7 de nov de 2007

A MÃE TERRENA

(O Evangelho Essênio da Paz, Edmond Bordeaux Szekely)

A Mãe Terrena está em ti e tu estás nela.
Ela te deu à luz; ela te deu a vida.
Foi ela quem te deu o corpo.
Que a ela, um dia, devolverás.
Bem-aventurado serás tu quando a conheceres
E conheceres o seu reino.
Se receberes os anjos de tua Mãe
E cumprires as suas leis.
O que faz essas coisas nunca verá moléstia.
Pois o poder de nossa Mãe está acima de tudo.
Ela tem o governo de todos os corpos dos homens
E de todas as coisas vivas.
O sangue dela cai das nuvens,
Salta do ventre da terra,
Murmura nos ribeiros das montanhas,
Corre, amplo, nos rios das planícies,
Dorme nos lagos,
Enfurece-se enormemente nos mares tempestuosos.
O ar que respiramos
Nasceu do sopro da nossa Mãe Terrena.
Seu alento é azul nas alturas dos céus,
Suspira no topo das montanhas,
Sussurra nas folhas da floresta,
Eleva-se sobre os trigais,
Descansa nos vales profundos,
Arde, quente, no deserto.
A dureza ds nossos ossos
Nasceu dos ossos de nossa Mãe Terrena,
Das rochas e das pedras.
Elas estão nuas debaixo dos céus
No cimo das montanhas,
São quais gigantes adormecidos
Nas encostas dos morros,
Como ídolos erguidos no deserto,
E estão escondidas nas profundezas da terra.
A delicadeza da nossa carne
Nasceu da carne de nossa Mãe Terrena,
Cuja carne se torna amarela e vermelha
Nos frutos das árvores,
E nos alimenta nas leiras dos campos.
A luz de nossos olhos,
A audição de nossos ouvidos,
Nasceram ambas das cores e dos sons
De nossa Mãe Terrena;
Que nos envolve
Como as ondas do mar envolvem o peixe,
Como o ar que turbilhona envolve o pássaro.
O Homem é Filho da Mãe Terrena,
E dela o Filho do Homem
Recebeu todo o seu corpo,
Assim como o corpo da criancinha recém-nascida
Nasce do ventre de sua mãe.
Estás unido a Mãe Terrena;
Ela está em ti e tu estás nela.
Dela nasceste, nela vives,
E a ela voltarás outra vez.
Cumpre, portanto, as suas leis,
Pois ninguém pode viver muito, nem ser feliz,
Se não honrar sua Mãe Terrena
E não lhe cumprir as leis.
Pois o teu alento é o alento dela,
O teu sangue é o sangue dela,
Os teus ossos são os ossos dela,
A tua carne é a carne dela,
Teus olhos e teus ouvidos,
Sãos os olhos e ouvidos dela.
Nossa Mãe Terrena!
Somos sempre abraçados por ela,
Sempre cercados pela sua beleza.
Nunca poderemos separar-nos dela;
Nunca poderemos conhecer-lhe as profundezas.
Ela está semrpe criando formas novas;
O que agora existe nunca existiu antes.
O que já existiu não retorna.
Em seu reino tudo é sempre novo e sempre velho.
Vivemos no meio dela e não a conhecemos.
Ela fala conosco de contínuo,
Mas nunca trais os seus segredos para nós.
Sempre lavramos os seu solo e apanhamos as suas colheitas,
E, no entanto, não temos poder nenhum sobre ela.
Ela constrói sempre, ela destrói sempre,
E seu local de trabalho está escondido aos olhos dos homens.

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