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27 de mar. de 2012

Fernando Ataliba - perguntas e respostas sobre produtos orgânicos x agrotóxicos

27.Março.2012

A cada dia que passa, mais compreendo que está tudo conectado, ou melhor dizendo, estamos todos conectados. Logo, do que adianta falar sobre alimentação CRUAviva - energética, desintoxicante, suas cores, seus sabores, texturas, formas, beleza VISUAL, se não nos aprofundarmos um pouco mais na essência dessa beleza para entendermos o que realmente estamos ingerindo além de toda essa mistura viva visual.

E por isso hoje me sinto na missão de repassar o conhecimento de Fernando Ataliba - um dos entrevistados no documentário 'O veneno está a mesa', consultor e produtor orgânico, proprietário de um belo sítio que produz frutas e vegetais organicamente respeitados e equilibrados - o Sítio Catavento, que fica em Indaiatuba, SP. Tive o enorme prazer em conhecer o Fernando e sua linda família, no carnaval de 2012, durante o curso Bases 2 - bases conscientes da terapêutica natural e desintoxicação do Dr. Alberto Gonzalez, autor do livro 'Lugar de Médico é na cozinha', onde estive trabalhando / colaborando ao lado de minha amiga e super profissional Milene Mattar.

Na entrevista abaixo, Fernando responde algumas questões que todos nós precisamos saber. Leia e desfrute dessa oportunidade! Em breve estaremos postando um vídeo-entrevista com Fernando, realizado em 19 de Março de 2012.

Que nossa busca a alimentos sem venenos seja contínua - para uma vida em harmonia com nossa natureza interna e externa.

Um brinde a vida!

Ursula Jahara *|*
MisturaViva.com

Foto por Ursula Jahara - tirada em 19 Março 2012, durante entrevista para o MisturaViva.com

Fernando Ataliba
1. Por que alguns agricultores usam agrotóxicos e outros não?
É importante dizer que os agricultores que usam agrotóxicos não são vilões, não o fazem por mal, mas foram vítimas da campanha que as multinacionais, juntamente com os governos, orquestraram para criar uma dependência dos agricultores em relação à indústria. Por décadas os governos emprestavam dinheiro (com juros subsidiados) para os agricultores, desde que este dinheiro fosse gasto com agroquímicos industriais. As instituições de pesquisa, incluindo as universidades, tiveram e ainda têm suas pesquisas financiadas pela indústria química. Poucos agricultores em todo o mundo conseguiram ficar fora desta onda. Entretanto, constatou-se que esta forma de plantar provoca diversos tipos de doenças (entre as quais o câncer); contamina as águas subterrâneas, os rios e os lagos; contamina e destrói a fertilidade dos solos e provoca outros males. Foi então, que teve início a valorização daqueles que aplicam uma agricultura que respeita a natureza.


6 de dez. de 2011

Suco de hortaliças = oxigenando o corpo!

ÁGUA DO DIA = água dos alimentos!
Oxigenando o corpo através da alimentação.
Hortaliças da feira orgânica de Ipanema, no Rio de Janeiro!


Ingredientes dessa água vital:

1 Pepino
2 Maçãs
1/3 molho Salsinha
2 folhas Couve Mineira
2 folhas Folhas de brocolis
1/4 molho Serralha
pedaço de gengibre
Muito Amor
Sorrisos ininterruptos

Retire os caroços das maçãs, corte-as em pedaços pequenos e adicione-as ao liquidificador. Bater no liquidificador utilizando o pepino como bio socador. Acrescentar as hortaliças e bater. Adicionar o restante do pepino ao liquidificador e o gengibre, bater novamente. Coar com a panela furada (coador de pano de voal).



Lembre-se: Não acrescentar água.



Retornar a água dos alimentos ao liquidificador e acrescentar:

Polpa de 1 coco verde (caso a polpa esteja mais concentrada utilize 1/2)

Bater (sem precisar coar), saborear, e sorrir para esse verde - 100% folhagens da feirinha orgânica de Ipanema - que vai ser absorvido pelo corpo, que agradece essa super energia viva, intensa, rica em minerais, rica clorofila, rica em vida!

Um brinde a vida! :)

Ursula Jahara *|*

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26 de ago. de 2011

Entenda a Agricultura Orgânica


Fazer agricultura orgânica não significa simplesmente deixar de usar agrotóxicos e adubos químicos nas lavouras. Para que isso possa acontecer, é preciso:

.Tratar o solo como um organismo vivo, protegendo-o da erosão e fornecendo-lhe matéria orgânica.

.Nutrir as lavouras através desse solo vivo, suplementando-as com materiais naturais de acordo com as necessidades das plantas.

;Tornar as plantas resistentes a pragas e doenças e, só em último caso, lançar mão de extratos e caldas, defensivos elaborados com elementos naturais de baixa ou nenhuma toxicidade.


28 de mar. de 2011

Alimentos orgânicos

Nessa útlima 6a feira, 25/03/2011, o Globo Repórter falou, novamente, da importância de uma alimentação saudável. Dessa vez a reportagem foi sobre os benefícios de uma alimentação que inclui alimentos orgânicos = isenta de agrotóxicos (químicas prejudiciais a saúde), e como e onde as pessoas vem buscando cada vez mais esses produtos.

No Rio de Janeiro, temos diversas feiras organicas já acontecendo na zona sul da cidade - quem souber de outras e quiser compartilhar, envie um email para contato@misturaviva.com para que possamos adicionar em nossa lista).

Sempre que puder, dê prioridade aos pequenos agricultores que se preocupam com o bem estar de todos e da terra.

Um brinde a vida!

Ursula Jahara**


Consumidores encontram alimentos orgânicos mais baratos em feiras





Orgânicos possuem mais nutrientes do que alimentos convencionais





Engenheiro agrônomo ensina como preparar horta em casa


25 de mar. de 2011

No Globo Repórter: Alimentos livres de contaminação são mais saudáveis



Nesta sexta-feira (25.Março), o Globo Repórter mostra o poder dos alimentos orgânicos, alimentos livres de contaminação, e alerta sobre o perigo dos agrotóxicos. (clique aqui e saiba mais sobre os alimentos orgânicos)

Tópicos:

.Uma universidade brasileira comprova em testes de laboratório que os alimentos orgânicos têm mais vitaminas e aumentam a nossa imunidade

.Conheça o perigo dos agrotóxicos e veja o caso do rapaz intoxicado pelos pesticidas que seus pais usavam na roça

.Descubra como a experiência com a merenda escolar orgânica melhorou a saúde e mudou o paladar de milhares de crianças.

.As hortas caseiras são um caminho para quem quer comer orgânicos sem gastar um tostão.

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1 de out. de 2010

Feiras Orgânicas - do produtor direto para o consumidor

30.Setembro.2010

Feira Organica do Leblon Hoje, logo pela manhã, passei pela feira orgânica do Leblon - Rio de Janeiro (que faz parte do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas da ABIO, http://www.abio.org.br/) - e me deliciei comprando laranja Bahia, banana prata, alface romana e salsinha - que estava mais para salsão pela quantidade que os produtores colocam no mesmo molho.

Sim, a feira já está ativa há 1 mês, em plena Praça Antero de Quental, 5as feiras, das 8 às 13hs.

Uma feira pequena, mas simpática, cheirosa, saborosa, amigável, fresquinha, do produtor diretamente para o consumidor, e o preço - das verduras principalmente - é a metade do oferecido na seção de orgânicos dos supermercados. Vale muito a pena conferir, contribuir com esses produtores que oferecem o verdadeiro alimento in natura.

E não pára por aí. As feiras orgânicas estão ficando, cada vez mais, em evidência na zona sul do Rio de Janeiro e expandindo a medida que a procura aumenta, então, não deixem de conferir, e façamos a nossa parte para que elas permaneçam ativas!

Clique na imagem ao lado para ler o informativo, boas compras orgânicas, um brinde a vida e saúde!

Ursula Jahara**



26 de jun. de 2010

Uso irregular de agrotóxicos nos alimentos

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26.Junho.2010

Há alguns dias postei sobre o 'Circuito Carioca de Feiras Orgânicas' - nos fazendo entender o que realmente é um alimento, e hoje esbarro com essas reportagens recentes - 23.Junho - sobre os agrotóxicos usados irregularmente em nossos 'um dia' saudáveis alimentos encontrados em feiras locais - frutas e vegetais. Sim, melhores do que os enlatados, empacotados, refinados, desvitalizados, encharcados de gorduras que entopem nossas veias, e assim por diante - pois a lista é grande -, porém não ideais. E aí, pronto, assistimos reportagens como essas que mostram / relembram que INFELIZMENTE nos alimentamos diariamente de REMÉDIOS, de QUÍMICAS (agrotóxicos) injetados em nossas - frutas e vegetais - quando não consumimos os orgânicos. Essa realidade IMPOSTA dá vontade de chorar!

Vamos apoiar as feiras orgânicas, os produtores, o respeito ao meio ambiente e ao nosso templo, sempre que possível!

Um brinde a vida!

Relatório da Anvisa constata uso irregular de agrotóxicos em alimentos


Pesquisa revela excesso de agrotóxicos em alimentos

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20 de jun. de 2010

Circuito Carioca de Feiras Orgânicas

Por Ursula Jahara ** 22.Junho.2010

O consumo está crescendo, a comunidade vem fazendo exigências, e a produção de alimentos mais saudáveis (saiba mais) está ganhando espaço dentro desse sistema que impõe - sem questionar - alimentos poluídos.

As feiras orgânicas vem mostrando suas caras - com cheiro de quero mais - e se fortalecendo.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário da Cidade do Rio de Janeiro (SEDES) e a Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (ABIO) inauguraram, na 3a feira, 7 de Junho 2010, o Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, em Ipanema. A feira de alimentos saudáveis, produzidos sem agrotóxicos, vai funcionar todas as 3as, das 8h às 13h, na Praça Nossa Senhora da Paz, no lado voltado para a Rua Barão da Torre.

A feira de Ipanema é a segunda instalada pelo Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, aberto no dia 29 de maio passado, com a inauguração da feira de orgânicos do Bairro Peixoto, em Copacabana - Sábados, das 8 às 14hs.

Os próximos bairros a entrarem no circuito são Leblon e Jardim Botânico.  O circuito no Leblon inicia em Julho (data a confirmar), na Praça Antero de Quental, e estará ativo todas às 5as feiras, das 8 às 14hs.

Clique na imagem e seja redirecionado a uma única página com todas as feiras atuais
Circuito Carioca de Feiras Organicas


E adicinando, mas não fazendo parte do projeto 'Circuito Carioca de Feiras Orgânicas', temos também mais duas feiras orgânicas já ativas:

- no Flamengo: Praça José de Alencar * Rua Marques de Abrantes esquina com Rua São Salvador. Todas às 3as feiras de 7h às 13hs.

- em Botafogo: Praça Joia Valansi * Rua Muniz Barreto, em frente o Nº 448. Todos os Sábados de 7h às 13 hs. Estou anexando duas fotos.

Circuito Carioca de Feiras Orgânicas já ativo também:

- Jardim Botânico: Sábados, na Praça da Igreja São José, das 7:30 às 13:30hs.

- Tijuca: 5a feiras, na Praça Afonso Pena, das 7 às 13hs.

Vamos apoiar as feiras orgânicas, os produtores, o respeito ao meio ambiente e ao nosso templo, sempre que possível! 

Um brinde a vida!
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1 de out. de 2009

Evento: 15 anos da Feira Organica e cultural da Gloria, no Rio de Janeiro

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15 anos da Feira Organica e cultural da Gloria, no Rio de Janeiro
Nos proximos dias 03 e 10 de Outubro, a Feira Organica e Cultural da Gloria, no Rio de Janeiro, estara comemorando os seus 15 anos de beleza existencial.




Venha parabeniza-los com sua presença e participar dessa comemoraçao Gratuita!




Clique na imagem ao lado para visualizar a programaçao em tamanho real

6 de mar. de 2009

Feiras e Mercados de Produtos Orgânicos

*no RIO DE JANEIRO*

Fotos das feiras e estabelecimentos que disponibilizam produtos orgânicos - perecíveis e não pereciveis - já podem ser acessadas no album de fotos do MisturaViva - clique aqui para visualizá-las.


www.flickr.com



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Clique aqui, e conheça outras feiras orgânicas no Rio de Janeiro que iniciaram em 2010.


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Feira Orgânica e Cultural da Glória

Legumes, verduras, frutas, cereais, pães integrais, suco da Luz do Sol, CDs e Livros, etc.

Todos os Sábados das 7 às 14hs.
Praça da Rua do Russel
Glória - Rio de Janeiro
(em frente ao No.300)


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Feira Orgânica de Ipanema

Frutas, verduras, legumes, queijos, paes, bolos e geleias produzidos pelos associados da ABIO (Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro)

Todas as 3as feiras das 9 as 14h
Praca Nossa Senhora da Paz
Ipanema - Rio de Janeiro







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Rede Ecológica

Uma das principais atividades da Rede Ecológica são as compras coletivas, através das quais, consumidores organizados em núcleos praticam o consumo ético, ecológico e solidário, viabilizando o abastecimento de produtos orgânicos preços acessíveis e apoiando iniciativas ecológicas e solidárias de produtores.

Ao acessar o site da Rede Ecológica

- http://www.redeecologicario.org/
Clique em 'Compras Coletivas' para visualizar os locais e horários de entrega dos produtos orgânicos.


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Feira da Cobal do Humaitá


Verduras, legumes, frutas.
Produtos Processados: arroz integral, aveia em flocos, farinha de trigo integral, gérmem de trigo, macarrões com trigo integral, sal marinho, sal com ervas, azeite e vinagre com ervas, granolas, açúcar mascavo, molho e massa de tomate, chás diversos, geléias, suco de uva, café, Herbes de Provence.

Diariamente
Box da ABIO – N. 81 e 82R.
Voluntários da Pátria, 448
Humaitá - Rio de janeiro
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Feira da Coonatura


hortaliças, frutas e verduras

PUC-Rio, 5as. feiras
Rua Marques de São Vicente, 225
Gávea - Rio de Janeiro

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Feira da Agrinatura

Verduras e legumes. Abóbora, aborbrinha, couve shines, agrião, batata, espinafre, inhame, cenoura, salsa, mangericão, cheiro verde, entre outros.

Mundo Verde
2as. feiras e sábados - Leblon
5as. feiras - Ipanema
7:30 - 13:30

Avenida Ataulfo de Paiva, 375, Lojas A, B e C
Leblon - Rio de Janeiro
Rua Visconde de Pirajá, 443, Loja C
Ipanema - Rio de Janeiro


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Universo Organico

Produtos Orgânicos e Alimentação Com Vida
As prateleiras verdes do Universo Organico reúnem cerca de 1.800 itens para que o seu dia a dia seja livre de agrotóxicos, já que os produtos orgânicos estão conectados com toda a cadeia produtiva da terra ao lar.

Rua Conde de Bernadote nº 26 / Lojas 105 e 106
Leblon - Rio de Janeiro - RJ
Tels: 3874-0186/2274-8983

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9 de jan. de 2009

A importância de um enfoque holístico na produção de alimentos mais saudáveis.

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A visão holística, um dos princípios da Agroecologia, considera a produção agrícola como uma totalidade maior e mais complexa do que a simples soma das partes (adubação, controle de pragas e doenças, gestão dos resíduos, entre outros. Fazendo um paralelo com o corpo humano, assim como um médico ao examinar um paciente não deveria enxergar apenas um estômago ou um coração, mas considerar a interação desses órgãos com todo o organismo e o aspecto emocional do paciente, o mesmo deveria ocorrer na produção agrícola. Isto significa planejar a produção de forma integrada, considerando a propriedade como um "organismo vivo", dinâmico e repleto de interações entre cada parte que não pode ser descolada do todo. Ao invés de olhar peça a peça do grande "quebra-cabeça" de se produzir alimentos mais saudáveis, o enfoque holístico monta e busca lidar com todo o conjunto de fatores (ecológicos, culturais, econômicos, políticos, sociais) que compõem o sistema de produção agroecológico.

De que forma isso é possível? Respeitando os ritmos vitais dos organismos vivos da propriedade: microorganismos do solo, plantas cultivadas e nativas, animais e seres humanos, o enfoque holístico considera a interdependência de todos esses elementos, buscando descobrir e tratar as causas de todos os fenômenos (ocorrência de pragas e doenças, competição com ervas nativas entre outros), que se manifestam durante a produção de alimentos e procurando manejá-los de forma conjunta.

No que diz respeito à nutrição, adotar um enfoque holístico (global, abrangente) implica em medir a influência do alimento sobre o próprio organismo que o consome, estudando os efeitos produzidos sobre a sua saúde, longevidade, fecundidade e resistência, entre outros fatores, sendo o melhor critério conhecido para avaliar a qualidade biológica dos nutrientes ingeridos.

Uma alimentação saudável, portanto, não se limita a "encher" o estômago humano. Além de responder às suas necessidades nutricionais, deve potencializar todas as suas funções biológicas vitais, auxiliando na renovação celular e demais processos metabólicos, promovendo um bem-estar nos planos físico, mental e até espiritual. Afinal, quem pode se dar ao luxo de elevar o espírito se estiver repleto de gastrites, prisão de ventre, hipertensão, diabetes e tantos outros males "terrenos" originados em maus hábitos alimentares? Ou seja, não basta apenas cultivarmos o propósito de "não morrermos pela boca", podemos também obter qualidade de vida através do que ingerimos nas refeições e lanches.

Para tanto, é necessário pensar um alimento qualquer (frutos, folhas, grãos, tubérculos, raízes) a partir da planta que o origina. O raciocínio é simples (e até óbvio): uma planta sadia e nutrida de forma equilibrada originará um alimento também sadio e equilibrado. Mas, o que é exatamente uma planta sadia? As correntes da Agroecologia consideram como tal uma planta que possua os elementos nutritivos necessários para formar uma quantidade máxima de substâncias que a caracterizam, de forma equilibrada. Isso significa, que a planta absorve os nutrientes presentes no solo de forma gradual e de acordo com suas necessidades: nem mais nem menos.

Na agricultura convencional, com a aplicação de adubos altamente solúveis, as plantas recebem altas doses de nitrogênio, fósforo e potássio que se acumulam na seiva promovendo um desequilíbrio entre as concentrações desses e de outros elementos (como o magnésio, o molibidênio, o cobre e outros microelementos). Neste contexto, as plantas crescem, ou melhor, "incham" defeituosamente porque existe um desequilíbrio entre os componentes celulares. Assim, os tecidos se desenvolvem fracos, aquosos e suscetíveis a todo tipo de doença. E plantas que se desenvolveram com uma relação entre os elementos químicos fortemente alterada, naturalmente, transmitirão aos seres humanos (direta ou indiretamente através de alimentos de origem animal) sua falta de vitalidade, sua suscetibilidade e seu desequilíbrio metabólico. Ou seja, pouco contribuem para que a população desenvolva seus potenciais físico e mental em plenitude.

Em contrapartida, o trabalho da agricultura agroecológica atua no sentido de alcançar uma otimização da produção agrícola. Isto significa realizar um casamento entre a necessidade de se obter um certo volume físico de alimentos num longo prazo e a manutenção de padrões de qualidade nos alimentos. Tais padrões, obtidos através de diversas práticas de manejo dos insumos, assim como de pragas e doenças se manifestam em produtos agrícolas isentos de qualquer contaminação química ou biológica e com propriedades organolépticas (sabor, textura, aroma) capazes de conferir vitalidade aos alimentos consumidos.

Por essas razões, fica claro que os procedimentos adotados pelas correntes agroecológicas fazem parte de uma visão global (ou holística) da vida, da natureza e do ser humano. Os sistemas alimentares, com os quais as correntes agroecológicas se preocupam vão muito além da atividade agropecuária em si. Abrangem interações entre as dimensões ecológica, técnica social e econômica que permeiam todo o sistema de produção e venda e consumo de alimentos.

Sabendo da influência dos sistemas de produção convencional e agroecológico sobre a qualidade do alimento, o consumidor que optar por alimentos orgânicos ainda precisará se certificar da autenticidade de tais produtos, o que é possível através da compra de alimentos com o selo de uma entidade certificadora local ou nacional.

Uma dica prática é o consumidor explorar a região onde mora, buscando produtores ou associações de produtores agroecológicos como uma forma de privilegiar os circuitos locais de abastecimento. Desta forma, o consumo de uma dieta equilibrada com produtos orgânicos na esfera regional contribui para combater a homogeneização da alimentação, para estimular a manutenção de pessoas no meio rural e para fomentar a economia das pequenas e médias cidades. Em outras palavras: alimentar-se corretamente e com produtos orgânicos além de vitalizar o corpo, revitaliza também a prática da cidadania da qual estamos tão famintos.

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Fonte: PlanetaOrgânico
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8 de jul. de 2007

Vídeos sobre a importância de uma alimentação saudável



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PARÓDIA DE STARWARS - COM VEGETAIS COM ENFASE PARA A AGRICULTURA ORGANICA.

2 de jul. de 2007

Alimento é Vida

Entrevista com Nadia Cozzi
por Anna Elisa Nicolau dos Santos

"Em 1930 o filósofo religioso Meishu Sama previu os malefícios que os agrotóxicos poderiam causar à saúde dos seres vivos e do próprio planeta. Com isso desenvolveu o conceito de Agricultura Natural, a base de sua filosofia. Nadia Cozzi estuda a filosofia de Meishu Sama e desenvolve o conceito da Alimentação Consciente para que as pessoas tenham mais qualidade de vida através da alimentação. Confira alguma de suas idéias na entrevista que segue."

O filósofo religioso Mokiti Okada (1882 – 1955), conhecido também por seu nome religioso Meishu Sama, desenvolveu uma filosofia baseada no respeito aos princípios da Natureza, tomando-a como modelo e obedecendo às suas leis. Ele acreditava que a Natureza, no seu estado original, é a Verdade, e por isso deve ser respeitada. A filosofia de Meishu Sama cultiva o espiritualismo e o altruísmo, faz o homem crer no invisível e ensina que existem espírito e sentimento não só no ser humano, mas também nos animais, nos vegetais e nos demais seres. A filosofia também acredita no solo como o maior organismo vivo do planeta, exaltando o respeito que a ele se deve ter. Por esta razão a Agricultura Natural centra no solo a base de seu trabalho e é considerada o pilar sobre o qual se desenvolve o pensamento de mestre Meishu Sama. Pensamentos esses que preconizam a busca da harmonia, da saúde e da prosperidade entre os seres vivos como fruto da conservação do ambiente natural e do respeito às Leis da Natureza. A Agricultura Natural, o Johrei e a Admiração do Belo são práticas básicas da sua filosofia. O Johrei, que significa em japonês joh (purificação) e rei (espírito), foi traduzido para o português como a "luz da purificação e da cura" e é utilizado pela grande maioria dos seus seguidores. Meishu Sama também foi um grande incentivador das artes e afirmava que a consciência do Belo é o que de melhor existe para a elevação do sentimento humano.

A Agricultura Pura ou Natural surgiu quando, na década de 1930, ao analisar o método agrícola convencional, Meishu Sama manifestou uma profunda preocupação com o emprego excessivo de agroquímicos no solo, adotados como prática depois da Primeira Grande Guerra. Ele verificou que estes produtos acarretam graves conseqüências ao meio ambiente, à saúde do homem e dos demais seres vivos, e desenvolveu este método agrícola sustentável que oferece alimentos puros e saborosos. Diferente dos métodos convencional e orgânico, na Agricultura Natural não é empregado produto químico ou esterco animal. Ela utiliza compostos vegetais que conservam a pureza do solo e permitem a reciclagem dos nutrientes para o desenvolvimento sadio das plantas.

Ainda hoje há várias pesquisas nesta área. Nadia Cozzi é publicitária e pesquisadora dos conceitos de Agricultura Pura ou Natural. Coordena o Núcleo Alimentação da Organização Não-Governamental Caminho Kyusei Kannon, localizada na capital paulista. Trabalha no desenvolvimento da Alimentação Consciente pesquisando os efeitos dos agrotóxicos, transgênicos, promotores de crescimento, irradiações e aditivos alimentares na saúde do ser humano e do próprio planeta. Na entrevista que segue, Nádia Cozzi fala dos seus conhecimentos sobre a Agricultura Pura e sua aplicação na Alimentação Consciente.


O que é Alimentação Consciente?

A Alimentação Consciente faz parte dos princípios da Agricultura Pura de Meishu Sama. Busca mais que uma alimentação isenta de aditivos não naturais: controla técnicas de plantio, realça os malefícios dos agrotóxicos, transgênicos, irradiações e promotores de crescimento, ensina a ler os rótulos dos industrializados e perceber a grande quantidade de aditivos químicos ali contidos, se preocupa com as formas de conservação dos alimentos, enfatiza a importância do sentimento na hora da compra e do preparo e valoriza o cuidado e a beleza na maneira de servir. Aponta conseqüências que a desatenção na escolha dos alimentos traz para a saúde física, mental e emocional, e acima de tudo ressalta os prejuízos na capacidade perceptiva, o que influencia definitivamente a sorte e prosperidade das pessoas. A Alimentação Consciente se preocupa com o alimento desde o plantio até a maneira como ele é servido, visando acrescentar energia a cada etapa. Faz o caminho inverso da cadeia alimentar, onde um se alimenta da vida do outro. Nessa linha do crescimento de energia partimos de um solo puro, cuidado por quem tem convicção que a terra não pode ser maculada, nem com adubos químicos, nem com sementes geneticamente modificadas. Busca o consumidor consciente na hora da compra, junta-se amor e produz-se algo maior. Se quem for preparar o alimento fizer com prazer, visando levar felicidade às pessoas, fechamos o ciclo com energia total.

A Alimentação Consciente se preocupa com o alimento desde o plantio até a maneira como ele é servido, visando acrescentar energia a cada etapa.


Como a alimentação interfere na vida das pessoas?

Alimento é vida, é energia, é a força motora do nosso corpo, é fator de geração de saúde física, mental e emocional. Tudo o que ingerimos passa a fazer parte do nosso organismo, dos ossos, do sangue, dos tecidos, da essência mais sutil de nosso metabolismo bioquímico. A alimentação tem ação direta sobre o nosso humor, temperamento, impulsos e pensamentos. Determina a qualidade de nossa vida como um todo e a nossa saúde em particular. Alimentar-se é um ato de extrema importância para a manutenção da vida, no entanto, cada vez mais nos afastamos das leis naturais ingerindo alimentos recheados de agrotóxicos, promotores de crescimento, conservantes e demais aditivos antinaturais. Assim, pouco a pouco, o alimento gerador de vida, passa a ser um nefasto fator de geração de doenças.


Como os alimentos podem gerar doenças?

O corpo humano reconhece os alimentos naturais. Quando nos alimentamos o organismo absorve o que necessita e elimina o que não lhe serve. Quando ingerimos química, ele não reconhece estas substâncias e então armazena. É um processo cumulativo, todos os dias um pouquinho. Chega um determinado momento em que o armazém fica cheio e, para preservar a vida, o organismo promove um processo de limpeza. Erroneamente chamado de doença.


Por que a senhora considera a carne, tanto a vermelha quanto a branca, tão prejudicial ao organismo humano?

Não respeitamos as necessidades naturais. E assim, ingerimos muitos alimentos que fazem mal ao corpo. Entre esses alimentos a carne é um dos mais prejudiciais. Tanto faz carne vermelha como a carne branca. Segundo pesquisas publicadas no New York Times, as substâncias mais encontradas nos animais de corte são a penicilina, estreptomicina, ampicilina, tetraciclina, sulfanilamida e neomicina. O uso em excesso destas drogas cria uma geração de micróbios mais forte. Em 80% dos casos, os antibióticos são usados de forma indiscriminada pelos produtores de animais. Os comedores de carne, ovos e leite consomem esses antibióticos ao ingerirem tais alimentos. Os efeitos do consumo de carne bovina e de aves contaminadas com antibióticos aparecem em todo o organismo. Dentre os distúrbios gastrintestinais, o mais grave é a gastrite. Pessoas que se alimentam com carne também podem apresentar sintomas de alergias e diarréia, além do acumulo de uréia e o ácido úrico. Um bife, por exemplo, contém cerca de 14 gramas de ácido úrico por libra. Acontece também que, quando os animais de corte comem grama ou rações impregnadas de pesticidas, eles retêm os venenos. Quando o homem come esta carne ou seus derivados, recebe toda a concentração desses produtos que se acumularam durante toda a vida do animal. No final da cadeia de alimentos, os seres humanos tornam-se os últimos consumidores, desta forma, atuam como recipientes da mais alta concentração de pesticidas venenosos. Além disso, nas granjas as aves recebem uma grande quantidade de hormônios artificiais para acelerar o crescimento e fazer com que os pintos cheguem à velhice em poucas semanas. Com o bezerro fazem a mesma coisa, normalmente ele chegaria à idade adulta em cinco anos, mas hoje, o bezerro chega à idade adulta em poucos meses.

Os cidadãos deveriam saber sobre os riscos que cada um destes aditivos químicos traz à saúde e tentar diminuir a sua ingestão.


O que a senhora acha dos produtos industrializados "prontos para o consumo"?

Produtos industrializados são práticos porque já vêm prontos ou semiprontos, com prazo de validade extenso, facilitando o armazenamento. Tudo seria perfeito se não fossem alimentos. Em nome dessa praticidade e durabilidade os fabricantes utilizam milhares de aditivos químicos, que afetam a saúde de quem os consome com freqüência. Alguns dos aditivos sintéticos mais utilizados em quase todos os industrializados são os corantes artificiais, gordura hidrogenada, nitritos e nitratos, açúcar refinado e adoçantes artificiais, glutamato monosódico, conservantes, aromatizantes e até o sal refinado. Os cidadãos deveriam saber sobre os riscos que cada um destes aditivos traz à saúde e tentar diminuir a sua ingestão. O uso desses produtos deve ser discriminado nas embalagens, porém, seus nomes vêm sempre codificados, talvez para que o consumidor não se de conta do que está comprando.


Há outros problemas com os produtos industrializados. Eles passam por alguns processos para não apodrecerem ou para serem armazenados por longo tempo. Um exemplo seria o leite UHT, ou o "leite de caixinha". Quais são estes problemas?

Estes produtos são esterilizados, pasteurizados, desinfestados e tem a germinação inibida. Tudo estaria muito bom se não fossem também destruídos os tecidos vivos, se o valor nutricional dos alimentos não fosse afetado e se não trouxesse conseqüências graves para a nossa saúde. Considerando que o principal objetivo da alimentação é nutrir o organismo, torna-se altamente questionável o uso de um processo de conservação que destrói tantos nutrientes essenciais ao corpo humano. A irradiação é uma forma de impedir que os alimentos sejam contaminados por bactérias. As caixas com alimentos entram por trilhos e passam pela fonte de cobalto matando os microorganismos que estão presentes nos produtos. É bom saber que os níveis de radiação envolvidos compreendem uma faixa entre cinco mil e quatro milhões de "rádios" (uma medida padrão para mensurar a radiação absorvida). Para se ter uma idéia dessa radiação, os aparelhos de raios X emitem menos que um rádio por sessão.


Qual a sua opinião sobre os alimentos geneticamente modificados – os transgênicos?

Muito se especula sobre as sementes geneticamente modificadas. Vistas como salvadoras por uns e vilãs por outros, cabe aqui uma explicação: a engenharia genética pode ser vista pelo lado positivo quando usada para melhoria da qualidade de algumas espécies, criação de tipos diferenciados de frutas, etc. Pelo lado negativo, batemos de frente com interesses financeiros, como a criação de sementes que vão gerar plantas mais resistentes aos agrotóxicos e às pragas. O que isso significa? Menor utilização de agrotóxicos? Parece que temos aqui uma reedição da Revolução Verde quando se iniciou o uso dos agratóxicos, não é? Em primeiro lugar trata-se de sementes híbridas, que não se reproduzem, afetando uma das coisas mais importantes da natureza - a generosidade. Depois por serem monopólio de empresas fabricantes de agrotóxicos, longe de utilizá-los em menor escala, a intenção é gerar plantas mais resistentes a eles, permitindo menor cuidado em sua aplicação e a utilização em doses maiores sem prejuízos para a lavoura. Em resumo, a planta não morre se uma dose maior de veneno for colocada. Não se pode prever ainda através dos estudos feitos até hoje, quais são as conseqüências para a saúde e o meio ambiente. Este sim é o real problema.

A aplicação de agroquímicos no solo altera seu ciclo natural e causa desequilíbrio biológico em função da eliminação de microorganismos fundamentais ao desenvolvimento das plantas.


Sobre os agrotóxicos e os fertilizantes químicos. Quais as conseqüências ambientais da sua utilização?

A aplicação de agroquímicos no solo altera seu ciclo natural e causa desequilíbrio biológico em função da eliminação de microorganismos fundamentais ao desenvolvimento das plantas. Estas plantas, com suas características modificadas, tornam-se dependentes dos produtos químicos. Há também o comprometimento da saúde do lavrador que manipula estes produtos, e da saúde do consumidor que come alimentos com resíduos químicos. Além disso, a utilização destes produtos gera a contaminação de mananciais, leitos de rios e lençóis freáticos. Ocorre assim uma ampla degradação ambiental que afeta toda a cadeia alimentar. Esta degradação terá conseqüências em longo prazo e seus efeitos podem ser irreversíveis.

Por esse histórico que dizemos que o agrotóxico contém em si o espírito da morte. Sua origem é a arma química, foi criado para tirar vida e não gerar.


Quais os problemas decorrentes da ingestão de agroquímicos?

Como nossa pele absorve o que passamos nela, a casca dos alimentos também possui poros, e por ele os agrotóxicos são absorvidos também. Por isso o morango é o campeão no quesito agrotóxico, pois tem a casca cheia de poros. Outros campeões de pulverizações são o pêssego, maçã, uva, figo, goiaba, morango, mamão papaia, pêra, melão, nectarina e tomate. Os resíduos de agrotóxicos podem provocar irritação nas mucosas intestinais, diarréia, atrofia nos membros inferiores e até paralisia temporária, distúrbios neurológicos e arritmia cardíaca. Por todo esse histórico que dizemos que o agrotóxico contém em si o espírito da morte. Sua origem é a arma química, foi criado para tirar vida e não gerar.

Ao ingerir um alimento mais puro, com a energia íntegra, promovemos a limpeza e a eliminação das toxinas, fortalecemos a função vital física, mental e emocional.


Você comenta que podemos decidir entre a saúde e a doença. Como?

Para tudo o que pretendermos na vida, teremos que tomar uma posição, inclusive para ter uma boa saúde. Ao ingerir um alimento mais puro, com a energia íntegra, promovemos a limpeza e a eliminação das toxinas, fortalecemos a função vital física, mental e emocional. Reequilibrando o organismo, as funções se normalizam, acontece gradativamente uma redução nos processos estressantes e depressivos, o cérebro raciocina melhor, a capacidade perceptiva aguça, apuram-se sentidos e intuições, portanto, aproveitam-se melhor as oportunidades que a vida oferece. Abrem-se portas para um caminho de saúde perfeita, isento dos conflitos e aberto à prosperidade. Para isso, entender os diferentes tipos de agricultura é um bom começo. A agricultura pura privilegia a força intrínseca do solo, fortalecendo sua energia natural. Para isso basta torná-lo limpo e puro: solo, água e sol. Tudo regado a amor e respeito à Mão Terra, seguindo os conceitos e princípios da Agricultura Pura. Os produtos provenientes da agricultura pura são muito difíceis de encontrar, pois são quase que totalmente exportados. Quanto à agricultura orgânica, existem dois tipos: a que utiliza adubos foliares – considerada biologicamente correta –, e a que utiliza esterco animal como adubo. Esta segunda possibilidade não utiliza nada de química, mas completa a nutrição do solo com excrementos animais não compostados, que se não tratados corretamente podem ser prejudiciais à saúde por conter amônia. Outra forma de agricultura é a hiônica, que não se vale do solo. As plantas são cultivadas na água, contrariando as leis naturais. Elas precisam de nutrientes químicos para suprir suas necessidades e os alimentos são quase sem fibras e com folhas transparentes. A vantagem é que como são criadas em estufas, não utilizam inseticidas. E então, a agricultura convencional, que utiliza agrotóxicos cada vez mais fortes, visando lucros e desconsiderando os efeitos para a saúde e para o meio ambiente. A opção mais facilmente encontrada e mais saudável é a agricultura orgânica certificada.

O que significa qualidade de vida na alimentação?

O alimento hoje em dia é encarado apenas como algo para matar a fome. Para se ter qualidade de vida, devemos rever os nossos conceitos. Quantas vezes ouço coisas como: "Produtos orgânicos são muito caros!" (e olhamos para a pessoa vestida com uma roupa de grife ou um sapato caríssimo); "Dá muito trabalho ficar lendo rótulos no supermercado, e ainda por cima tenho que colocar óculos!" (e quando chega na sessão de perfumaria, perdemos horas lendo rótulos de cremes, xampu, tinturas, etc); "No meu supermercado não tem esses produtos!" ( mas se faltar a cerveja favorita ou o sabão em pó que estou acostumada chamo o gerente e reclamo em alto e bom som.). O mundo está sendo movido pelas aparências e perdemos a real noção do que é importante e vital. O pior é que tudo isso leva a uma enorme falta de amor. Será que é no alimento que devemos economizar? Será que tirar alguns minutos e pesquisar é assim tão difícil mesmo? Será que não devo rever minhas prioridades?

Mas os orgânicos são realmente mais caros que os convencionais...

Como já se sabe, o alimento orgânico é mais nutritivo que o convencional. Portanto contém mais substância, portanto sacia mais, portanto se consome em menor quantidade, portanto o preço não é tão mais caro assim. Mas o mais importante é que por trás de um alimento orgânico temos um projeto de responsabilidade social fantástico e que, para participar, apenas precisamos comer com mais sabor, com mais qualidade, com mais saúde. Existe maneira melhor?


Quais os benefícios da alimentação orgânica?

Foi publicado no Journal of Applied Nutrition, em 1993, uma pesquisa realizada durante dois anos em Chicago, Estados Unidos, na qual ficou comprovada a grande diferença entre o alimento orgânico e o alimento produzido de forma convencional. Foram analisadas várias amostras de maçã, batata, pêra, trigo e milho doce, e comprovou-se que os alimentos orgânicos possuem uma diferença acentuada no conteúdo de alguns minerais essenciais. O que prova que, mesmo utilizando adubos químicos, não se garante um maior nível de nutrientes aos produtos da agricultura convencional. Este fato mostra a superioridade de um sistema orgânico. A liberdade de crescimento e amadurecimento da planta garante a nutrição de forma natural de acordo com as leis da natureza. Além do mais, escolhendo produtos orgânicos certificados temos a certeza de que o alimento não tem agrotóxicos, não utiliza sementes transgênicas e não passou por processos de irradiação. O selo de certificação de um alimento orgânico fornece ao consumidor a certeza de estar levando para casa um produto isento de contaminação química. Garante também que esse produto é o resultado de uma agricultura capaz de assegurar a qualidade do ambiente natural, qualidade nutricional e biológica de alimentos e qualidade de vida para quem vive no campo e nas cidades.

"O alimento é mágico, misterioso, instiga a percepção, desenvolve criatividade, enche os olhos, dá água na boca, provoca a mente com aromas irresistíveis."


A senhora diz que alimento é vida, que criar uma refeição é mudar a atitude de relacionar-se com a energia que preenche o universo. Como entender melhor esta relação?

A arte da culinária, quando exercida com sentimento, é feita de forma criteriosa. Utiliza somente produtos de qualidade, isentos de substâncias químicas que interferem no sabor e no valor nutritivo do alimento, tem esmero no preparo e apresentação bonita, seu produto é uma verdadeira oferenda de agradecimento a Deus e à Natureza. Tem poder de mudar destinos. O alimento é mágico, misterioso, instiga a percepção, desenvolve criatividade, enche os olhos, dá água na boca, provoca a mente com aromas irresistíveis. Misturado aos desejos, no aconchego do fogo ardem sentimentos, ingredientes certos para uma refeição que conquista, transforma e permanece no pensamento, mesmo que seja algo simples e trivial. É na cozinha que a Mãe Natureza encerra seu ciclo energético, unindo e harmonizando os três elementos, terra, água e fogo, despertando os cinco sentidos e fortalecendo os elos de quem compartilha de uma mesma vida.

29 de abr. de 2007

Orgânicos X Transgênicos

A gente não quer só comida
*José Augusto Pádua*, Especial Para a Folha

A ciência descobre, a tecnologia executa, o homem obedece." As palavras escritas no portal da Feira Mundial de Chicago, em 1933, sintetizam a postura submissa que ainda caracteriza a relação de importantes setores da opinião pública contemporânea com as inovações tecnológicas.

No vazio das antigas certezas religiosas, a ciência tornou-se para muitos a única fonte confiável de verdade. É irônico observar, porém, que o próprio movimento da modernidade global age no sentido de dissolver a aura de devoção construída em torno do complexo ciência & tecnologia.

O número cada vez maior de pessoas escolarizadas, a velocidade e a intensidade dos meios de comunicação, o estabelecimento de múltiplos espaços para o confronto de opiniões vêm contribuindo para gerar sociedades que discutem cada vez mais seu presente e futuro.

O que está sendo discutido, na verdade, não são os limites da ciência, mas sim o alcance da democracia na alta modernidade. Nesse sentido, a surpreendentemente forte reação de diversos atores sociais aos alimentos transgênicos, especialmente dos consumidores europeus, representa um caso paradigmático.

A pressão democrática para que a produção de organismos geneticamente modificados seja debatida de forma intensa e transparente, com uma moratória no seu uso, contribui para dar visibilidade aos condicionantes econômicos que controlam grande parte da atual pesquisa técnico-científica.

E serve também para expor o uso da ideologia da pureza do progresso científico como instrumento para justificar decisões empresariais fundadas em objetivos bem menos etéreos, tais como o aumento dos lucros e o controle dos mercados.

*Princípio de precaução

*Não se trata de coibir a pesquisa acadêmica. O esforço de politização das novas tecnologias, com exceção de algumas poucas vozes especialmente radicais, não passa pela defesa de uma censura da investigação teórica ou experimental.

O problema está na difusão social precoce, por motivos calcados essencialmente na busca por poder econômico, de técnicas perigosas que ainda estão sob intenso debate científico. Ou seja, uma clara violação empresarial do chamado "princípio da precaução", que estabelece, diante da incerteza, que não se devem adotar atividades ou técnicas cujas conseqüências, se negativas, podem ser irreversíveis ou além da nossa capacidade de controle.

Os organismos geneticamente modificados, na medida em que são seres vivos, podem mesclar-se com outros organismos e penetrar nas cadeias ecológicas planetárias, reproduzindo-se de forma descontrolada. É tolice, pois, associar os transgênicos à modernidade e os orgânicos ao arcaísmo.

No setor da produção orgânica, por exemplo, que está crescendo como uma alternativa ao modelo transgênico, existe hoje um grande investimento científico. Não se trata de aceitar passivamente os movimentos da natureza, mas sim de buscar ativamente, por meio de um conhecimento ecológico fino e sofisticado, formas de potencializar a produtividade e a capacidade de sustentação das lavouras.

Mas seria ingênuo supor que a polarização entre transgênicos e orgânicos esteja fundada em uma disputa apenas técnico-científica. Trata-se, mais do que tudo, de uma questão de poder. A agroecologia, por suas características concretas, não facilita a concentração de poder assim como não favorece o estabelecimento de monopólios, atentes e pacotes tecnológicos.

A gestão ecológica da agricultura requer desenhos locais, que dialoguem com as condições específicas de cada domínio do território. Seus insumos, além disso, são renováveis e recicláveis.

No núcleo da pressão pelos transgênicos se encontra a fome de poder de um número restrito de enormes conglomerados empresariais, que, no limite, buscam usar as novas tecnologias para dominar a oferta de sementes e reduzir a autonomia dos agricultores e, por extensão, das sociedades.

É assustador imaginar um futuro em que algo tão vital como as sementes -assim como as fontes da alimentação em geral- estejam nas mãos de pouquíssimas corporações. O consumidor, ao optar pelo que comer e por qual modelo favorecer, pode estar fazendo política no mais alto grau.

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*JOSÉ AUGUSTO PÁDUA é professor do departamento de história da Universidade Federal do RJ e autor de "Um Sopro de Destruição".

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