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4 de fev. de 2012

Livro: O Jejum Higienista - A cirurgia da Natureza

03.Fevereiro.2012

Pronto! Esse livro está chegando fresquinho. Escrito e publicado em meados de 2011, por Eduardo Corassa, amigo dessa caminhada energéticamente viva, o livro traz questões básicas sobre o ato de ingerir um alimento mesmo quando estamos doentes e precisando de um 'repouso' completo.

Em 'Jejum Higienista', Eduardo aborda o Jejum - prática de abstenção de algo - como tema principal, mas traz também ao leitor e pesquisador que todos somos, um assunto que tanto abordamos aqui nessa nossa MisturaViva - a nossa alimentação e como nos distanciamos tanto de seu estado natural, e mais do que isso, como nos distanciamos de nossos instintos. E foi através desse distanciamento exagerado - comendo uma dieta 'padrão' rica em proteína e gordura animal, colesterol e carboidratos refinados, num corpo que aos 20 anos estava doente, que Eduardo começou sua busca pela saúde, encontrando o crudivorismo, e meses depois a prática de 'Higiene Natural', ou Higienismo.

Recomendo a leitura e a busca, também, pela sua saúde!

Um brinde a vida!

Ursula Jahara

Quer comprar? Envie um email para contato@misturaviva.com

“Todos temos um médico dentro de nós; devemos apenas
auxiliá-lo em seu trabalho. O poder natural de regeneração
interno é a maior força que temos para retornar à saúde.
A nossa alimentação deve ser o nosso medicamento. O nosso
medicamento deve ser a nossa alimentação. Porém, comer
quando se está doente, é alimentar a doença.”
Hipócrates, médico grego, considerado o pai da medicina ocidental.

12 de abr. de 2010

Uma fórmula de vida contra o cancêr

A cada dia que passa entendemos um pouco mais como a alimentação e estilo de vida influenciam para um corpo saudável (apto a combater as agressões externas a que o submetemos). Escolhas diárias modificam estruturas celulares que irão aflorar com o passar dos anos. Essas escolhas podem ser positivas como negativas.

O médico, pesquisador e autor do livro 'AntiCancêr' publicado no Brasil pelo selo Fontanar, que aos 31 anos foi diagnosticado com cancêr no cérebro e conseguiu reverter aliando a medicina convencional com práticas e alimentação saudáveis, dá algumas dicas simples que irão ativar em nosso organismo mecanismos de defesa contra as células cancerígenas que, por outro lado, veem sendo alimentadas negativamente com muita frequencia nos últimos tempos devido a nossa pobre, refinada, industrializada - biocídica - alimentação e estilo de vida.

Assista aos vídeos abaixo, faça as modificações diárias necessárias e seja o autor de sua própria história. Pois como o próprio médico explica - 'nós podemos estimular nossas defesas naturais contra esse mal, que é mais uma questão de estilo de vida que de genes.'

Um brinde a vida!

Saúde!

Ursula Jahara**

>>Os alimentos refinados são prejudiciais à saúde, mesmo se vendidos em uma loja de produtos naturais. O alimento bom é qualquer alimento produzido da maneira tradicional e não manipulado pela indústria. Nem apregoado pelo marketing empresarial.
..

Não acorde o cancêr que dorme em você


As descobertas do medico que criou uma formula de vida contra o cancer



 Sinopse do livro 'Anticancêr':

 "Todos temos um câncer dormindo em nós." Esta frase, estarrecedora para muitos, é o ponto de partida do livro Anticâncer, do médico e pesquisador francês David Servan-Schreiber. E, de maneira nenhuma, deve ser motivo de alarme; pelo contrário, é exatamente esta certeza que nos torna capazes de vencer essa doença – a maior causa de mortalidade no mundo ocidental. É Servan-Schreiber quem explica: "como todo organismo vivo, nosso corpo fabrica células defeituosas permanentemente. É assim que nascem os tumores. Mas nosso corpo é também equipado com múltiplos mecanismos que lhe permitem detectá-los e contê-los. No Ocidente, uma pessoa em cada quatro vai morrer de câncer, mas três em cada quatro não morrerão. Para estas últimas, os mecanismos de defesa terão dominado o câncer". 

O autor não fala somente como pesquisador. Em 1981, quando tinha apenas 30 anos, Servan-Schreiber teve câncer no cérebro. Foi tratado pelos métodos convencionais, e depois teve uma recaída. Foi então que decidiu pesquisar, para além dos métodos habituais, tudo que podia ajudar seu corpo a se defender. Na qualidade de médico, pesquisador e diretor do Centro de Medicina integrado à Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, teve acesso a informações preciosas sobre as abordagens naturais que podem contribuir para prevenir ou tratar o câncer. Hoje, ele vive em plena saúde há mais de sete anos.

 Em Anticâncer, Servan-Schreiber faz o relato de tudo o que aprendeu. Conta que, depois da dura experiência de combater a doença com uma cirurgia e várias sessões de quimioterapia, pediu ao seu oncologista conselhos sobre a vida que deveria levar para evitar uma recaída. "Não há nada de especial a fazer. Viva normalmente, e se o tumor reaparecer, o detectaremos bem cedo", lhe teria respondido o especialista. Inconformado, o autor decidiu compreender aquela doença que o afligia. Precisou de meses de pesquisa para começar a entender como poderia ajudar seu corpo a se armar contra o câncer. Participou de conferências nos Estados Unidos e na Europa, percorreu bases de dados médicos e dissecou publicações científicas. "Rapidamente percebi que as informações eram parciais e dispersas, e que não adquiriam a totalidade de seu sentido senão quando reunidas", explica ele, no prefácio de seu livro. O que a pesquisa de Servan-Schreiber tem de inovadora é dar aos nossos próprios mecanismos de defesa o papel central na luta contra a doença. "Eis o que aprendi: se todos temos células cancerosas dentro de nós, temos também um corpo preparado para frustrar o processo de formação de tumores. Compete a cada um de nós utilizá-lo", afirma o médico. Sua pesquisa revela que na Ásia, os cânceres que afligem o Ocidente – como o câncer de mama, do cólon ou da próstata – são de sete a setenta vezes menos freqüentes. Entre os homens asiáticos que morrem de outras causas que não seja a doença, contudo, encontram-se tantos microtumores pré-cancerosos na próstata quanto entre os ocidentais. Alguma coisa na maneira de viver deles impede que os tumores se desenvolvam. Em compensação, ele explica, entre os japoneses instalados no Ocidente, a taxa de câncer alcançou a nossa em uma ou duas gerações. Alguma coisa na nossa maneira de viver impede que o nosso corpo seja capaz de combater eficazmente essa doença.

 Dos anos 40 para cá, o ambiente está cada vez mais carregado de produtos químicos sintéticos notoriamente cancerígenos – amianto, benzina, pesticidas, entre outros. Além disso, a alimentação também mudou: consumimos mais açúcar (de cinco quilos anuais por pessoa em 1830 para 70 quilos em 2000) e mais gordura hidrogenada, muitas vezes sem nem perceber. O ômega 6, uma das piores gorduras que há, está presente nas rações servidas ao gado leiteiro e de corte e às aves de granja em quase todos os países do mundo. Pesquisas revelaram que em 2000, os ovos continham vinte vezes mais ômega 6 que em 1970. Sem jamais duvidar do poder da medicina tradicional – que lhe salvou a vida – e depois de ter testado em si mesmo tratamentos experimentais recém-saídos das pesquisas de ponta, Servan-Schreiber explica que nós podemos estimular nossas defesas naturais contra esse mal, que "é mais uma questão de estilo de vida que de genes".

Fonte: Objetiva.com.br

14 de dez. de 2008

Livro: O Poder de cura do limão

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Autora: Conceição Trucom
Páginas: 200


O limão é uma fruta cítrica porque contém cerca de 6% de ácido cítrico em seu suco. Ou seja, cada 100 gramas de suco fresco e puro de limão contém cerca de 6 gramas de ácido cítrico e citratos, que são os sais do ácido cítrico.

Tal concentração de ácido cítrico ocorre em qualquer uma das suas variedades, no limão original que é o Siciliano, no limão Galego, nos tipos rústicos como é o caso dos limões Cravo, Rosa, Capeta ou Vinagre, ou mesmo no limão enxertado como é o caso do Tahiti.

Este teor de 6%, considerado o mais elevado de todas as frutas, diferencia o limão das demais frutas cítricas, já que as laranjas, tangerinas e pomelos, apesar de serem frutas da mesma classificação, apresentam na composição de seus sucos (fresco e puro) a concentração média de 0,6 a 1,0% de ácido cítrico e citratos. Ou seja, o limão chega a conter até 10 vezes mais ácido cítrico que seus parentes de classe.

No aspecto terapêutico, o ácido cítrico é um ácido orgânico e tricarboxílico que, dentro da química e do organismo humano, tem ação tamponante e alcalinizante, ou seja, possui o poder de estabilizar uma condição levemente alcalina em todos os líquidos corporais, no sangue, na linfa, no líquido crânio-sacral ou nos líquidos intra e extracelulares.

Do ponto de vista metabólico, essa estabilização levemente alcalina dos líquidos corporais, que tem um pH entre 7,36 a 7,42, é a condição ideal para todos os processos orgânicos acontecerem da forma mais equilibrada e harmônica. Ou seja, favorece a saúde, sua preservação e prevenção de doenças.

Em síntese, o limão tem o poder de realizar uma reengenharia da qualidade hídrica de todo o organismo, beneficiando o cérebro, pulmões, rins, sistema linfático, imunológico, sistema nervoso, intestinos, fígado, enfim todos os sistemas e órgãos vitais.

Assim, a partir do momento em que se ingere o suco do limão, puro ou com outros alimentos especiais e indicados, inicia-se um processo de facilitação de alcalinização de todos os processos metabólicos.

Ao contrário dos conceitos arraigados na sociedade, inclusive entre médicos e nutricionistas, o limão só pode ser reconhecido como um alimento ácido até o momento de ser ingerido, pois após sua ingestão, puro ou idealmente composto com outros alimentos, funcionará como um agente alcalinizante, condição esta que será tão mais constante, quanto mais diário e metódico for o consumo do limão.

O ácido cítrico do limão, quando ingerido, irá se combinar com sais minerais livres (biodisponíveis) a base de cálcio, magnésio e ferro, formando os respectivos citratos salinos, que conferirão o desejado pH ideal que é levemente alcalino.

Tal fenômeno explica outra importante propriedade terapêutica do limão, que é a de ser um agente de fixação de sais minerais.

Quando se deseja melhorar aspectos da saúde como anemia, osteoposose e vitalidade, portanto aumentar a presença de ferro, cálcio e magnésio em nosso organismo, nada como fazer uso de alimentos ricos nesses elementos e associar o limão a eles.

Por essa mesma razão indica-se o preparo dos sucos desintoxicantes sempre com o uso do limão adicionado a estes ingredientes especiais que são as frutas, raízes, folhas e sementes, sempre crus, frescos e idealmente orgânicos.

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.

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14 de nov. de 2008

Livro: Nutrição espiritual e a dieta do arco-íris

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Qual a relação entre a alimentação do corpo e o desenvolvimento da alma? Consagrado como um clássico da área de nutrição e espiritualidade, Nutrição espiritual e a dieta do arco-íris, em edição revista e atualizada, propõe um sistema alimentar baseado na relação entre as cores dos alimentos e do arco-íris e o sistema de chacras do corpo humano. Um trabalho de ciência, intuição e amor, o livro, reeditado em Agosto de 2008, redefine o organismo humano e propõe o salto quântico da consciência na transição necessária entre a alimentação tradicional e a divina.

Nutrição espiritual e a dieta do arco-íris
Dr. Gabriel Cousens / 336 pgs.

“O objetivo deste livro é explicar a relação entre nutrição e a luz da comunhão com Deus, para que possamos subir a montanha e provar do Seu alimento divino.” - Dr. Gabriel Cousens

Quando comemos, podemos alimentar não só o corpo, mas também a alma? Nossa dieta pode ter impacto sobre a espiritualidade? Para o dr. Gabriel Cousens, estas são questões fundamentais que, felizmente, podem ser respondidas com precisão e profundidade graças à combinação dos conhecimentos científicos mais recentes com tradições que remontam a milênios, como, por exemplo, os princípios alimentares bíblicos e essênios.

Valendo-se de sua experiência clínica e após quatorze anos de pesquisas multidisciplinares, o dr. Cousens discute os temas de nutrição que respondem essas perguntas, incluindo novidades nas áreas de absorção de nutrientes, kundalini, anatomia sutil, equilíbrio ácido-alcalino, atitude em relação à comida, jejum espiritual e meditação etc. Os tópicos são discutidos do ponto de vista de um novo paradigma de nutrição espiritual, fruto da integração harmônica entre áreas-chave da ciência materialista, dos conhecimentos espirituais tradicionais e do fator intuitivo, geralmente negligenciado, mas que pode ser potencializado pela prática da meditação.

A cor dos alimentos atua como a mensagem da natureza sobre o conteúdo biomolecular e a energia ali presentes, e cada cor estimulará um chacra específico. Em função desses pressupostos, o dr. Cousens nos ensina a ler essa mensagem para lograrmos uma alimentação mais saudável e proveitosa em todos os níveis. A verdadeira nutrição exige a combinação harmoniosa entre meditação, sabedoria, amor, amizade pura e alimento.

Dr. Gabriel Cousens é médico formado pela Universidade de Columbia, conferencista, ativista da paz mun
dial, instrutor de meditação e autor de inúmeros livros. Publicou artigos sobre bioquímica, saúde escolar, farmacologia clínica, hipoglicemia e doença de Alzheimer. Morou na Índia e tornou-se professor diplomado de Meditação Siddha, ensinado esta prática em universidades, hospitais e centros psiquiátricos por todo o mundo. Co-diretor fundador da primeira clínica de kundalini dos Estados Unidos, utiliza em sua atuação princípios avançados de nutrição, homeopatia, curas naturais, acupuntura auricular, psiquiatria, terapia familiar, cura com cristais e meditação.

Dr. Gabriel Cousens é o fundador / diretor do Centro de Rejuvenescimento Tree of Life (Árvore da Vida), um centro com base na ALIMENTAÇÃO VIVA e espiritualidade, localizado na Patagonia, Arizona, nos Estados Unidos.

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Fonte: vivendoleve.blogtv.uol.com.br

5 de nov. de 2008

Alimentação Para Um Novo Mundo - Consciência Alimentar

Este livro apresenta uma análise penetrante dos hábitos alimentares e do comportamento da sociedade moderna, alertando o leitor para a sua responsabilidade quanto ao futuro do mundo. Em uma abordagem muito sensata e divertida, o autor propõe a restauração da saúde mundial em todos os níveis possíveis: individual, familiar, social e ambiental. Como médico o autor apresenta uma profunda compreensão da medicina moderna, sendo que a sua descrição sobre o efeito dos alimentos industrializados na saúde humana, bem como o das drogas, remédios e produtos químicos, presentes no meio ambiente e utilizados pelo homem, torna a leitura mais que excitante e motivadora de reflexões.

Dr. Marcio Bontempo - um dos maiores expoentes do vegetarianismo no Brasil - apresenta uma análise profunda dos hábitos alimentares e do comportamento da sociedade moderna, alertando o leitor para sua responsabilidade quanto ao futuro do mundo.
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Tal como o peixe, que morre pela boca, inconscientemente prejudicamos nossa saúde com escolhas alimentares insensatas. Nossa civilização não respeita o que come. Pelo contrário, envenena os alimentos com agrotóxicos, polui rios e fontes de água potável, tortura os animais que mais tarde estarão à sua mesa. Questões como essas precisam ser revistas, repensadas. Afinal, o que queremos para o nosso futuro e para o meio ambiente em que vivemos? Somos o que comemos. Os alimentos contaminados por substâncias químicas que ingerimos pouco a pouco provocam alterações em nosso código genético, dando origem a processos degenerativos que são transmitidos de geração a geração. Paralelamente, nossa capacidade imunológica vai sendo reduzida. Sem contar com os danos ambientais, econômicos e sociais que os maus hábitos alimentares provocam. Seria um exagero questionar tudo isso? Infelizmente não, como podemos constatar nas páginas de Alimentação para um Novo Mundo. Ao ler as teses do Dr.Marcio Bontempo, concluímos que, para que o homem tenha boa saúde, mente serena e um estado de consciência superior, ele precisa manter um padrão alimentar que respeite a natureza e as leis naturais. Só assim poderemos, neste Terceiro Milênio, construir uma nova civilização, um novo mundo.

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Fonte: Dr. Márcio Bontempo - www.drmarciobontempo.com.br

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21 de out. de 2008

Privação de nutrientes pode afetar personalidade, diz livro



Tatiana Diniz
da Folha de S.Paulo

Os autores do livro "Nutrição Cerebral" (ed. Objetiva, 232 págs., R$ 36,90) abordam na publicação o conceito de estresse oxidativo, que seria complementar ao de estresse biológico. Neste, a ênfase é na produção de hormônios corticóides que ocorre quando são ativados os mecanismo de defesa do organismo após a liberação de cargas excessivas de neurotransmissores como a noradrenalina, a adrenalina e a dopamina.

No estresse oxidativo, diante da invasão de hormônios corticóides, ocorre uma produção exagerada e perigosa de radicais livres no cérebro, ocasionando uma série de problemas como o declínio da inteligência, a depressão e o surgimento de distúrbios como a paranóia e a esquizofrenia.

O estresse oxidativo está, de acordo com o livro, por trás da desregulação dos circuitos do prazer e da dor, levando as pessoas a "desenvolver dificuldades de enxergar o lado bom da vida, como se suas memórias tivessem se tornado seletivas para experiências negativas do passado." Também de acordo com o livro, esse tipo de estresse pode até levar a desvios de personalidade.

"O desvio de personalidade provocado por privação de nutrientes pode se manifestar a qualquer hora da vida. Alguns ficam ansiosos, outros se tornam agressivos e há quem perca a capacidade de amar depois de anos consecutivos de alimentação inadequada", comenta Juarez Callegaro.

Além de substâncias que podem ser ingeridas com os alimentos, o livro aponta que a informação também pode ser considerada um nutriente cerebral de importância relevante e, inclusive, ter atuação igualmente preventiva ao surgimento de doenças degenerativas.

"A informação é um fator tão importante para o cérebro que, na fase final da vida, é o mais decisivo de todos. Quem conserva o hábito da leitura tem menos risco de apresentar alguma forma de demência senil", enfatizam os autores na publicação.

Já entre os nutrientes que podem ser consumidos regularmente com a adoção de uma boa alimentação a fim de potencializar a atividade cerebral, a Folha pediu à nutricionista Luciana Ayer, também autora de "Nutrição Cerebral", uma seleção dos dez essenciais. Conheça-os a seguir e veja em quais alimentos eles podem ser encontrados.

Inositol
Essa substância é formada na flora intestinal a partir do ácido fítico, presente nas fibras alimentares. O inositol está nas frutas, nos alimentos integrais, no levedo de cerveja e nas nozes.

Gorduras tipo ômega 3
Um estudo científico sobre a expectativa de vida em diversos países apontou que ela é elevada em países que são grandes consumidores de peixe. Esse tipo de gordura está presente na sardinha, no atum, na cavala, no arenque, na truta, no salmão, na semente de linhaça e nas nozes.

Tiamina (vitamina B1)
A deficiência dela leva a quadros de fadiga, alteração de apetite, confusão mental, diminuição de memória, instabilidade emocional, diminuição de concentração e irritabilidade. A tiamina está nos cereais integrais, no levedo de cerveja, nas leguminosas, na laranja e na semente de girassol.

Cálcio
Em alguns processos, como na formação da memória, o cálcio tem uma atuação complementar. As principais fontes são o leite, o gergelim, as folhas verdes (exceto o espinafre), os peixes e o iogurte. É importante observar possíveis intolerâncias a laticínios.

Vanádio
Assim como o cromo, trata-se de um mineral fundamental para promover a metabolização da glicose. O funcionamento cerebral é prejudicado quando há falta deles. O vanádio pode ser encontrado na azeitona, nos frutos do mar e nos alimentos integrais.

Colina
Outra vitamina do complexo B. É essencial na formação da acetilcolina, neurotransmissor fundamental para a preservação da memória e da capacidade cognitiva. Estudos apontam correlação com a prevenção de Alzheimer. Ovos e leguminosas são fontes de colina

Ácido fólico
Uma das vitaminas do complexo B, promove o aumento dos plasmógenos nas células. É um agente de prevenção para os problemas neurodegenerativos. Está presente nas folhas verdes, no levedo de cerveja, nas leguminosas (feijões, lentilha, ervilha, grão de bico, soja), no tri go sarraceno, nas castanhas, nas amêndoas e no abacate.

Magnésio
Tem função similar à do cálcio e pode ser consumido nas folhas verdes, em oleaginosas (castanhas, nozes, pecan, avelã, pistache, amêndoas e macadâmia), na semente de girassol, no gergelim, na abóbora, na linhaça e nos cereais integrais

Manganês
Participa como coenzima de várias enzimas importantes e está envolvido nos processos de controle de glicose sangüínea, metabolismo energético e função tireoidiana. Há manganês nos cereais integrais, no chá-verde, no chá-preto, no banchá, nos brotos --principalmente de alfafa, no abacaxi e nas oleaginosas.

Piridoxina (vitamina B6)
Fundamental na formação de proteínas, neurotransmissores e prostaglandinas. Pode ser encontrada em alimentos como a banana, a batata-doce, o feijão, o melado de cana, o germe de trigo, as castanhas, a lentilha, o levedo de cerveja e o abacate.

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Fonte: Folha Online - 12/01/2006

16 de out. de 2008

Autor do livro - Lugar de Médico é na Cozinha - no Programa Câmera Record

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Dr. Alberto Gonzalez - Lugar de Médico é na Cozinha - em entrevista no Programa câmera Record.


http://www.youtube.com/v/fMDEBMgv2Ys&hl=en&fs=1

Lugar de Médico é na Cozinha

Autor: Dr. Alberto Peribanez Gonzalez
Páginas: 320

Este manual de métodos culinários retrata a experiência de um projeto científico que busca, na harmonização de corpo, mente e espírito, a chave para a cura de diversas doenças.

A menção Lugar de Médico é na Cozinha trata de maneira carinhosa e profunda a arte da Medicina, que nos foi trazida pelos grandes mestres Jesus de Nazaré e Hipócrates. Por meio da Probiótica e da Nutracêutica, aliadas aos conhecimentos sobre sinergismo, este livro propõe redesenhar a abordagem e o tratamento de diversas patologias, pela reeducação de rotas metabólicas extenuadas pelo árido padrão alimentar contemporâneo. Dessa forma, o conceito de cura amplia-se muito além da dimensão do homem, para alcançar os recursos renováveis do ar, da luz, do sol, da terra e do mar como os verdadeiros mantenedores da saúde do indivíduo e de toda uma nação. - (O Autor).


Leia entrevista com Dr. Alberto Gonzalez

Vídeo: Os benefícios da COMIDA VIDA - Dr. Alberto Gonzalez - Globo Repórter - 5/Setembro/2008
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31 de ago. de 2007

O DILEMA DO ONÍVORO - Livro de Michael Pollan

Por Luiz Prado - Planeta Sustentável - 24/07/2007

Nos EUA, são necessárias duas calorias de fertilizantes sintetizados a partir do petróleo para produzir uma caloria de milho. E como o gado bovino é alimentado com milho, quase um barril de petróleo é consumido para cada animal abatido. Os excedentes da produção de milho estão na origem tanto da abundância quanto da obesidade. Os subsídios governamentais são generosos, o alimento industrializado tem preços baixos, mas dão origem aos altos índices de obesidade que custam algo em torno de 90 bilhões de dólares por ano em despesas médicas. Ou esses excedentes atravessam a fronteira do México, onde liquidam com os pequenos produtores.

Toda uma complexa cadeia de interesses gira em torno da produção de milho, impedindo que cessem os subsídios. A insensatez do agronegócio é objeto de um fascinante livro intitulado "O Dilema do Onívoro", que faz sucesso crescente à medida que os leitores descobrem a importância de saber como se estrutura a indústria dos alimentos que chegam diariamente às suas mesas. O livro de Michael Pollan certamente é um importante alerta para um Brasil que se pretende transformar numa Arábia Saudita dos biocombustíveis.

O livro começa pela descrição da gigantesca monocultura de milho no estado de Iowa e volta até a origem da alta produtividade, com raízes na produção de sementes híbridas na década de 30, permitindo a mecanização da lavoura e dando início a um processo que rapidamente transformará os agricultores em reféns - mais do que em beneficiários - da agroindústria. Ao final da segunda guerra mundial, quando os Estados Unidos detinham imensos estoques de nitrato de amônia para a fabricação de explosivos, a solução encontrada foi o uso intensivo de fertilizantes. Também a indústria de pesticidas se estrutura com base nos estoques de produtos químicos destinados à fabricação de gases venenosos para uso militar.

Os excedentes da produção de milho precisam encontrar mercados e logo começam a ser utilizado na alimentação de animais, mesmo dos ruminantes, cujo sistema digestivo não é adaptado ao consumo de cereais.

Seguindo em busca da cadeia produtiva da agroindústria, Pollan viaja até Garden City, no estado de Kansas, e descreve a criação de gado bovino confinado, alimentado com milho, antibióticos e outros medicamentos, suplementos alimentares e estrogênio, gordura liquefeita e uréia sintetizada a partir do gás natural. Trinta e sete mil cabeças numa instalação que na linguagem da agroindústria norte-americana é conhecida como Operação Concentrada de Alimentação Animal (CAFO - Concentrated Animal Feeding Operation).

"Essa instalação se parece como uma cidade pré-moderna, sem espaço, imunda e mal-cheirosa, com o esgoto a céu aberto, ruas sem pavimentação e o ar tornado visível pela poeira. (...) A concentração de animais em meio à falta de higiene sempre foi uma receita para doenças. A única razão pela qual não ocorrem epidemias como nas cidades humanas medievais é o uso intensivo de antibióticos. (...) Essa alimentação da à carne a textura e o sabor que os consumidores norte-americanos passaram a gostar. No entanto, essa carne é menos saudável para nós, já que contem teor mais elevado de gorduras saturadas e menos ômega-3 do que as carnes do bovino alimentado no pasto. (...) Na medida em que se avança na compreensão desse sistema de produção, torna-se inevitável questionar se o que parece racional não é também uma loucura total".

Depois, o autor disseca o processamento dos alimentos consumidos nos EUA. Pode-se dizer que o cereal matinal é o protótipo desse modelo: a indústria transforma 4 centavos de dólar de milho comprado como commodity em 4 dólares de alimentos processados, com novas formas e sabores, vendidos em embalagens que atraem o olhar do consumidor, tudo com o apoio de grandes campanhas publicitárias. Para cada caloria de alimento assim processado são necessárias 10 calorias de combustível fóssil.

"Na General Mills eu ouvi, pela primeira vez, a expressão sistema alimentar. Essa expressão é mais atrativa e indicadora da alta tecnologia do que a palavra comida. E evita as conotações negativas de sua antecessora, alimento processado industrialmente. Os especialistas do setor falam, também, em proteína vegetal texturizada e em nutracêuticos".

Daí, o caminho até o McDonald's é denso de truques apoiados em estudos de mercado e na "ciência da alimentação". Foi o esforço para aumentar a receita de cadeias de cinema que, depois de muitas experiências, levou à criação dos imensos sacos de pipoca e copos de soda que hoje estão presentes em todos os locais dos EUA, tendo as crianças como alvo principal. Três em cada cinco norte-americanos têm o peso mais elevado do que o recomendável, um em cada cinco é obeso, e cada criança nascida depois de 2000 tem 33% de possibilidades de desenvolver diabetes.

"Atualmente, 19% das refeições norte-americanas são feitas em automóveis. Refeições compradas sem que a porta do veículo precise ser aberta, comidas sem que o carro tenha que parar, com o uso de uma só mão. De fato, essa é a genialidade dos nuggets de frango: poder consumir sem o uso de prato ou garfo. Não há dúvidas de que os pesquisadores do McDonald's estão neste momento trabalhando para que se possa fazer o mesmo com uma simples salada."

O livro de Pollan segue por caminhos fascinantes e sua leitura nos faz perguntar se é isso que queremos. A afirmação de que não haverá necessidade de desmatamento para a produção e a exportação de imensas quantidades de biodiesel se baseia na avaliação de que grandes áreas de pastagens podem ser convertidas para monoculturas de oleaginosas com um pouco de modernização de nossa agricultura... Isso, apenas para começar uma reflexão mais profunda sobre estilos de vida na era pós-petróleo.

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Fonte: Planeta Sustentável

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