27 de ago de 2007

Alimentação Viva

Texto de Antonio Lino

Em Brasília, o Dudu me apresentou os germinados. No Rio, a Pri me apresentou os germinadores. O Marcelo, a Mirele, o João e o Cadu trabalham na Oficina da Semente, na Lapa, uma combinação de bistrô naturalista e espaço educativo.

Assim como muitos carnívoros acham que os vegetarianos só comem salada, eu, como vegetariano, achava que os crudívoros se sacrificavam numa dieta muito rigorosa e pouco saborosa.

Todo dia descubro em mim alguma nova ignorância, graças a Deus. Assim aprendo:

1) O suco verde é o eixo central da culinária viva (baseada em frutas, legumes, verduras, raízes, ervas, brotos e, principalmente, sementes e castanhas germinadas, tudo cru e, de preferência, orgânico). Toda água do suco vem dos próprios ingredientes, uma combinação de folhas (agrião, couve, repolho, alface...), legumes (pepino, cenoura, abóbora...) e sementes germinadas (trigo, girassol, linhaça, gergelim...), batidos no liquidificador com maçã, a fruta base da bebida. Recomenda-se o uso de um coador de organza, ou algum outro tecido sintético similar. O suco é, e deve ser, delicioso. O segredo é fazer.

2) No liquidificador, a maçã, os legumes e as raízes entram antes, pra ficar perto da hélice. Depois, os grãos germinados. E por fim, as folhas. A cenoura e o pepino são ótimos socadores.

3) O ideal é comer as sementes com os brotos ainda miúdos, assim que eles aparecem. Passado algum tempo do processo de germinação, surgem substâncias de difícil digestão e, em alguns casos, como o amendoim, por exemplo, até nocivas para a saúde.

4) As lentilhas, o feijão azuki, o feijão moyashi, a soja, o grão-de-bico e o amendoim devem ser descascados logo depois do molho.

5) Na culinária viva, nada se cozinha. Tudo é cru ou, no máximo, amornado em panela de barro ou no forno aquecido e desligado, numa temperatura em que se possa manter as mãos sem se queimar.

Só pra dar uma idéia do que é possível fazer com germinados crus e um pouco de criatividade: milk-shake, pirão, vatapá, caldeirada de frutos do mato, moqueca de algas, paella, sushi, farofa, almôndegas, cream cracker, cookies, pão e até jujubas.

Mas esse banquete todo, colorido e saboroso, é só a ponta do iceberg. A alimentação viva é movimento social, medicina e visão de mundo. Uma das maiores referências no assunto é a Ana Branco, do BioChip. No site dela tem alguns textos, pra quem quiser saber mais.

Vida longa à Oficina da Semente!

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Um comentário:

  1. Anônimo19:57

    Cara nada contra, mais acho que falta uma proteína.

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