas, tornam-se dependentes dos produtos químicos. Há também o comprometimento da saúde do lavrador que manipula estes produtos, e da saúde do consumidor que come alimentos com resíduos químicos. Além disso, a utilização destes produtos gera a contaminação de mananciais, leitos de rios e lençóis freáticos. Ocorre assim uma ampla degradação ambiental que afeta toda a cadeia alimentar. Esta degradação terá conseqüências em longo prazo e seus efeitos podem ser irreversíveis.

Por esse histórico que dizemos que o agrotóxico contém em si o espírito da morte. Sua origem é a arma química, foi criado para tirar vida e não gerar.


Quais os problemas decorrentes da ingestão de agroquímicos?

Como nossa pele absorve o que passamos nela, a casca dos alimentos também possui poros, e por ele os agrotóxicos são absorvidos também. Por isso o morango é o campeão no quesito agrotóxico, pois tem a casca cheia de poros. Outros campeões de pulverizações são o pêssego, maçã, uva, figo, goiaba, morango, mamão papaia, pêra, melão, nectarina e tomate. Os resíduos de agrotóxicos podem provocar irritação nas mucosas intestinais, diarréia, atrofia nos membros inferiores e até paralisia temporária, distúrbios neurológicos e arritmia cardíaca. Por todo esse histórico que dizemos que o agrotóxico contém em si o espírito da morte. Sua origem é a arma química, foi criado para tirar vida e não gerar.

Ao ingerir um alimento mais puro, com a energia íntegra, promovemos a limpeza e a eliminação das toxinas, fortalecemos a função vital física, mental e emocional.


Você comenta que podemos decidir entre a saúde e a doença. Como?

Para tudo o que pretendermos na vida, teremos que tomar uma posição, inclusive para ter uma boa saúde. Ao ingerir um alimento mais puro, com a energia íntegra, promovemos a limpeza e a eliminação das toxinas, fortalecemos a função vital física, mental e emocional. Reequilibrando o organismo, as funções se normalizam, acontece gradativamente uma redução nos processos estressantes e depressivos, o cérebro raciocina melhor, a capacidade perceptiva aguça, apuram-se sentidos e intuições, portanto, aproveitam-se melhor as oportunidades que a vida oferece. Abrem-se portas para um caminho de saúde perfeita, isento dos conflitos e aberto à prosperidade. Para isso, entender os diferentes tipos de agricultura é um bom começo. A agricultura pura privilegia a força intrínseca do solo, fortalecendo sua energia natural. Para isso basta torná-lo limpo e puro: solo, água e sol. Tudo regado a amor e respeito à Mão Terra, seguindo os conceitos e princípios da Agricultura Pura. Os produtos provenientes da agricultura pura são muito difíceis de encontrar, pois são quase que totalmente exportados. Quanto à agricultura orgânica, existem dois tipos: a que utiliza adubos foliares – considerada biologicamente correta –, e a que utiliza esterco animal como adubo. Esta segunda possibilidade não utiliza nada de química, mas completa a nutrição do solo com excrementos animais não compostados, que se não tratados corretamente podem ser prejudiciais à saúde por conter amônia. Outra forma de agricultura é a hiônica, que não se vale do solo. As plantas são cultivadas na água, contrariando as leis naturais. Elas precisam de nutrientes químicos para suprir suas necessidades e os alimentos são quase sem fibras e com folhas transparentes. A vantagem é que como são criadas em estufas, não utilizam inseticidas. E então, a agricultura convencional, que utiliza agrotóxicos cada vez mais fortes, visando lucros e desconsiderando os efeitos para a saúde e para o meio ambiente. A opção mais facilmente encontrada e mais saudável é a agricultura orgânica certificada.

O que significa qualidade de vida na alimentação?

O alimento hoje em dia é encarado apenas como algo para matar a fome. Para se ter qualidade de vida, devemos rever os nossos conceitos. Quantas vezes ouço coisas como: "Produtos orgânicos são muito caros!" (e olhamos para a pessoa vestida com uma roupa de grife ou um sapato caríssimo); "Dá muito trabalho ficar lendo rótulos no supermercado, e ainda por cima tenho que colocar óculos!" (e quando chega na sessão de perfumaria, perdemos horas lendo rótulos de cremes, xampu, tinturas, etc); "No meu supermercado não tem esses produtos!" ( mas se faltar a cerveja favorita ou o sabão em pó que estou acostumada chamo o gerente e reclamo em alto e bom som.). O mundo está sendo movido pelas aparências e perdemos a real noção do que é importante e vital. O pior é que tudo isso leva a uma enorme falta de amor. Será que é no alimento que devemos economizar? Será que tirar alguns minutos e pesquisar é assim tão difícil mesmo? Será que não devo rever minhas prioridades?

Mas os orgânicos são realmente mais caros que os convencionais...

Como já se sabe, o alimento orgânico é mais nutritivo que o convencional. Portanto contém mais substância, portanto sacia mais, portanto se consome em menor quantidade, portanto o preço não é tão mais caro assim. Mas o mais importante é que por trás de um alimento orgânico temos um projeto de responsabilidade social fantástico e que, para participar, apenas precisamos comer com mais sabor, com mais qualidade, com mais saúde. Existe maneira melhor?


Quais os benefícios da alimentação orgânica?

Foi publicado no Journal of Applied Nutrition, em 1993, uma pesquisa realizada durante dois anos em Chicago, Estados Unidos, na qual ficou comprovada a grande diferença entre o alimento orgânico e o alimento produzido de forma convencional. Foram analisadas várias amostras de maçã, batata, pêra, trigo e milho doce, e comprovou-se que os alimentos orgânicos possuem uma diferença acentuada no conteúdo de alguns minerais essenciais. O que prova que, mesmo utilizando adubos químicos, não se garante um maior nível de nutrientes aos produtos da agricultura convencional. Este fato mostra a superioridade de um sistema orgânico. A liberdade de crescimento e amadurecimento da planta garante a nutrição de forma natural de acordo com as leis da natureza. Além do mais, escolhendo produtos orgânicos certificados temos a certeza de que o alimento não tem agrotóxicos, não utiliza sementes transgênicas e não passou por processos de irradiação. O selo de certificação de um alimento orgânico fornece ao consumidor a certeza de estar levando para casa um produto isento de contaminação química. Garante também que esse produto é o resultado de uma agricultura capaz de assegurar a qualidade do ambiente natural, qualidade nutricional e biológica de alimentos e qualidade de vida para quem vive no campo e nas cidades.

"O alimento é mágico, misterioso, instiga a percepção, desenvolve criatividade, enche os olhos, dá água na boca, provoca a mente com aromas irresistíveis."


A senhora diz que alimento é vida, que criar uma refeição é mudar a atitude de relacionar-se com a energia que preenche o universo. Como entender melhor esta relação?

A arte da culinária, quando exercida com sentimento, é feita de forma criteriosa. Utiliza somente produtos de qualidade, isentos de substâncias químicas que interferem no sabor e no valor nutritivo do alimento, tem esmero no preparo e apresentação bonita, seu produto é uma verdadeira oferenda de agradecimento a Deus e à Natureza. Tem poder de mudar destinos. O alimento é mágico, misterioso, instiga a percepção, desenvolve criatividade, enche os olhos, dá água na boca, provoca a mente com aromas irresistíveis. Misturado aos desejos, no aconchego do fogo ardem sentimentos, ingredientes certos para uma refeição que conquista, transforma e permanece no pensamento, mesmo que seja algo simples e trivial. É na cozinha que a Mãe Natureza encerra seu ciclo energético, unindo e harmonizando os três elementos, terra, água e fogo, despertando os cinco sentidos e fortalecendo os elos de quem compartilha de uma mesma vida.

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