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30 de jan. de 2010

Uma realidade chocante por trás da comercialização da pele de animais

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Vamos lá, companheiros de jornada, se há amor dentro de cada um de nós, iremos perceber que nem mesmo precisariamos assistir ao vídeo postado abaixo, mas sinceramente, sinto que muitas vezes é necessário recordar, ou nos fazer acordar, para o que ocorre ao nosso redor - tão próximo - e que na maioria das vezes ignoramos, fechamos os olhos, pois ter que encarar tamanha verdade nos faz sentir tão pequenos - e quem quer se sentir tão pequeno nesse mundo 'capitalista', egocentrico, onde damos valor para 'coisas', para o material, para quanto de dinheiro se mais tem, e esquecemos de valorizar a sabedoria, a paz, o amor, o simples, a saúde, a vida - minha, sua, nossa e deles - os animais, a vida na Terra.


Pledge to go fur-free at PETA.org.

Sim, esse vídeo choca, mas o pouco que se assiste, dá o clique necessário para sairmos do hipnotismo de um sistema um tanto falido. AFinal, devemos lembrar diariamente que estamos aqui nesse planeta, não como donos, mas apenas compartilhando esse espaço com outros Seres vivos.

Amor a vida!

Ursula Jahara**
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22 de nov. de 2009

Animal como alimento do Ser Humano

Por Ursula Jahara
Nov/2009

Um papo descontraído entre amigos foi desenrolando de uma forma bem interessante. O tema principal: animal como alimento do Ser Humano.

O caminho que venho traçando é por escolha e consciência, e não por dogmas, religião. Acho que quando nos conectamos assim é que encontramos nossa verdade. Quando fazemos algo porque alguém disse que assim tem que ser, essa verdade deixa de ser NOSSA verdade interna, e se torna um segmento mental robotizado (mais ou menos o que fizeram com a gente com tanta publicidade pró-carne - leia-se 'pró-matança de animais').

Encontre dentro de você o que faz (fará) você deixar de ingerir um animal como um alimento, e você pode ter certeza de que razões diversas - visuais, auditivas, instintivas, etc - você irá encontrar.

Não rotulo, pois cada caso um caso. Dentro dessa cidade grande onde vivo e desse país tão tropical (e mesmo assim com localidades onde vegetais e frutas chegam precariamente), eu - sim - tenho escolhas de não me alimentar de animais, e claro, faço feliz e sabendo que contribuo para uma paz terrena - interna e externa; porém tenho plena consciência de que em certas localidades desse planeta, ou dependendo da ocasião, da fome, do instinto, X animal passa a ser um meio de sobrevivência. E como posso eu julgar tal atitude?! Um meio de sobrevivência enxergo como uma ação diferente e não se contradiz, porém nesse mundo cruel onde hoje vivemos, o que acontece é a enorme quantidade (leia-se 'milhares') de X animais mortos diariamente como alimento - animais esses que muitas vezes permanecem enjaulados e tratados como meros instrumentos de consumo - para alimentar milhões de pessoas ao redor do mundo. Isso sim é muito questionável, e agradeço diariamente por não fazer parte dessa loucura mundana! 


Pense com você, para você - um pedaço de 'carne', um pedaço de animal que você compra no mercado, de seu bairro, em sua cidade, em seu país, encontra-se em todos os mercados de bairros, cidades e países desse mundo.  Agora, apenas imagine e visualize a quantidade de animais mortos diariamente para que sejam, então, distribuidos nesses mercados desses bairros, cidades, países.  Quando vizualizamos isso, entendemos que alguma coisa de muito errado, cruel, está estampada nesse 'filmezinho' que vai passando em nossas cabeças. Me questiono diariamente: 'Por que não ficamos sensibilizados e aterrorizados com esse massacre diário, e por que ainda colaboramos com ele comprando pedaços, 'restos' desse massacre?  Essa é uma questão que não quer calar. 

Há alguns dias, recebi um email - diversas vezes vindo de diversos amigos - mostrando indignação com o massacre de baleias ocorrido nas Ilhas Faroé, Dinamarca.  Esse massacre mostra muito pouco em relação ao que ocorre diariamente nos bastidores dos matadouros, porém esses mesmos amigos (que amo muito) que se sensibilizaram com tais imagens, esquecem de se sensibilizar com os outros animais que são ingeridos por eles próprios no dia-a-dia.  Para mim, uma imagem não se difere da outra - o massacre é visível.

Repensar nossas atitudes é necessário nesse mundo caótico - muitas vezes - em que habitamos. Olhamos ao redor, vemos muita beleza, mas na maioria dos lugares onde pisamos, destruição - pois se sabemos construir muralhas de concreto, sabemos também destruir a natureza uma vez existente.

A hora é agora de reativar nossa sensibilidade e reconectar com a mãe natureza. Vamos nos reconectar a ela, respeitando-a primeiramente.

Pois sim, tudo é uma questão de consciência, tudo é uma questão de escolha!

Junte-se a nossa família!

Um brinde a VIDA!

Ursula Jahara

23 de jul. de 2009

Documentário: Meat The Truth (Uma Verdade MAIS que Inconviniente)

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Logo no primeiro dia do Festival Vegano, tivemos o 'prazer' - se é que podemos dizer isso, pois como sempre é entristecedor - de assistir ao documentário 'Meat The Truth', traduzido para o português como 'Uma Verdade Mais do que Inconveniente' (produzido pelo 'Partido dos Animais' da Holanda), que 'responde' ao documentário do Al Gore - Uma Verdade Inconveniente -mostrando o GRANDE buraco excluído do 'debate' sobre o aquecimento global, pois deixou de citar o setor MAIS prejudicial ao Meio Ambiente - o MAIOR causador das mudanças climáticas - A PECUÁRIA!

Assista agora! Compreenda e FAÇA PARTE DESSA MUDANÇA!




Abraços vivos,

Ursula Jahara
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22 de jul. de 2009

22 de Julho - Festival Vegano Internacional

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Bom dia, companheiros de jornada!

O dia está belíssimo, e estamos dando a 'partida' para o Festival Vegano Internacional que acontecerá na Gávea, na PUC-RJ.

Mais notícias sobre o Festival em breve. Espero poder compartilhar algumas fotos bacanas com vocês.

E vejo 'vocês' por lá!!!

Um brinde a vida!

Saúde!!

Abraços vivos,

Ursula Jahara

>> Para saber mais sobre o Festival Vegano, clique aqui.
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6 de jul. de 2009

12o Festival Vegano Internacional - 22 a 25 de Julho, 2009 - PUC-RJ.

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Veganismo: um estilo de vida revolucionário

12th Vegan Festival
- 22 a 25 de julho de 2009 -
PUC-Rio


Serão oferecidos, também, Cursos, palestras e demonstrações de Alimentação Viva

O mundo clama por paz, respeito, dignidade. O meio ambiente está sendo impiedosamente dizimado e dá o seu troco. Os recursos naturais se esgotam diante da exploração insustentável e perdulária imposta por um modo de vida consumista. Perdemos a diversidade das espécies sem nem mesmo conhecê-la. Há doenças, obesidade, sofrimento, fome.


Depois de tantos anos de ideário 'paz e amor', 'igualdade entre gêneros e etnias', 'liberdade de expressão' e 'respeito à natureza' ainda engatinhamos, delegando a outros essa tarefa. Ao mudar nosso estilo de vida podemos desempenhar um papel fundamental na construção desse mundo melhor que todos queremos, onde a pomba branca da paz tenha onde pousar seus fatigados pés.

Venha conhecer o estilo de vida vegano e assuma as rédeas da própria vida:
seja a mudança que você quer ver no mundo

No meio da maior floresta urbana do mundo, num dos lugares mais aprazíveis do Rio de Janeiro, entre sagüis e árvores centenárias margeando um riacho murmurante:

.Conferências, oficinas, encontros e seminários com palestrantes do mundo todo

.Nutrição vegana e demonstrações culinárias com chefs de cozinha nacionais e internacionais

.Impacto da dieta centrada na carne sobre a saúde humana, animal e ambiental

.Fundamentação ética, religiosa e filosófica do veganismo

.Arte e música

.Comidinhas ótimas

.Feira de Desenho Vivo

.Comércio justo, ético e sustentável


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Fonte: Sociedade Vegetariana Brasileira - http://www.svb.org.br
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Cursos e demonstrações de ALIMENTAÇÃO VIVA no Festival Vegano Internacional

Uma das culinaristas que estará compartilhando informações no Festival é a Milene Mattar, de Belo Horizonte. Sua demonstração culinária será na 5a feira, 23/Julho, das 10:30 as 11:30 da manhã - local: Tendas de Artes. E eu, Ursula, darei uma forcinha a Milene - como sua assistente, durante a demonstração.

Milene Guallupo Mattar
Pesquiso alimentação saudável há mais de 20 anos, há 8 anos conhecí a alimentação viva (que considero a mais adequada para o ser humano) e desde então me dedico a pesquisá-la e desenvolve-la através da criação de receitas crudívoras.

Fiz curso com a Ana Branco, viajei, participei de congressos, trabalhei muito aqui em Belo Horizonte com o DR. Alberto Gonzales,ministrando com ele oficinas de alimentação viva, atualmente dou oficinas de alimentação viva como instrutora de culinária viva.

Para obter um maior embasamento científico, estou cursando nutrição na faculdade pitágoras em Belo Horizonte.

Roteiro da demonstração culinária:

GRANOLA VIVA:

1- no multiprocessador,picar as castanhas e sementes germinadas
2- picar as frutas secas
3- cortar as maçãs em cubos e as bananas em rodelas
4- misturar todos os ingredientes, temperar com canela
5- Saborear!!!!!!!!!!!!!


Ingredientes:
100 gramas de nozes hidratadas
100gramas de castanha do pará germinadas
100gramas de amêndoas germinadas
200gramas de sementes de girassol descascadas e germinadas
100 gramas de sementes de abobora germinadas
100 gramas de gergelim germinado
300 gramas de passas pretas sem sementes
200 gramas de tâmaras sem caroços
100 gramas de ameixas prêtas sem caroços
100 gramas de damasco
5 maçãs em cubos
5 bananas em rodelas canela

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Fonte: http://www.svb.org.br
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Aguardamos vocês lá!


Um brinde a vida!

Saúde!

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16 de jan. de 2009

18 de dez. de 2008

Veganismo: uma vida interligada

Pelos Animais, Pelo Planeta, Pelas Pessoas



Tradução e organização por: DocsPT + InfoNature.Org + A.V.P

O fim da exploração das vacas "leiteiras"

>'Leite' vegetal mencionado aqui na nossa MisturaViva, não é o leite de soja encaixotado, açúcarado, desvitalizado. Essa palavra - 'Leite' - foi usada para identificação, e não rótulo. Que tal um 'leite' de castanhas (hidratadas previamente); um 'leite' utilizando a polpa do coco; um 'leite' de semente de girassol germinada; um 'leite' de banana! E que tal enriquecer a alimentação com cálcio provindo de vegetais folhosos verde escuro, castanha do pará e amêndoas germinadas, entre outros vegetais...

Vamos expandir as possibilidades, vamos minimizar o sofrimento!


Clique na imagem para aumentá-la.

Veja receitas de 'leites' vegetais, clique aqui.

6 de jul. de 2008

NÃO MATARÁS - os animais e os homens nos bastidores da ciência




Quando você toma um remédio, sabe como ele foi criado?

Quando você passa batom, sabe realmente o que está colocando em seus lábios?

Lanolina, queratina, ácidos graxos...de onde vêm as substâncias que deixam seus cabelos macios e sua roupa ainda mais branca?
A cada dia, o consumidor tem produtos novos à sua disposição nas prateleiras do supermercado. O apelo ao consumo é cada vez maior e os lançamentos sempre vendem uma nova fórmula mágica. Mas o que é necessário para que esses produtos tenham seu consumo permitido?

Por trás dos rótulos atraentes e das promessas de efeito miraculosos está o sofrimento dos animais que serviram como cobaias dos testes necessários para que esses produtos cheguem até você. O resultado desses testes – cada dia mais contestados – é extrapolado para humanos, e sua eficácia está sendo cada vez mais questionada. Eles são seguros para o ser humano? Até quando casos como o da Talidomida continuarão a acontecer?

Este será o tema principal do documentário “NÃO MATARÁS - os animais e os homens nos bastidores da ciência”, a nova produção do Instituto Nina Rosa – Projetos por Amor à Vida. Através de depoimentos de pesquisadores, filósofos, biólogos, médicos, alunos e professores de ciências médicas, saberemos o que acontece nos laboratórios de pesquisa no Brasil e no mundo. Outros temas correlatos - o uso de animais no ensino, o medo dos estudantes em expressar sua rejeição a esses métodos cruéis, a continuidade de um pensamento acadêmico já ultrapassado – também estarão presentes no documentário, que pretende traçar um painel esclarecedor e questionador sobre a necessidade do uso de animais na indústria, na pesquisa e no ensino, diretamente relacionados com o nosso cotidiano.

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Institudo Nina Rosa

18 de jun. de 2008

Oprah vira vegana

Repassando notícia adaptada de Neal Barnard, presidente da Physicians Committee for Responsible Medicine (PCRM)

Em seu programa de TV, Oprah recebeu a autora de best-seller e conselheira espiritual Kathy Freston para falar sobre seu novo livro Quantum Wellness. Em seu livro, Kathy descreve os 8 pilares do bem-estar.

Há uma prática que Kathy diz que deve ser observada acima de todas as outras. "A mãe de todos os pilares é a alimentação consciente", diz ela. "Isso não faz diferença somente na sua saúde e bem-estar, mas a alimentação consciente significa que você sabe de onde vem sua comida, como os animais são tratados e como o ambiente é afetado pela sua alimentação. Você absorve a energia de todo o processo de obtenção dessa comida."

Para começar a sua transformação, Kathy diz que uma limpeza de 21 dias pode melhorar sua aparência e a maneira que você se sente. "A gente pega algumas coisas que são irritantes para o nosso corpo e as eliminamos em 21 dias."

Oprah se comprometeu com a limpeza de 21 dias, que inclui eliminar de sua alimentação produtos de origem animal.

Ao convidar Kathy Freston para seu programa e ressaltar os benefícios de uma dieta vegana para humanos, animais e o meio-ambiente, Oprah está transmitindo para seus espectadores uma mensagem positiva que tem o potencial para salvar inúmeras vidas.

Saiba mais sobre a jornada de Oprah:
http://www2.oprah.com/foodhome/food/cleanse/blog/blog_main.jhtml

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Fonte: Instituto Nina Rosa

9 de abr. de 2008

Moda Consciente

Repassando matéria do blog Ambiente-se

É bem provável que todo vegetariano concorde que a decisão de cortar carne e ingredientes animais da dieta alimentar é apenas o ponto de partida de um estilo de vida diferenciado. Quando nos tornamos herbívoros queremos que a ideologia perpasse todo o nosso cotidiano. Inclusive o das roupas que vestimos. Couro, pele, lã, seda, penas e outros materiais que impõem sofrimento a animais para serem obtidos saem definitivamente de moda. Entram em cena materiais sintéticos e derivados de fibras naturais num estilo que é chamado veg fashion, ou moda sem crueldade, um novo olhar sobre o que realmente é ser chic.

Como o próprio nome deixa bem claro, veg fashion é um conceito baseado nos preceitos de não exploração dos animais por capricho e acomodação do bicho-homem. Não restam dúvidas de que não precisamos de peles de animais como roupas, visto o grande número de recursos sintéticos e naturais, como algodão, bambu e cânhamo, só para citar alguns exemplos, já encontrados no mercado. No entanto, vestir roupas ou usar acessórios feitos de peles genuínas e outras matérias-primas animais ainda é categorizado como luxuoso, ou "glamouroso", na linguagem da moda.

O resultado de tamanha futilidade (com perdão da palavra) é o sofrimento e morte de milhares de animais todos os dias. Segundo estimativas da Fur-Free Alliance, uma coalização internacional formada por cerca de 30 organizações de proteção animal, a indústria da pele mata por ano cerca de 50 milhões de animais para o mercado da moda, de lobos a esquilos (e o levantamento nem inclui coelhos, por falta de números oficiais). E para piorar a situação, uma investigação da ONG Humane Society, dos Estados Unidos, no final da década de 90 divulgou a matança indiscriminada de gatos e cachorros na China e outros países asiáticos. Os animais, alguns de raça e outros de rua, são abatidos covardemente depois de semanas de confinamento e sua pele abastece a indústria de roupas, acessórios, e bugigangas em geral que são exportadas para todo o mundo.

"Minha maior crítica é que milhares de animais são criados em cativeiro somente para este fim, muitas vezes de forma clandestina. Sem contar os problemas do mercado ilegal com a caça, armadilhas e o tráfico. E mesmo assim ainda existe um glamour que sustenta esta crueldade. Grifes internacionais como Prada, Yves Saint-Laurent e Vogue América, por exemplo, ainda valorizam peças de pele real, propagando a idéia de que usá-las é elegante. O maior desafio é mudar a mente das pessoas em relação a este conceito", diz Danielle Ferraz, jornalista de moda e vegetariana, autora de artigos sobre crueldade com animais na moda e diretora das duas edições do desfile "Veg Fashion", ocorridos em 2004 e 2006 nas cidades de Florianópolis e São Paulo durante congressos vegetarianos.

Novas tendências

Mas apesar dos absurdos de exploração de animais cometidos em nome da moda, o cenário aponta algumas boas notícias em prol da veg fashion. A estilista inglesa e vegetariana Stella MacCartney lidera campanhas internacionais anti-pele e apresenta para o mundo todos os anos coleções de roupas livres de crueldade admiradas pelos maiores especialistas do mundo fashion. Acompanhando a tendência, nos últimos dois anos estilistas renomados como Ralph Lauren, Calvin Klein, Kenneth Cole e Tommy Hilfiger declararam publicamente a resolução de não usar mais peles e materiais de origem animal em suas criações. E o melhor: puramente pela questão ética.

Enquanto isso a organização PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) continua a todo vapor com seus protestos em parceria com celebridades usando o slogan "prefiro ficar nu a usar peles". Com destaque para a campanha "Voguesucks.com", que critica explicitamente Anna Wintour, editora da revista Vogue norte-americana, pela promoção e uso de casacos, vestidos e outras peças de peles genuínas e conscientização zero em torno do sofrimento e morte dos animais. "Nós sempre estamos procurando por novos jeitos de conscientização sobre o sofrimento extremo pelo qual os animais passam nas fazendas onde se tiram suas peles e nas armadilhas cruéis que o homem espalha na natureza", declarou Ingrid Newkirk, presidente da PETA em julho do ano passado na ocasião de uma campanha em conjunto com Stela MacCartney na comunidade virtual Second Life.

No Brasil, os desfiles "Veg Fashion", idealizados pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), foram precursores no objetivo de mostrar os bastidores da moda que não se preocupa com os materiais que utiliza e valorizar as novas grifes conscientes que oferecem peças livres de crueldade. A presidente da SVB, Marly Winckler, que criou o conceito do desfile, acredita que cada vez mais se alastra essa consciência sobre as atrocidades cometidas contra os animais, seres indefesos e sensíveis, para se obter materiais utilizados nas roupas. "Neste último Carnaval a SVB participou de um desfile da escola de samba Imperador do Ipiranga, de São Paulo, cujo tema foi "a salvação do planeta é o bicho". Abordamos a questão e não permitimos o uso de nenhum material de origem animal nas fantasias", conta Marly.

Ético e mais barato

Moda sem crueldade é um conceito amplo que alia questões éticas, sociais e ambientais. Não se pode (nem se deve) pensar em acabar com a exploração de animais sem considerar o contexto mais holístico de destruição de ambientes naturais e hábitos insustentáveis praticados pelo homem nos dias atuais. "A questão básica é o consumo ético e consciente, respeitando os animais e o meio ambiente. Não faz o menor sentido a utilização de peles e couros em roupas. Tanto pelo sofrimento dos animais como pelos graves impactos ambientais associados à criação intensiva ou captura ilegal dos animais para este fim", afirma a presidente da SVB.

Quando se fala do contexto que alia conservação ambiental e respeito aos animais, há até pessoas que argumentam que materiais de origem animal seriam mais naturais e ambientalmente mais corretos do que os sintéticos. No entanto, pode ser demonstrado que é justamente o contrário. "O couro, como a pele de qualquer ser vivo, irá se deteriorar e se decompor caso não seja curtido. E o processo de curtume é um dos mais impactantes existentes, pois envolve muitas substâncias químicas pesadas que são extremamente prejudiciais ao meio ambiente e para as pessoas que as estão manuseando", explica Josh Hooten, fundador da Herbivore Clothing Company, loja virtual de roupas e acessórios criada em 2002 na cidade de Portland, nos Estados Unidos.

O conceito da Herbivore Clothing Company nasceu da necessidade de seus donos, o casal Josh e Michelle Schwegmann, usarem roupas pelas quais pudessem expressar com estilo suas idéias sobre veganismo e direitos animais. Há cinco anos eles não achavam opções no mercado e começaram a produzir e desenvolver as idéias por conta própria. Hoje os estilistas e empresários têm em mente que o foco de sua marca é direitos animais, mas sabem que este conceito leva à discussão e análise de outras questões extremamente relevantes, como impactos ambientais, não respeito a direitos humanos e danos à saúde.

"Não fazemos as estampas de nossas camisetas em lojas que exploram seus empregados e já usamos em algumas peças malha de algodão orgânico, o que pretendemos expandir para toda a coleção no futuro. Tudo isso faz parte da mensagem passada pela roupa. E há muitas opções de materiais para isso. Eu mesmo não uso couro, lã, seda e outros materiais do tipo por quase uma década e nunca senti falta ou deixei de achar uma opção que não tivesse origem animal", ressalta Josh.

Reforçando a opinião do norte-americano, a jornalista Danielle Ferraz explica que a indústria têxtil se desenvolveu o suficiente para oferecer opções sintéticas alternativas (e ambientalmente mais equilibradas) que substituem praticamente todos os materiais de origem animal. E isso tudo com uma grande vantagem: o custo de produção do material sintético é mais barato que o de produção de material de origem animal. "Os sintéticos e os materiais naturais geralmente saem mais em conta para o consumidor. E poderiam ser ainda mais baratos se a procura por estas opções fosse maior", explica Danielle.

Como em qualquer atividade econômica, na veg fashion também vale a lei da oferta e procura. Quanto maior a demanda, as opções de oferta crescem, refletindo num preço final mais competitivo e menor. Portanto, para a moda sem crueldade não sair de moda, basta uma procura maior por parte dos consumidores em geral.

"O papel do consumidor é parar e pensar de onde estão vindo suas roupas. Todo mundo concorda que é errado abusar e torturar animais e não deseja sustentar um processo desses, ainda mais com várias alternativas mais conscientes que podem ser usadas", diz Josh. "O consumidor ético se informa e se preocupa com a procedência do que consome, vendo todos os ângulos da questão. Hoje começa a haver reação às barbaridades cometidas no campo do consumo e campanhas e organizações estão chamando a atenção para o comércio justo. Esse é o caminho", opina Marly.

Marcas no mesmo estilo da Herbivore são mais comuns nos Estados Unidos e Europa (veja box com dicas e opções de compras de roupas cruelty-free / livres de crueldade). No Brasil o conceito é mais novo, porém a consciência é crescente e as opções de veg fashion vão surgindo e se estabelecendo. A questão é que algumas grifes brasileiras estão bem avançadas no campo ambiental, usando materiais orgânicos e/ou reciclados, mas nem sempre são tão criteriosas com o não uso de materiais de origem animal. A última Fashion Week de São Paulo, por exemplo, incorporou o conceito de meio ambiente a partir dos materiais utilizados, o que já pode ser considerado um grande avanço. A expectativa agora é que esta tendência avance e se aprofunde, eliminando também os materiais provenientes de peles, couros e outros derivados de animais.

O mais importante é saber que uma moda livre de crueldade é possível e é feita com informação. Se você já conhece a realidade por trás da exploração animal para roupas, sapatos e acessórios, procure usar o conhecimento que têm para incorporar novos hábitos. Questione a origem do material de suas roupas e seja mais criterioso nas compras. Se já sabe como se vestir com estilo sem a carga da crueldade, passe a idéia para seus amigos e familiares mostrando-lhes opções práticas de compras mais conscientes. Afinal de contas, como bem resume o slogan do desfile "Veg Fashion", chic é ser consciente. E ninguém em sã consciência quer ser cúmplice de exploração, covardia e maus-tratos a qualquer ser vivo.

Saiba mais:

Fur Free Alliance - http://infurmation.com/
PETA - http://www.peta.org/actioncenter/clothing.asp e http://http://www.voguesucks.com/
Fur-Free Campaign - http://www.hsus.org/furfree/campaigns/legislation.html

A crueldade no guarda-roupa

Couro: Milhares de vacas, porcos, ovelhas, cabras, entre outros animais, são abatidos todos os anos para utilização de sua carne e também de sua pele, que se torna couro, camurça, nobuk etc. Alguns outros animais, como raposas, esquilos e até lobos, são criados em cativeiro e fazendas especificamente para este fim, tendo às vezes a pele retirada quando ainda estão vivos. Mais recentemente se descobriu que até gatos e cachorros são vítimas da indústria da pele.

Para a pele do animal se tornar couro ela precisa passar pelo processo de curtume, no qual são usadas várias substâncias químicas perigosas, tanto para o meio ambiente como para o homem. Levantamentos oficiais comprovam que pessoas que trabalharam ou que moraram próximas a plantas de curtume são comumente vítimas de câncer, devido à exposição às toxinas.

Lã: A tosa de carneiros e ovelhas para retirada da lã não é um processo natural e compromete o bem-estar dos animais, que precisam de sua pelagem para se proteger do frio. Além disso, como o material é pago por volume, a tosa é feita sem cuidado e de forma exagerada, machucando os animais. A indústria da lã, através da criação intensiva dos animais, também é responsável por impactos no meio ambiente através da poluição de água e emissão de uma grande quantidade de gás metano na atmosfera.

Seda: A seda é um material resultante dos fios produzidos pelo bicho-da-seda para tecer o seu casulo, onde de lagarta o inseto se transforma em mariposa, atingindo sua idade adulta para reprodução. Para obtenção da seda os insetos foram domesticados pelo homem em ambientais artificiais e são mortos dentro do casulo, do qual são retirados os fios.

Algumas dicas na hora das compras

A primeira dica é sempre olhar etiquetas para saber o material utilizado nas roupas que pretende comprar. Você vai se surpreender que é muito mais fácil achar opções de sintéticos e fibras naturais do que podia imaginar.

Para artigos de couro, como sapatos, cintos e jaquetas, procure sempre o que diz na etiqueta. Se a informação não for clara em relação a ser sintético, pergunte ao vendedor. E uma boa dica para evitar couro é observar e comparar os preços. Geralmente o sintético é pelo menos metade do preço mais barato que o couro de animal. No caso de lãs, fique atento, pois nem sempre elas estão muito aparentes nas peças. Algumas calças e casacos, por exemplo, podem ser feitos de lãs em combinação com outros materiais, o que também sempre poderá ser descoberto pela etiqueta. Substitua pashminas e cashmeres por lãs de polyester ou algodão ou tecidos térmicos sintéticos, desenvolvidos a partir de materiais alternativos e mais resistentes a frio e vento do que a lã.

A seda por ser substituída por tecidos alternativos como nylon, polyester e o rayon, uma espécie de seda artificial. E até para quem gosta de roupas e acessórios "de pele", o mercado já oferece variadas opções de peças de pele falsa confeccionadas a partir de materiais sintéticos. Uma boa forma de verificar se uma peça é de pele verdadeira ou falsa é fazer um teste simples e rápido. Esfregue um pouco de pêlo entre o polegar e o dedo indicador. Se você sentir o pêlo macio e fácil de manusear entre os dedos, provavelmente é pele genuína. Caso sinta o contrário, o pêlo mais áspero, a pele é sintética.

Onde comprar roupas livres de crueldade:

Brasil:

Vegan Pride (Acessórios, camisetas e produtos livres de crueldade)
Av. São João, 439, loja 424 Centro, São Paulo – SP Tel.: (11) 3362 0897
Vendas pela Internet e entregas em todo o país
http://http://www.veganpride.com/

King 55 (Camisetas e jeans. Sustentabilidade e luta contra a exploração animal)
Rua Harmonia, 452 Vila Madalena São Paulo – SP Tel.: (11) 3032 1838
http://www.king55.com.br/

XBloodlineX Clothing (produtos livres de crueldade animal)
Vendas pela Internet e entregas em todo o país
http://www.xbloodlinex.com.br/inicio.html

Maria Simone (Bordado manual e customização. Parceria com ONGs Adote um Gatinho, Arca Brasil e Bicho no Parque)
Rua Wisard, 287 Vila Madalena, São Paulo – SP Tel.: (11) 3815 5392/ 3811 9335
http://http://www.mariasimone.net/

Vista-se (Camisetas vegetarianas)
http://www.vista-se.com.br/

Tree Tap (Couro vegetal da Amazônia)
http://www.treetap.com.br/

Exterior (compras pela Internet)

Herbivore Clothing Company
http://herbivoreclothing.com/

Alternative Outfitters
http://www.alternativeoutfitters.com/

Moo shoes
http://www.mooshoes.com/

Vegetarian shoes
http://www.vegetarian-shoes.co.uk/

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Fonte: http://www.ambientese.blogspot.com/

13 de jan. de 2008

Escola de samba veta couro de animal na bateria e plumas nas fantasias

Plantão | Publicada em 09/01/2008 às 08h46m

Diário de S. Paulo

SÃO PAULO - A escola de samba Imperador do Ipiranga não está no Grupo Especial, a elite do samba paulistano, mas mesmo assim promete causar polêmica. A agremiação, que desfilará no dia 3 de fevereiro, no Grupo de Acesso, vai entrar na avenida com um desfile ecologicamente correto e em defesa dos animais. Com orientação da Tribuna Animal e do Quintal de São Francisco, duas organizações de proteção aos animais, a escola eliminou plumas, penas e até o couro dos animais, presente nos instrumentos da bateria e nos sapatos.

- Cuíca, tamborins e outros instrumentos terão material sintético - contou Jamil Jorge, vice-presidente da escola, que procura alternativa para os surdos, caracterizados pelo som abafado.

As fantasias ganharam plumas artificiais laminadas com detalhes em gliter. Muitas foram pintadas a mão. Costeiros foram feitos com plástico de saco de lixo ou TNT, um tecido todo furadinho. Garrafas pet e até latinhas de cerveja compõem fantasias e carros alegóricos.

Outro material muito utilizado é a pelúcia, que parece pele de animal, mas não é.

- Algumas escolas já eliminaram plumas, mas não em todo o desfile, muito menos nos destaques. Fizeram isso só em algumas alas. Além disso, os instrumentos da Império do Ipiranga serão novidade, um marco no Carnaval - declarou Altina Medeiros Madellini, presidente da Tribuna Animal, que auxiliou a escola na confecção das fantasias.

Com o samba-enredo "A salvação do planeta é o bicho", de Anselmo Brito, a escola vai passear por temas ligados à preservação do meio ambiente, dos animais e do planeta. Alas criticarão a máfia de animais silvestres, o circo que abusa de animais, os rios poluídos, as queimas, os rodeios. A arara azul e a onça pintada, ambas em extinção,
não foram esquecidas. As baianas representarão a mãe natureza. E os integrantes da bateria estarão caracterizados de caçadores. O carro abre alas será uma arca de Noé, cheia de animais.

- Não sabemos como essa inovação será aceita pelos jurados. As fantasias são menos suntuosas e deram muito mais trabalho - disse Jamil, que não sabe se continuará nessa linha nos próximos anos.

- Precisamos de incentivo financeiro, assim, não posso garantir que no ano que vem vamos manter essa linha. Se pintar um patrocinador e se ele quiser plumas... O importante é que esse ano vamos dar o nosso recado: cuide do planeta!

http://oglobo. globo.com/ sp/mat/2008/ 01/09/escola_ de_samba_ veta_couro_de_animal_ na_bateria_ plumas_nas_ fantasias- 327934470. asp

26 de set. de 2007

Video: EARTHLINGS (Terráqueos)

EARTHLINGS (Terráqueos) é um documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em animais (para companhia, comida, roupa, entretenimento, e pesquisa científica) mas também demonstra nosso completo desrespeito por estes chamados "provedores não-humanos". O filme é narrado pelo indicado ao Oscar Joaquin Phoenix (GLADIADOR) e apresenta música pelo artista de platina renomado pela crítica Moby.
Em 2005 ganhou 3 prêmios em 3 festivais diferentes Boston, San Diego e Artivist.

7 de jul. de 2007

A carne é fraca



Realização: Instituto Nina Rosa

Video-documentário

“Alguma vez você já pensou sobre a trajetória de um bife antes de chegar ao seu prato? Nós pesquisamos isso para você e contamos neste documentário aquilo que não é divulgado. Saiba dos impactos que esse ato – aparentemente banal – de consumir carne representa para a sua saúde, para os animais e para o Planeta.” – Sinopse feita pelos produtores.


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Dizem que o que o olhos não vêem, o coração não sente. Mas viver cego, mesmo podendo enxergar, não acredito ser uma opção tão interessante.
Assista ao vídeo, para que o seu coração possa sentir.
A consciência vem de cada um.

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