22 de mar de 2010

Alimentos como fonte de energia

Reconhecendo a interação entre tudo e todos, encontrei um artigo em específico que sinto ser de grande valia para uma, ainda maior, compreensão de como a Mãe Terra se manifesta perante as 'leis' da vida e energeticamente se expressa.

Pois, se achamos que nos alimentamos apenas de calorias, carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, sais mineirais, estamos muito enganados. Isso é apenas uma porção da ciência humana mais bruta, dentro de outras ciências que lidam com uma energia mais sutil porém tão ou mais importante que esta.

Após essa leitura, não deixe de ler, 'A relação entre alimentação e vibração energética'.  E o mais importante de tudo isso - comece a colocar essas informações em prática.

Um brinde a vida!

Saúde!

Ursula Jahara**

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Alimentos como fonte de energia

Por Fátima Pinsard

Quando pensamos em alimentação e nos alimentamos, logo vem aos nossos sentidos a imagem de prazer, representada pelo paladar, pelo visual dos alimentos e pela sensação de assimilação e bem estar na digestão. Mas neste ponto encontramos a diferença entre comer e alimentar-se, pois uma alimentação com discernimento além do prazer proporciona equilíbrio e temos como consequência a saúde.

O ato da alimentação é a transmutação de uma espécie em outra, e segue a Ordem do Universo. Os antigos mestres orientais tomavam a natureza como o campo de pesquisa, onde a diversidade de fenômenos e a leis cíclicas da natureza estabelecem o universo como um todo, e este é mantido dinâmico e vivo graças a harmonia de cada componente.

Para viver de acordo com estas considerações, temos como referência as Fontes de Energia, que seguindo o Taoísmo são:

Fontes Primordiais:


Macrocósmica
Ancestral

Fontes de Manutenção:

Respiratória
Alimentar
Interpessoal

Para compreendermos o valor destas fontes, é fundamental inicialmente desenvolvermos a percepção no ato de respirar, alimentar-se e relacionar-se. Utilizando as fontes de manutenção de energia em conjunto e requerendo de cada uma a sua cota normal de energia vital, sem excessos ou faltas, podemos estar conectados com os ciclos da natureza e assim usufruirmos destas fontes de maneira harmoniosa e producente.

Por esta ótica, o alimento quanto fonte de energia não é apenas uma nova reforma alimentar ou acréscimos de alguns pontos de vista, mas sim a concepção da importância da alimentação na visão do homem global e sua relação com os reinos e ciclos da natureza.

Segundo o Taoísmo, para avaliarmos os fenômenos, partimos da observação das forças polarizadas em Yin e Yang. O frio, a água e a fêmea são exemplos de manifestação Yin, o calor, o fogo e o macho são exemplos de manifestação Yang. Yin simboliza os fatores dissolventes e transformadores e Yang simboliza os fatores organizadores e geradores.

Entre os alimentos observa-se as manifestações destas forças presentes; alguns têm influência expansiva (Yin), outros contrativa (Yang); alguns grandes, outros pequenos; alguns suculentos, outros secos; alguns leves, outros pesados; uns são verdes, outros vermelhos; uns crescem nas extremidades das árvores, outros nos solos; uns nascem no calor, outros no frio; uns são macios e facilmente se estragam e outros são compactos e facilmente estocáveis.


Para melhor compreensão, comparemos dois alimentos: melancia e trigo. A melancia é grande e o trigo é pequeno; a melancia é suculenta, o trigo é seco; a melancia cresce melhor no calor, o trigo em geral é plantado no outono, podendo suportar invernos rigorosos; a melancia não pode ser guardada por muito tempo sem refrigeração, o trigo mantém-se durante anos sem perder a forma ou o valor nutritivo. Podemos perceber que a melancia é uma alimento Yin e o trigo Yang. Mas nada é totalmente Yin ou Yang. Cada manifestação, no caso os alimentos, são mais Yin ou mais Yang em relação a outro.

Deste modo, podemos escolher nossos alimentos pelas estações do ano, por exemplo, no verão instintivamente queremos uma salada de frutas. O calor é uma manifestação Yang, portanto o verão é uma estação Yang, assim para que possamos nos equilibrar, ficaremos atraídos por alimentos Yin. Por outro lado, no inverno voltamo-nos para as sementes, frutos oleaginosos, leguminosas, alimentos de origem animal, sal e comidas mais fortes. Ao frio chamamos de Yin. Assim, o inverno é uma estação Yin, onde seremos atraídos por alimentos Yang.

Estas considerações resumem-se simplesmente nas afirmações: Yin atrai Yang e Yang atrai Yin; Yin repele Yin e Yang repele Yang.

Para que possamos verificar estas manifestações de energia nos alimentos, a mãe natureza nos dá o reino vegetal como a maior prova de que estes são antagônicos e complementares para o movimento cíclico da vida. Segundo a trimembração da planta, a atuação dessas forças difere em cada parte dela.

Podemos observar como exemplo as plantas superiores que dão flores e frutos, para entendermos melhor este processo:

Observamos que cada parte é gerada pela continuidade de forças opostas e complementares. As manifestações das forças telúricas e celestiais interagem incessantemente para este movimento.

Ao semearmos um vegetal, podemos perceber que a energia (Yin) da terra permite que a semente (Yang) possa se manifestar complementarmente.

No processo de crescimento, estaremos atentos a estes movimentos. Ao colocarmos a semente (Yang) - a origem da vida - na terra (Yin) - o colo da mãe natureza - a sua manifestação gerará a interação dessas duas energias, criando uma terceira, o Broto (Yin); o movimento Yin de expansão da semente (Yang). Com estes movimentos inicia-se a transformação em um processo rítmico de contração e expansão, criando assim o equilíbrio.

Do broto (Yin) são geradas as raízes (Yang) - movimento de contração - que mergulham no solo mineral e escolhem os minerais que lhe são necessários para estruturar-se da sua maneira específica; podemos chamar as raízes de "o alicerce da planta", para que esta tenha sua base estruturada para se desenvolver. Em seguida, o desenvolvimento do talo (Yin) - movimento de expansão - onde circula a seiva que é "o alimento da planta", o talo é o canal de interligação da energia telúrica com a energia celestial. Em seguida os nós (Yang) aparecem como a concentração da seiva para a formação da folha (Yin) - movimento de expansão - que tem grande importância na oxigenação celular; ela é quem dá à planta e a nós a condição de assimilação e depuração, por ser ela a parte da planta que de certa forma mantém os mesmos processos respiratórios de absorção de O2 e desprendimento de CO2, incomum ao homem e ao animal.

No crescimento rítmico do caule dá-se a continuidade do movimento da folha (Yin) formando o cálice (Yang) - movimento de contração - para dar origem a flor (Yin), que com sua manifestação de odor, cor, forma, formação do néctar e pólem (órgão de fecundação) promovem a sutilização das substâncias físicas em sensações anímicas. As flores são a polaridade das raízes, despertam em nós os sentimentos de beleza, pureza e amor, por estarem mais próximos da energia celestial, além da atração dos insetos, estabelecendo assim a interação dos reinos vegetal e animal.

A partir da flor (Yin) dá-se a formação dos frutos onde o cálice (Yang) torna a aparecer para dar origem ao fruto (Yin) - movimento de expansão - neles que estão contidas as sementes para que se dê a formação do vegetal; com a queda do fruto, a semente volta da terra, mantendo assim a continuidade do ciclo da vida.

Podemos observar também dois alimentos da mesma classificação, com natureza de propensão Yin ou Yang. Por exemplo: o trigo (Yang) e o milho (Yin).

É importante compreender que no caso, os dois são cereais de origem Yang, porém se manifestam com a intensidade desta energia, maior ou menor em relação ao outro. Para podermos estudar estas manifestações, observamos a sua cor, forma, textura e paladar, utilizando os nossos órgãos dos sentidos. O trigo (Yang) é pequeno e redondo, escuro, rijo, com o paladar forte; o milho (Yin), um grão maior, de cor clara, com mais água (Yin). Por este motivo nas regiões e estações quentes (Yang) ingerimos o milho (Yin) como o cereal assimilável, e o trigo (Yang) em regiões e estações frias (Yin).

Com estas relações, poderemos classificar energeticamente os alimentos, seguindo o ciclo da mãe natureza:

1. SEMENTES - YANG - "Origem da Vida"

Cereal: alimentos ricos em fibras, germens e carboidratos. Ex: arroz, trigo, milho, aveia, centeio, cevada, painço, etc.

Leguminosas: são frutos que nascem em vagem, são alimentos ricos em sais minerais, proteína vegetal, alimentos ácidos. Ex: grão de bico, ervilhas, lentilhas, vagem, ervilha torta e todos os feijões.

Sementes: alimentos ricos em proteína vegetal, óleos e fibras. Ex: gergelim, mostarda, papoula, abóbora, girassol, linhaça, etc.


2. BROTOS - YIN: alimentos ricos em sais minerais, vitaminas, água e energia vital (origens crus). Ex: brotos de feijão moyashi, alfafa, broto de qualquer semente.


3. RAÍZES - YANG

Raíz: alimentos ricos em fibras, vitaminas, sais minerais. Ex: nabo, beterraba, rabanete, cenoura, bardana, lótus, gengibre, ginseng, kabu.

Tubérculos: alimentos ricos em carboidratos. Ex: mandioca, cará, inhame, batata-doce, mandioquinha, batata, etc.


4. TALOS OU CAULES - YIN: alimentos ricos em fibras, sais minerais, fibras, vitaminas, enzimas. Ex: talos de todos os vegetais, agrião, espinafre, brócolos, couve-flor.


5. NÓS - YANG: concentração da seiva do alimento.


6. FOLHAS - YIN: alimentos ricos em clorofila, importantes para a oxigenação celular.

Folhas verde-claras: alimentos calmantes do sistema digestivo, ricos em água. Ex: alface, acelga, etc.

Folhas verde-escuras: ricas em clorofila, fibras, alimentos alcalinos e amargos. Ex: agrião, escarola, mostarda, catalônia, dente de leão, espinafre, etc.


7. CÁLICE DA FLOR - YANG

8. FLOR: alimentos ricos em vitamina D principalmente. Ex: couve-flor, brócolos, alcaparras, etc.


9. FRUTOS - YIN: alimentos ricos em sais minerais, vitaminas.

Frutos ácidos: tomate, pepino, berinjela, jiló, maxixe, quiabo, etc.

Frutos alcalinos: chuchu, abóbora, abobrinha, etc.


10. FRUTAS - YIN: todos os alimentos ricos em frutose, portanto carboidratos mais leves.

Com estas compreensões de equilíbrios de energia, poderemos nos auxiliar na sintonia com o meio em que vivemos, para alcançar um equilíbrio dinâmico e harmonioso. Estando atentos às estações, ao indivíduo e ao alimento mais adequado para cada movimento, poderemos assim nos auxiliar na consciência deste equilíbrio.

"A arte é a expressão através do belo"


Fonte: Escola Amor - FÁTIMA PINSARD

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