31 de ago. de 2007

Eurphoria Loves RAWvolution

O Mistura Viva fez questão de verificar o Euphoria Loves RAWvolution em Santa Monica, California. Um restaurante dedicado a cozinha 100% energia crua-viva!!



Para assistir o video, basta clicar uma vez na tela para liberá-la e uma vez para iniciar o vídeo.

O DILEMA DO ONÍVORO - Livro de Michael Pollan

Por Luiz Prado - Planeta Sustentável - 24/07/2007

Nos EUA, são necessárias duas calorias de fertilizantes sintetizados a partir do petróleo para produzir uma caloria de milho. E como o gado bovino é alimentado com milho, quase um barril de petróleo é consumido para cada animal abatido. Os excedentes da produção de milho estão na origem tanto da abundância quanto da obesidade. Os subsídios governamentais são generosos, o alimento industrializado tem preços baixos, mas dão origem aos altos índices de obesidade que custam algo em torno de 90 bilhões de dólares por ano em despesas médicas. Ou esses excedentes atravessam a fronteira do México, onde liquidam com os pequenos produtores.

Toda uma complexa cadeia de interesses gira em torno da produção de milho, impedindo que cessem os subsídios. A insensatez do agronegócio é objeto de um fascinante livro intitulado "O Dilema do Onívoro", que faz sucesso crescente à medida que os leitores descobrem a importância de saber como se estrutura a indústria dos alimentos que chegam diariamente às suas mesas. O livro de Michael Pollan certamente é um importante alerta para um Brasil que se pretende transformar numa Arábia Saudita dos biocombustíveis.

O livro começa pela descrição da gigantesca monocultura de milho no estado de Iowa e volta até a origem da alta produtividade, com raízes na produção de sementes híbridas na década de 30, permitindo a mecanização da lavoura e dando início a um processo que rapidamente transformará os agricultores em reféns - mais do que em beneficiários - da agroindústria. Ao final da segunda guerra mundial, quando os Estados Unidos detinham imensos estoques de nitrato de amônia para a fabricação de explosivos, a solução encontrada foi o uso intensivo de fertilizantes. Também a indústria de pesticidas se estrutura com base nos estoques de produtos químicos destinados à fabricação de gases venenosos para uso militar.

Os excedentes da produção de milho precisam encontrar mercados e logo começam a ser utilizado na alimentação de animais, mesmo dos ruminantes, cujo sistema digestivo não é adaptado ao consumo de cereais.

Seguindo em busca da cadeia produtiva da agroindústria, Pollan viaja até Garden City, no estado de Kansas, e descreve a criação de gado bovino confinado, alimentado com milho, antibióticos e outros medicamentos, suplementos alimentares e estrogênio, gordura liquefeita e uréia sintetizada a partir do gás natural. Trinta e sete mil cabeças numa instalação que na linguagem da agroindústria norte-americana é conhecida como Operação Concentrada de Alimentação Animal (CAFO - Concentrated Animal Feeding Operation).

"Essa instalação se parece como uma cidade pré-moderna, sem espaço, imunda e mal-cheirosa, com o esgoto a céu aberto, ruas sem pavimentação e o ar tornado visível pela poeira. (...) A concentração de animais em meio à falta de higiene sempre foi uma receita para doenças. A única razão pela qual não ocorrem epidemias como nas cidades humanas medievais é o uso intensivo de antibióticos. (...) Essa alimentação da à carne a textura e o sabor que os consumidores norte-americanos passaram a gostar. No entanto, essa carne é menos saudável para nós, já que contem teor mais elevado de gorduras saturadas e menos ômega-3 do que as carnes do bovino alimentado no pasto. (...) Na medida em que se avança na compreensão desse sistema de produção, torna-se inevitável questionar se o que parece racional não é também uma loucura total".

Depois, o autor disseca o processamento dos alimentos consumidos nos EUA. Pode-se dizer que o cereal matinal é o protótipo desse modelo: a indústria transforma 4 centavos de dólar de milho comprado como commodity em 4 dólares de alimentos processados, com novas formas e sabores, vendidos em embalagens que atraem o olhar do consumidor, tudo com o apoio de grandes campanhas publicitárias. Para cada caloria de alimento assim processado são necessárias 10 calorias de combustível fóssil.

"Na General Mills eu ouvi, pela primeira vez, a expressão sistema alimentar. Essa expressão é mais atrativa e indicadora da alta tecnologia do que a palavra comida. E evita as conotações negativas de sua antecessora, alimento processado industrialmente. Os especialistas do setor falam, também, em proteína vegetal texturizada e em nutracêuticos".

Daí, o caminho até o McDonald's é denso de truques apoiados em estudos de mercado e na "ciência da alimentação". Foi o esforço para aumentar a receita de cadeias de cinema que, depois de muitas experiências, levou à criação dos imensos sacos de pipoca e copos de soda que hoje estão presentes em todos os locais dos EUA, tendo as crianças como alvo principal. Três em cada cinco norte-americanos têm o peso mais elevado do que o recomendável, um em cada cinco é obeso, e cada criança nascida depois de 2000 tem 33% de possibilidades de desenvolver diabetes.

"Atualmente, 19% das refeições norte-americanas são feitas em automóveis. Refeições compradas sem que a porta do veículo precise ser aberta, comidas sem que o carro tenha que parar, com o uso de uma só mão. De fato, essa é a genialidade dos nuggets de frango: poder consumir sem o uso de prato ou garfo. Não há dúvidas de que os pesquisadores do McDonald's estão neste momento trabalhando para que se possa fazer o mesmo com uma simples salada."

O livro de Pollan segue por caminhos fascinantes e sua leitura nos faz perguntar se é isso que queremos. A afirmação de que não haverá necessidade de desmatamento para a produção e a exportação de imensas quantidades de biodiesel se baseia na avaliação de que grandes áreas de pastagens podem ser convertidas para monoculturas de oleaginosas com um pouco de modernização de nossa agricultura... Isso, apenas para começar uma reflexão mais profunda sobre estilos de vida na era pós-petróleo.

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Fonte: Planeta Sustentável

27 de ago. de 2007

Alimentação Viva

Texto de Antonio Lino

Em Brasília, o Dudu me apresentou os germinados. No Rio, a Pri me apresentou os germinadores. O Marcelo, a Mirele, o João e o Cadu trabalham na Oficina da Semente, na Lapa, uma combinação de bistrô naturalista e espaço educativo.

Assim como muitos carnívoros acham que os vegetarianos só comem salada, eu, como vegetariano, achava que os crudívoros se sacrificavam numa dieta muito rigorosa e pouco saborosa.

Todo dia descubro em mim alguma nova ignorância, graças a Deus. Assim aprendo:

1) O suco verde é o eixo central da culinária viva (baseada em frutas, legumes, verduras, raízes, ervas, brotos e, principalmente, sementes e castanhas germinadas, tudo cru e, de preferência, orgânico). Toda água do suco vem dos próprios ingredientes, uma combinação de folhas (agrião, couve, repolho, alface...), legumes (pepino, cenoura, abóbora...) e sementes germinadas (trigo, girassol, linhaça, gergelim...), batidos no liquidificador com maçã, a fruta base da bebida. Recomenda-se o uso de um coador de organza, ou algum outro tecido sintético similar. O suco é, e deve ser, delicioso. O segredo é fazer.

2) No liquidificador, a maçã, os legumes e as raízes entram antes, pra ficar perto da hélice. Depois, os grãos germinados. E por fim, as folhas. A cenoura e o pepino são ótimos socadores.

3) O ideal é comer as sementes com os brotos ainda miúdos, assim que eles aparecem. Passado algum tempo do processo de germinação, surgem substâncias de difícil digestão e, em alguns casos, como o amendoim, por exemplo, até nocivas para a saúde.

4) As lentilhas, o feijão azuki, o feijão moyashi, a soja, o grão-de-bico e o amendoim devem ser descascados logo depois do molho.

5) Na culinária viva, nada se cozinha. Tudo é cru ou, no máximo, amornado em panela de barro ou no forno aquecido e desligado, numa temperatura em que se possa manter as mãos sem se queimar.

Só pra dar uma idéia do que é possível fazer com germinados crus e um pouco de criatividade: milk-shake, pirão, vatapá, caldeirada de frutos do mato, moqueca de algas, paella, sushi, farofa, almôndegas, cream cracker, cookies, pão e até jujubas.

Mas esse banquete todo, colorido e saboroso, é só a ponta do iceberg. A alimentação viva é movimento social, medicina e visão de mundo. Uma das maiores referências no assunto é a Ana Branco, do BioChip. No site dela tem alguns textos, pra quem quiser saber mais.

Vida longa à Oficina da Semente!

Clique aqui para conhecer o Blog do Antonio Lino

Prato do Dia


Por Antonio Lino

Quando saí de São Paulo estava comendo até frango. Previa dificuldades para manter uma dieta vegetariana muito rigorosa na estrada e comecei a fazer concessões de antemão, como uma forma de acostumar meu corpo e meu paladar ao que eu achava que viria.

Mas Deus não incluiu o dom da vidência na minha receita e o realizado se deu exatamente pelo avesso do previsto: desde que comecei a viagem não passou carne pelo meu prato. Estou comendo muito bem e, o que é melhor, gastando muito pouco.

Continuando...

24 de ago. de 2007

Efeitos da temperatura sobre a vida


Rev. George Malkmus

Depois de eu ter recebido o diagnóstico de câncer do cólon, em 1976, o evangelista Lestor Roloff me aconselhou a mudar meus hábitos alimentares, da alimentação americana padrão (baseada no consumo de carne), consumida no mundo inteiro, para a alimentação de alimentos vivos, a alimentação da Bíblia, descrita em Gênesis 1:29.

Comecei a melhorar quase que imediatamente!! Após um ano da nova alimentação, o meu tumor, do tamanho de uma bola de beisebol, havia desaparecido, assim como todos os meus outros problemas físicos. Esta experiência foi o começo de uma procura que continua até os dias de hoje (27 anos depois), estudando tudo o que posso sobre esse corpo físico que Deus me deu e como conquistar e manter boa saúde.

Minha busca pelo conhecimento da saúde perfeita tem sido muito interessante e, às vezes, difícil, embora as bases tenham sempre sido simples, bem definidas e seguras! Desde o início de minha busca, aprendi que meu corpo é um organismo vivo, composto de células vivas, criado por Deus para ser nutrido com alimentos vivos (crus)! Portanto a alimentação dos alimentos vivos, a alimentação em Gênesis 1:29, que Deus deu à humanidade desde o início, condizia perfeitamente com aquilo que eu estava aprendendo e fazia muito sentido. Me dei conta também, que todo animal selvagem criado por Deus — que seja carnívoro ou vegetariano — consumia seus alimentos em sua forma natural, crua, desde a criação.

Eu quero falar com vocês da temperatura dos alimentos que ingerimos, porque a temperatura pode fazer a diferença entre vida e morte. Notem que, nos parágrafos anteriores, enfatizei as palavras “vivo” e “cru”! Entre todas as coisas que aprendi nos últimos 27 anos, nada foi mais importante do que saber se os alimentos que como estão vivos (crus) ou mortos (cozido)!

Eis porque. A temperatura de nosso corpo é de aproximadamente 37ºC. Se a temperatura de algum ente querido sobe acima de 40ºC, ficamos muito preocupados e com razão. À temperatura de 42ºC, as células do nosso cérebro começam a morrer e, quando a temperatura interna chega a 43ºC, a pessoa geralmente morre!

Em 2001, Korey Stringer, um jogador americano de críquete, desmaiou durante o treinamento. A temperatura do seu corpo estava em 43ºC. Na manhã seguinte, ele morreu da insolação.

Muitas vezes, em meus seminários, eu conto a história verdadeira de duas mães que deixaram seus filhos no carro, em um dia quente e ensolarado de verão. Quando a primeira mãe correu com o filho para o hospital, a sua temperatura interna estava em 42º. A criança sobreviveu, mas sofreu graves danos cerebrais permanentes. A segunda mãe encontrou seu filho inconsciente, porém ainda respirando. Correu para o hospital, onde foi constatado que a temperatura interna da criança estava em 43ºC. A criança morreu!

Por que estou lhes contando essas histórias tão tristes? Porque da mesma forma como a temperatura afeta a vida do corpo humano, a temperatura também afeta a vidados alimentos que comemos! Na temperatura de aproximadamente 42ºC, a força vital dos alimentos começa a desaparecer e as enzimas começam a morrer. Na temperatura de aproximadamente 50ºC toda a atividade das enzimas cessa e o alimento morre! Em outras palavras, o calor destruiu a sua força vital.

Lembre-se que o seu corpo é um organismo vivo, composto por células vivas, criadas por Deus para serem nutridas por alimentos vivos (crus). A alimentação que Deus deu à humanidade, em Gênesis 1:29, foi uma alimentação viva, de alimentos crus! Como é que eu sei disso? O fogo ainda não havia sido descoberto e sabemos que não havia fogão elétrico, a gás, ou microondas, para cozinhar. A base da Alimentação Aleluia é consumir a maioria dos nossos alimentos na sua forma natural, crua, viva, como fornecida pela natureza. Esta é a chave para a vida física!
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Fonte: Revista “Back to the Garden” nº 25, publicada por Hallelujah Acres www.hacres.com
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www.taps.org.br

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