26 de dez de 2008

O caminho, a verdade e a vida

A mensagem abaixo foi enviada pelo Dr. Alberto Gonzalez, autor do livro 'Lugar de médico é na cozinha' para esse Natal, que deve ser carregada conosco durante a vida, e não apenas o dia de hoje.

Desejando a todos, um 2009 com muita paz e amor, pois o amor, tudo transforma!


Saúde!


Um brinde a vida!

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O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA por Dr. Alberto Gonzalez


É quase Natal, tive um ano de muito trabalho, muitas vivências. Amigos novos e velhos se manifestaram, trouxeram presentes de vida e amor. Ganhei muitos simpatizantes que, se Deus quiser, ainda estarão comigo, para seguir nesta caminhada inevitável, que a todos conduz.

É o regresso à origem, a primeira etapa que todos nós devemos entender. Caminhar na prática fiel do bem, servir ao próximo, perdoar o tempo todo e resistir às tentações que aparecem no caminho. O caminho de volta Àquele do qual somos provenientes é o caminho mais simples, tem flores na beirada, é verde. Se pusermos uma mochila nas costas num domingo e sairmos por aí, no meio da natureza, poderemos sempre nos lembrar de como é este caminho. É o mais fácil!

O caminho é trilhado com a força do pensamento. Se mantivermos o pensamento firme, estivermos no exercício da função humana, que é a consciência, estaremos sempre na coordenação das coisas, dos níveis aos quais pertencemos e que só poderemos identificar com a manifestação da sabedoria plena, a que vem de centenas de gerações e que é a mesma que está dentro de nós, lá bem no domínio dos sonhos e dos fluxos energéticos cerebrais cotidianos. Este somatório forma a energia que emanamos.

Conhecer do próprio pensamento e controlar o pensamento, educar o pensamento, este é o caminho.

Mas para que venhamos a tomar ações, devemos sempre usar o filtro. Um pensamento pode ser adequado, a vontade de fazer algo é louvável. Mas se agirmos apenas no uso daquilo que pensamos, poderemos determinar algumas tragédias, aos que estão ao nosso redor, ao planeta. Ter uma idéia não basta. Fazer planos também não. A eletrônica tem muito destas coisas. O pensamento seria como a voltagem da parede, 110 ou 220 V, uma energia potencial fortíssima, capaz de realizar obras ou de destruir. Para que ela se transforme em música, "e-mails" como este ou imagens, deve ser trabalhada nos níveis de capacitores, transistores e outros milhares de circuitos que transformam esta energia bruta em ação coordenada.

Esse filtro, quando transferido para o homem, é o sentimento. Ou o "coração", como costumamos dizer. De nada serve uma boa idéia, se ela não tiver amor, em nada adianta termos todos os conhecimentos e ter sido educados nas melhores escolas. Se não tivermos o amor, como filtro principal de todos os pensamentos, não seremos capazes sequer de um ato ou palavra construtivos. Ainda que falássemos todos os idiomas do planeta e conhecêssemos todas as práticas espirituais de todas as igrejas da Terra... Se não tivermos o amor, seremos como um tonel de latão, que ao ser percutido provoca grande barulho e nada mais. É no amor que as coisas são ponderadas, equilibradas. Sentidas.

O amor é a única verdade. É o único filtro. Não acreditem em produtos "tabajara", "seus problemas acabaram...", ou "use o novo resolveitor de problemations". Nada, mas nada vai acabar os seus problemas, a não ser que você opte pelo amor. Tenha mesmo a convicção e a certeza de que o amor resolve tudo, o amor perdoa, o amor pondera, o amor não hesita, o amor resiste, o amor persevera, o amor é eterno, ele vence mesmo a morte.

O que dizer do amor que é incondicional e infinito, poderia ficar dias falando, e ficar estudando a palavra, como faço em Campos do Jordão. Para simplificá-la prefiro unir à verdade. O amor é a verdade. O amor é verde, ele é de todas as cores. É real, é palpável, é a maior fonte de prosperidade e abundância do planeta. Uma fonte inesgotável, que atua em uma favela, uma creche, em um lar ou mesmo dentro de uma trincheira em chamas. Devemos gravar esta verdade no coração, ter certeza dela, ser fiéis de sentimento, ser o amigo fiel, acreditar, ter fé naquilo que não vemos, naquilo que ainda não se manifestou, mas ter a fé infinita de que aquilo que é verdade se manifestará.

E a manifestação é a vida. O mistério dos mistérios. Uma manifestação que é ao mesmo tempo material e imaterial. Porque temos uma vida material, que podemos palpar (belisquem-se...) e uma vida imaterial, que só vislumbramos em sonhos, ou que só poderemos ver no dia do grande sono. Pois é morrendo que se vive para a vida eterna, não é assim...

Tão atacada hoje em dia. Dizem que a vida humana não vale mais nada, e se olharmos os jornais, veremos que não está valendo muito mesmo. O homem lamenta, mas nutre seu corpo todos os dias com o resultado da morte de milhares de animais e com centenas de alimentos mortos. No dia no nascimento do nosso Nazareno, enfrentamos rituais pantagruélicos onde diversos animaizinhos, que seriam amigos de nossos filhos, enfrentaram marretas, facas e tiros dos homens. E abrimos os jornais, e a cada dia mais gente morta com violência. Se usarmos da violência para nos alimentar, não temos do que nos queixar de ter um mundo violento à nossa volta. Me desculpem, mas é apenas raciocínio lógico. Como queremos que a vida humana seja respeitada, se não respeitamos a vida manifesta, mesmo a dos rios e lagos, mesmo a das florestas, cerrados e encostas.

Se quisermos ter vida, deveremos nos alimentar com vida. Podemos tentar com o que está aí, por mais uma centena de gerações. Vamos assim, sentindo dor e aprendendo. Porque quando sentimos dor, aprendemos, e um dia quem sabe, mudaremos nossos destinos. Mas se optarmos pela vida, teremos abundância e felicidade de imediato, sem dor ou sofrimento. Teremos saúde e a sensação que somos felizes de verdade. No Natal eu penso assim, onde quer que eu esteja, tenho uma mesa posta e alguns amigos, minhas filhas e parentes.

Alguém bate à porta, e adivinhem quem veio para o jantar. Ele mesmo, o barbudinho da Galiléia. Olhem para a mesa e digam: " venha amigo, sente-se para comer conosco". Ele, que é tão paciente e educado, poderá até sentar-se, mas eu garanto que ele não vai comer nada, a menos que a mesa do Natal esteja servida para Ele. Então, pare prá pensar... Pense e sinta o que vai ter na sua mesa de Natal. Afinal, é o aniversário Dele.

Bem amigos, quero repartir esta reflexão, que surge em uma manhã ensolarada de verão, no Rio Carioca de Janeiro, Fevereiro e Março. Muita Sabedoria, muito Amor e muitas Colheitas nesta e em outras vidas. É assim que eu penso, assim venho estudando, venho despertando. Sei que a vida que levo aqui, quando meus pés estão atados ao chão, é a mesma vida que levarei quando poderei voar acima das nuvens e quando meus olhos, enfim abertos, puderem ver tudo. Portanto, vamos viver dentro destas cândidas regras, pois nada está oculto. Tudo o que pensamos, sentimos e fazemos (ou deixamos de fazer) está gravado no livro de nossas vidas, aqui, agora e sempre.

Amém.

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Para conhecer um pouco da trajetória do Dr. Alberto Gonzalez, clique aqui.

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