19 de jul de 2009

Frutas e vegetais: o segredo de uma alimentação saudável

A dieta mediterrânica evita os ataques cardíacos ao mesmo tempo que reduz as hipóteses de incidência de alguns cancros.

Saber escolher e preparar uma dieta adequada é fundamental para uma vida saudável. Os vegetais e os frutos devem estar cada vez mais presentes nos hábitos alimentares diários.

Milhões de pessoas morrem de fome em todo o mundo por insuficiência de alimentos. É, sobretudo, um problema de quantidade. Ao mesmo tempo, nos países ricos, outros tantos morrem por não saberem utilizar os alimentos que têm à sua disposição. Trata-se, essencialmente, de uma questão de qualidade.

Alimentar-se para se manter saudável não é, afinal, uma tarefa assim tão fácil como parece. Segundo as conclusões resultantes de um recente estudo científico, mesmo as populações ricas dos países industrializados não são capazes de garantir na sua alimentação os mínimos indispensáveis de micronutrientes - vitaminas e minerais -, embora as suas refeições se mostrem sobrecarregadas de calorias e de uma infindável lista de pratos disponíveis.

De forma mais alarmante, o estudo indica que as dietas de subsistência de grande parte dos países em vias de desenvolvimento não conseguem fornecer as quantidades adequadas de macronutrientes – hidratos de carbono, gorduras e proteínas - assim como dos micronutrientes indispensáveis para assegurar as exigências nutricionais básicas. Nestes casos, mais de que de qualidade, o problema é de quantidade.

Coma bem e viva melhor
À medida em que a ciência vai descobrindo as verdadeiras funções dos alimentos à base de plantas nos circuitos celulares estas vão adquirindo uma importância maior. Para além dos macronutrientes e das 13 vitaminas e 17 minerais essenciais para a saúde humana, os compostos naturais das plantas, designados por fitoquímicos, estão a receber uma atenção crescente por parte dos investigadores que procuram estabelecer uma relação entre a alimentação e a doença.

Os fitoquímicos - palavra criada a partir do grego phitos, que significa planta - não têm, ao contrário das vitaminas e dos minerais, qualquer valor nutricional conhecido. Mas isso não quer dizer que não sejam essenciais para uma dieta saudável.

Alguns fitoquímicos, como a digitalis ou a quinina são usados há centenas de anos como medicamentos. Outros actuam como anti-oxidantes, que protegem as células da oxidação e dos radicais livres. Só muito recentemente foram reconhecidos como poderosos agentes potenciais capazes de oferecer protecção para doenças como certos tipos de cancros. Para além disto, podem ainda ser eficazes na dieta adequada a acompanhar o envelhecimento.

Cancro, frutos e vegetais
Desde o início dos anos 70 que os cientistas um pouco por todo o mundo constataram que as pessoas que seguiam dietas contendo essencialmente frutos e vegetais apresentavam os mais baixos níveis de incidência relativamente a certos cancros. Outras tinham conseguido efeitos protectores a partir de certos elementos vegetais, como frutos secos, gramíneas e sementes. A evidência mais ampla sugere que consumir boas quantidades de frutos e vegetais pode fazer diminuir o risco do aparecimento de vários tipos de cancro.

Experimente mudar
Peritos nutricionistas têm vindo a encorajar as populações dos países desenvolvidos a mudarem o seu tipo de alimentação para uma dieta mais baseada em produtos vegetais. Entre as recomendações e conselhos mais importantes destacam-se o consumo muito frequente de alimentos à base de cereais, frutos e vegetais. São precisamente estes os produtos que as sociedades mais desenvolvidas menos consomem.

Uma dieta recomendável
Seis organismos nacionais norte-americanos relacionados com a saúde fizeram uma revisão geral das provas científicas sobre a influência da alimentação na doença coronária, no cancro, na obesidade e na diabetes.

Para 2 em cada 3 pessoas que não fumam e não bebem excessivamente, uma escolha pessoal parece influenciar mais do que qualquer outra as perspectivas de uma vida saudável a longo termo - aquilo que comemos -, foi o consenso geral dos cientistas. Em consequência, estabeleceram as seguintes recomendações para uma dieta conveniente:
- Contrabalance os alimentos que ingere com actividade física. Mantenha ou melhore o seu peso;
- Faça uma dieta à base de muitas sementes, vegetais e frutos;
- Faça uma dieta baixa em gorduras, em gorduras saturadas e em colesterol;
- Faça uma dieta moderada em açúcares;
- Faça uma dieta moderada em sal e sódio
- Se toma bebidas alcoólicas, faça-o moderadamente

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