21 de fev. de 2009

Confissões de uma 'ex' 90-100% crudívora

Por Ursula Jahara - 20 de Fevereiro de 2009.

Minha jornada dentro da alimentação viva foi postada anteriormente, e esse espaço, aqui, está sendo voltado apenas para minha confissão - minhas observações (não conclusões).

Através do Mistura Viva, minha intenção foi sempre de compartilhar artigos que nos cutuquem de alguma forma. Artigos que nos fazem questionar o que vem acontecendo ao nosso redor (nosse meio ambiente) e nosso ambiente interno (nosso corpo). Porém hoje, eu decidi compartilhar com vocês, não artigo de terceiros, mas um pouco da minha própria caminhada dentro da alimentação viva, e espero que sirva como um clique para muita gente.

Há alguns dias resolvi escrever um email para alguns amigos compartilhando um pouco -muito pouco mesmo - da minha jornada dentro da alimentação viva, durante o período que me mudei para a Califórnia - terra santa para qualquer um que queira iniciar essa jornada, afinal grandes 'gurus', restaurantes, alimentos orgânicos, produtos 'raw' (crus) já nas prateleiras dos diversos mercados voltados para a conscientização ambiental (interno/externo) e na internet, eventos, potlucks (reuniões/jantares), livros saindo pela culatra e muito mais, estão lá. A onda é...se tornar um 'raw foodist' (crudívoro). Muitos benefícios sem sombra de dúvida, mas como eu gosto de observar, cheguei a 'conclusão' de que, pelo menos nos Estados Unidos, os diversos 'gurus' dentro da alimentação viva, entraram numa 'gerra de egos'. Deixa eu ser um pouco mais clara. 'Cada' um deles chegou a mesma conclusão -alimentos crus-vivos apenas, porém cada um sugere (ou não) alimentos diferentes em seus mais diversos livros. Peraí, serei ainda mais clara.

Como os Estados Unidos é o país da 'abundância' e da competição, é possível conseguir alguns produtos - crus, como amendoas, nozes, castanha do Pará (Brazil nut) - mais barato lá do que em nosso próprio país, sementes de girassol (pronto para o consumo), sementes de linhaça dourada, sementes de gergilim, e etc, tudo em 'abundância' e com preços incompatíveis. Será que eu mencionei que todos esses, ou quase, produtos que comprava são orgânicos? Pois bem, alguns desses 'gurus' utilizam uma grande quantidade desses produtos acima mencionados em suas receitas super elaboradas, de dar inveja a qualquer 'chef' Francês. Aí entra toda a minha questão.

Em 2007, a partir de Março mais ou menos, foi o período em que me alimentei, juntamente ao meu marido (ex), basicamente (95%) de alimentos crus/vivos. Abusamos de verduras, vegetais, frutas, coco verde (importado da Tailândia - só rindo mesmo), sementes de sarraceno germinada e depois desidratada (nossa granola de 'todo' dia), e muitas sementes, amendoas, castanhas (em pastas, leites, sobremesas, x, y e z), e a maioria era orgânico - quanto mais orgânico melhor (realmente essa é minha filosofia, afinal pelo menos o terreno de nosso planeta deve ser respeitado). Oba, uma alimentação variada, com sucos centrifugados - de vegetais, enriquecida com proteínas vegetais, gorduras de excelente qualidade, cores (muitas cores), verdes (de tonalidades diversas), sabores irresistíveis, mas....nada disso foi o suficiente para manter o nosso peso. Passamos por um período um tanto complicado, e estressante, e parecia que mesmo comendo bem, algo estava errado - meu peso despencou. Muitos de vocês devem estar com um sorriso enorme no rosto, e batendo palmas e se preparando para sua mais nova 'dieta' - e uns quilinhos a menos, só que em nosso caso, não foi bem assim, afinal já eramos magros. Por que estavamos perdendo tanto peso (para mim 5kg já é uma perda de peso considerável), por que mesmo com uma alimentação - que muitos 'gurus' dizem que energiza, a mente fica mais clara, as dores desaparecem, cheios de promessa...nosso nível de estresse estava alto, e nosso peso despencando? Ficou tudo muito confuso, mas jamais pensamos em desistir. Compramos um livro, dois livros, três...dez. Como mencionei anteriormente, uns utilizavam grande quantidade de sementes, castanhas, amendoas; outros não utilizavam cereias germinados; enquanto outros utilizam pouca quantidade de frutas - principalmente as doces - pois grande quantidade de açúcar, mesmo que proveniente de frutas gera um ambiente proprício a bactérias indesejáveis, mofo interno, fungos, e etc. Se fossemos tirar o que cada um deles é 'contra', provavelmente estariamos nos alimentando apenas de - água. Enfim, uma batalha de informações que faz com que nós, leigos, entremos em parafuso.

Sim, 2007 e 2008 foi um momento de muita mudança para mim - falecimento de minha mãe no final de 2006, aguardando minha residência nos Estados Unidos, e alguns outros pontos, mesclados com muitos momentos de prazer também, afinal moramos a 10 min da praia de Carlsbad - sugestão para quem quer visitar a costa Californiana! -, abençoadas práticas de Yoga, rodando restaurantes com alimentação viva, trabalhamos no Raw Spirit Festival no Sedona, Arizona,

Enfim, toda essa introdução para chegar a um único ponto, o email que enviei a alguns amigos, foi o seguinte:

Companheiros de jornada,

vou compartilhar algo com vocês, ok.

hoje eu estava em Ipanema e vi a Gabriela Alves - exatamente - filha da Tânia Alves, num restaurante natural. Quando ela saiu - me assustei, pois eu sei q ela vem coordenando cursos de alimentacao viva, e a cozinha do Spa Maria Bonita que é dela e da mãe. E aí entra a minha pergunta que NÃO quer calar!!!
O que acontece com tanta perda de peso?? Abaixo um artigo postado no Portal Caras - nao, eu não leio Caras, mas fui buscar algo no Google sobre a Gabriela, exatamente por ter me assustado com o que vi hoje.

Parte da entrevista: "... Hoje, estou mais magra do que devia, por conta de uma temporada de cinco anos em São Paulo, de muita correria no trabalho e pouca qualidade de vida. Mas não estou anoréxica! Como bem e minha saúde está ok, com todos exames em dia", ressalta Gabriela, atualmente com 45 quilos em 1m64."

O que exatamete acontece com nossos corpos?? Se nos nutrimos de tanta saúde vinda dos alimentos orgânicos, crus, com tanta vitalidade e etc... pq ficamos, de certa forma, 'enfraquecidos'?? Estou generalizando, mas é para mostrar que isso não apenas acontece com a Gabriela. Quando eu trabalhei no Raw Spirit Festival (evento de alimentação viva - respeito ao Planeta e nosso corpo) - em Sedona, Arizona - fiquei um tanto assutada com algumas pessoas que são tidas como 'gurus' nesse 'ramo'. Assim como outras, como a Victoria Bontenko (que é o oposto da magreza), que me passa FALTA de saúde. Não julgo ninguém - outros ou eu mesma -, mas SIM, eu OBSERVO!

Essa semana, resolvi frequentar o Nirvana - um Yoga Studio (amo muito tudo isso) - aqui na Gavea, no Rio, e no cardápio do restaurante - orgânico - deles vinha dizendo: Dizem que você é aquilo que come. Mas, na verdade, voce é muito mais: é o que lê, pensa, faz e cada decisão que toma.

E realmente - isso tudo forma o nosso corpo - isso tudo é o nosso alimento. Mais do que nunca - olhando pra mim mesma - vejo que a alimentação (ingerida) não é a única vilã ou amiga. Acredito piamente que o emocional e o movimento corporal interferem muito mais do que o alimento ingerido (falo de alimento, e não de produtos industrializados = junk food). Sinto na minha pele e osso, que mesmo permanecendo no cru por um bom tempo, e há alguns meses que não estou mais 100%, meu corpo simplesmente secou - dos 55kg, bem destribuidos, para os 50kg que hoje peso (altura 1,67). Se eu gosto?? Não, eu não gosto! Não
gosto de me olhar no espelho e ver que ali está faltando - força e vitalidade. Não gosto de ver o rosto chupado, as pernas magras, e etc. Na busca de uma alimentação 'perfeita', eu me tornei - "imperfeita".

E aqui digo: o emocional e o sedentarismo (falta de estimulo muscular), eles mesmos - os grandes vilões.

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Quero deixar bem claro que esse meu email NÃO SIGNIFICA que eu não acredite na alimentação crua-viva, pelo contrário, acredito (e amo) muito. Mas o foco aqui foi mostrar que SOZINHA ela não faz milagres. E que por mais que seja 'crua-viva', é importante que saibamos identificar quando o corpo está bem, ou não - no meu caso a perda de peso foi um sinal não agradável. Bater numa única tecla, mesmo enxergando que algo está deficiente no corpo (físico, mental e espiritual), não é realmente enxergar.

Discernimento acima de tudo. Afinal, estamos todos de passagem nesse planeta; somos todos aprendizes.

Estarei postando em breve um artigo (discutido) por Frederic Patenaude - crudivoro, Canadense, autor do livro 'The Raw Secrets', entre outros - postado por ele em 16/02/2009.

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Leia meu novo depoimento postado em 10/Ago/09:
'RE-Conectando com a Alimentação Viva'

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20 de fev. de 2009

Minha Jornada dentro da Alimentação Viva

Por Ursula Jahara - Agosto/2007


Aqui compartilho parte dessa minha jornada dentro da alimentação energeticamente viva - raw living foods.

Antes de falar sobre minha jornada com a alimentação viva, irei contar um pouco sobre como essa conexão com a alimentação se iniciou.

Desde pequena sempre fomos – eu e meus irmãos – acostumados a mesa farta, tanto em casa, quanto na casa dos meus avós maternos. Mesa farta no sentido de muita variedade – frutas diversas, verduras com colorações diferentes, raízes, legumes, vegetais variados, frutas secas, castanhas, entre outras muitas coisas. Não crescemos com batatas fritas, arroz branco (leia-se hiper refinado) e bife. Aliás, aos 5 anos de idade eu já não mais sabia o que era comer carne de animais mamíferos, graças a minha grande mãe, Virgínia Jahara (autora do livro ‘Rebirthing, O Novo Yoga, editado pela Ed Pensamento). Aos 10 anos de idade comecei a questionar e olhar para aqueles franguinhos assados, sem mais desejá-los. Por que eu estava comendo a carne, o corpo daquele animal? Meu corpo, minha mente começaram a rejeitar aquela idéia.

Em minha adolescência, apesar de permanecer vegetariana, diríamos, SEM comer animais, a alimentação ainda era bastante processada, industrializada, alimentos refinados, e etc.

O tempo foi passando... e mais informações, mais percepção, mais sensibilidade para o que eu estava colocando para dentro de meu próprio templo – meu corpo.

Em meados de 2001, morando na Califórnia, entrei em contato com a 'alimentação viva', quando participei de uma palestra com David Wolfe (www.davidwolfe.com) em Huntington Beach, sobre os benefícios, a vibração, a simplicidade, a realidade, a natureza de uma alimentação natural-crua-viva, e não desnaturada pelo cozimento, pelo processamento, industrialização, e assim por diante. Fiquei fascinada com tanta informação iluminada e o mais importante – o simples dentro do 'já' complexo! Além do jantar que foi oferecido por uma Raw Food Chef – Ursula - que hoje em dia tem um fantástico e delicioso restaurante chamado GoodMoodFood. Nesse periodo eu me alimentava de 60% “vivo”, 40% cozidos, ou sei lá o que, mas sempre do reino vegetal.


Em 2002, segui para uma viagem a India por 4 meses, onde foi praticamente impossível (ou por falta de vontade maior) permanecer, ou dar continuidade a alimentação viva, pois morando e trabalhando em um centro de meditação e viajando pela India, muitas vezes 'dependia' do que estava disponivel em tais lugares.

Em Abril de 2003, de volta ao Brasil, o caminho da alimentação viva me atraiu novamente. Entrando em contato com o trabalho belissimo que a Ana Branco faz na PUC no Rio de Janeiro, comecei de novo a me unir a esse estilo de vida.


Em Novembro de 2004, participei do Congresso Vegetariano Mundial que aconteceu em Florianópolis, no sul do Brasil. Naquele momento, pessoas, e 'luzes' me cercaram de uma forma que me fascinou.

Congresso Vegetariano Mundial, Florianópolis, 2004

A alimentação viva estava presente no congresso e foi demonstrada, não apenas por Ana Branco e sua equipe, mas também por Dr. Alberto Gonzalez (responsável pelo projeto Oficina da Semente e autor do livro "Lugar de Médico é na Cozinha"), por Aris La Tham (que deu palestra e demonstração fabulosa), Victoria Bontenko, além de outros estrangeiros - raw foodists - que palestraram no congresso.

A troca de informações foi intensa, pessoas que cruzaram meu caminho me fizeram enxergar novamente a beleza da alimentação energéticamente viva. Retornei ao Rio respirando aquela energia.

Em Dezembro de 2004, fui ao encontro de amigos, uns vegetarianos e outros no caminho do ‘vivo’ (Milene Mattar, Flávio Passos, Ana Virginia, Alexandre, Rodrigo, Léo Tolentino...) em Belo Horizonte, MG (e aqui deixo meu grande beijo e sorriso a Milene e sua família que me receberam com braços mais do que abertos). Uma semana espetacular de pura energia CRUA. No primeiro dia, pequena demonstração ‘viva’ (experimental) com Flávinho (Flávio Passos); os outros dias foram tomando forma (Milene Mattar e Léo Tolentino presentes!) - experimentos de pratos muito coloridos, brotos diversos, sabores ricos, e uma energia contagiante!

No início de 2005, entrei em contato com Dr. Alberto Gonzalez (pessoa super querida) e fui ao encontro dele na Lapa, onde me apresentou seu projeto – Oficina da Semente. Trabalhando naquele momento em meu escritório no Centro do Rio, consegui apenas alguns dias da semana para colaborar e participar, juntamente com alunos de medicina da Estácio de Sá, da Oficina da Semente.
Tree of Life Café - Patagonia, Arizona

Em 2006, retornei à California, e junto a meu braço direito - Chris, venho participando de diversas palestras na área – perguntas e respostas com Dr. Gabriel Cousens em seu espaço – Tree of Life – na Patagônia, AZ;

Dr. Gabriel Cousens - Tree of Life

David Wolfe, em Santa Barbara, CA; Jennifer Cornbleet (autora do livro ‘Raw Food Made Easy’), em CA; um dia no Optimun Health Institute, em San Diego – um espaço que ensina as pessoas sobre a alimentação, e inclui doses diárias do suco de WheatGrass “Grama de Trigo”; David Cramar (conhecido como “The Grassman”, quem trabalhou no Optimun Health Institute em San Diego, CA, por 7 anos, e vem repassando essa informação a milhares de pessoas nos últimos anos, além de doar e vender suas bandejas de WheatGrass “Grama de Trigo” a diversas pessoas e estabelecimentos em Riverside County, CA); visita e degustação de pratos criativos com alimentos crus nos restaurantes GoodMoodFood, Cilantro Live, Neshama (atualmente Greenery), Tree of Life Café - Arizona (foto acima), e muitos encontros de pessoas já há anos nesse estilo de vida e outros interessados pelo assunto, além de CRUzinhar em casa!

Entre 12 a 15 de Outubro de 2007, participei / voluntariei no Raw Spirit Festival realizado em Sedona, Arizona (clique aqui para ver vídeo, filmado e editado por mim, do evento) - evento que agrupou alimentação viva, desenvolvimento eco-sustentável, meditação, yoga, paz e harmônia - entre nós Seres Humanos e o planeta = o respeito e entendimento.


A jornada tem sido muito interessante, e uma vez que decidi entrar de cabeça, os alimentos estão se ‘tornando’ mais coloridos, mais saborosos, mais cheirosos, mais brilhantes, vibrantes, tudo tem um sentindo ainda maior. Priorizo alimentos orgânicos, frescos, NÃO genéticamente modificados – indo a feiras locais. Sementes diversas para germinar, geralmente compro em lojas de produtos naturais e, de preferência, orgânicas.

Como diz Aris La Tham, a mãe natureza realmente é sábia, e por que discutir com ela e tentar modificá-la, desnaturando, artificializando, industrializando, desnutrindo sua criação? Não seria isso uma falta de respeito com o natural, com o sugerido, o doado por ela?

Vejo na alimentação energéticamente viva uma grande troca. Da mãe natureza (ou como você queira chamá-la) para nós que somos parte dela. E de nós para ela. A troca de energia é constante! Não podemos negar que precisamos dela, e iremos precisar sempre, no entanto observamos o que vem acontecendo já há algum tempo – a falta de respeito com a mãe natureza vem criando desequilíbrios devastadores - externa e internamente. Quanto mais poluímos, mais essa é a resposta que estamos obtendo. No entanto, estamos correndo atrás de nosso próprio rabo “tentando” sanar essa situação.

Se nós precisamos da mãe natureza, ela, sem sombra de dúvida, não precisa de nós.

Enquanto continuarmos gerando a quantidade de lixo tóxico que estamos gerando quando é que realmente iremos dar as mãos ao nosso criador? Que ser evoluído é esse que tanto achamos que somos, se não conseguimos nos sensibilizar em relação a isso?

Muitos dizem que esse estilo de vida é radical. Interessantemente vejo o oposto. Vejo esse como sendo o simples, o real, o natural. Radical para mim, é comprar produtos encaixotados, que tem um ‘prazo de validade’ de até 2 anos, altamente artificiais, com ingredientes que entopem nossas veias, se alimentar de animais que foram massacrados (além de intoxicados) antes de chegar a mesa do ‘jantar’, se alimentar de produtos refinados pelo sistema, e achar que isso é o normal. Normal? Estamos precisando parar, respirar, nos conscientizar do que anda acontecendo ao nosso redor.

A alimentação energéticamente viva é, sem dúvida, um grande passo para o cuidado e respeito com ambos ambientes – o externo e o interno. São nos alimentos em seu estado natural, cru-vivo, que encontramos a combinação perfeita de nutrientes, enzimas, fibras, antioxidantes, e microorganismos. Nosso corpo não consegue funcionar propriamente sem eles. Nenhuma vitamina ou hormoneos podem finalizar o que lhes é destinado sem as enzimas e nenhum sistema imunológico pode permanecer intacto.

Se usamos combustível diferente do específicado para o nosso carro, não iremos muito longe. O mesmo acontece com nosso corpo - nosso templo - com o alimento danificado. Isso gera um estresse no organismo, levando a intoxicação, doenças, problemas de peso, e obesidade.

Se alimente de alimentos a natura, sem químicas, sem preservativos!

Como uma eterna aprendiz, a jornada é longa, descobertas ainda por vir, mas enquanto isso, saúdo a mãe natureza e agradeço pelo alimento que ela nos doa - ops! e mesmo dentro da mãe natureza existe veneno!

O mais importante de toda essa trajetória é a inclusão, em todas as refeições, de alimentos 'in natura'.

Aqui apenas compartilho essa base bonita, simples, nutritiva e viva!!

E lembre-se, mesmo fazendo utilização de alimentos sem a deteriorização da energia vital dos mesmos, é importante a inclusão de outros elementos, diriamos, 'alimentos' necessários para um corpo em sintônia, como: exercício, descanço, ar puro, respiração profunda, raios solares em nossa pele, alongamento, o toque, pensamentos construtivos, relacionamentos harmoniosos, interação com os animais, e saia do ar condicionado!!! :) Afinal, somos um conjunto de informações.

Deixo claro aqui, que esse é um caminho que venho escolhendo e que enxergo como sendo o natural, o real, o mais simples dentro do já complexo, porém jamais deixarei que isso interfira no meu relacionamento com familiares, amigos, e pessoas que cruzarem meu caminho por uma causa qualquer. Aprendi, nem sempre foi assim, a respeitar o andar de cada um - por mais Seres Humanos que todos somos, continuamos sendo seres únicos, com histórias diferentes, em lugares diferentes, com crenças diferentes, tradições... Bem, só não se esqueça que mesmo dentro de tradições, crenças, e etc, sendo um ser único, você também pode optar por mudar a sua rota, ou introduzir algo tão benéfico. Pense nisso!



A todos nós, um brinde
(com o néctar do côco) à vida!

Saúde e sejamos felizes!

Ursula Jahara Tinoco


“Que o alimento seja seu medicamento,
e que o medicamento seja seu alimento.”
Hippocrates

18 de fev. de 2009

A arte de não adoecer

Dr. Drauzio Varella

Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos". Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, ulcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo, a repressão dos sentimentos, a mágoa, a tristeza, a decepção degenera até em câncer. Então vamos confidenciar, desabafar, partilhar nossa intimidade, nossos desejos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra é um poderoso remédio e poderosa terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisão". A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções". Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências". Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre sar a impressão de estar bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso ...uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o
hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se". A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie". Quem não confia, não se comunica,não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste". O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem a vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

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