24 de jan. de 2009

Relatos de cura de doenças graves


Relatos de cura de doenças graves, realizados por diferentes médicos e terapeutas, em épocas distintas, baseando-se em um só tratamento: a alimentação natural. Leia abaixo e comprove:

1. Do livro Jejum, a dieta ideal, do Dr. Allan Cott, editora Record


A – Desenganado pelos médicos

Minha sentença de morte foi pronunciada por um médico, quando eu tinha 16 anos: corpo geral doentio, sintomas cardíacos, pressão arterial alta, anemia profunda e uma longa história de morte na família por problemas cardíacos. Tudo isto dava credibilidade ao duro diagnóstico feito por um dos mais ilustres médicos de Pittsburgh “Você tem pouca possibilidade de passar dos 20 anos”.

Minha reação foi “Vou mostrar a ele. Eu vou viver.”

Sem benefício de orientação alguma, experimentei dietas e exercícios. Quando me sentia doente, observava com cuidado a dieta e os fatores ambientais e procurava notar conexões entre condições e sensações de bem-estar. Encontrava-me no caminho do autoconhecimento. Notando a clara relação da nossa pesada refeição de judeus do Leste europeu nas sextas-feiras e as terríveis dores no peito que inevitavelmente se seguiam, comecei a comer de modo mais simples: uma laranja, ou maçã, ao invés de uma compota açucarada de canela, um pé de aipo, ao invés de ervilha em lata, cozida em excesso. Comecei a me sentir cada vez melhor e já estava com 20 anos.

Um colega fez minha iniciação na vida higiênica e no jejum. Iniciei uma dieta de eliminação, com jejuns ocasionais. Durante meses comi apenas frutas cruas e verduras. A teoria de que o corpo rapidamente se reequilibra e cura, logo que elimina venenos acumulados, funcionou no meu caso. Meu corpo tornou-se puro, forte, flexível, à medida que eu acrescentava ar, exercícios, repouso e atenção aos problemas emocionais e à nova dieta. Senti-me maravilhosamente bem.

Acrescentei a meditação e dieta diária. Meus amigos atestam minha extraordinária vibração e saúde. Corro mais, trabalho mais e divirto-me mais do que muitas pessoas que têm a metade de minha idade. Adoro a vida e a desfruto, estou nos meus 40 anos.

(Joseph Eger, Cidade de Nova York. Em carta a Jerome Agel.)

B – Cura da psoríase

Um caso grave de psoríase, contraída quando eu tinha apenas 9 anos, estimulou-me o interesse inicial pelo jejum e a vida natural. Ninguém me deu esperança alguma de cura, nem mesmo médicos eminentes. Era simplesmente uma dessas coisas com as quais eu teria de aprender a viver, disseram-me.

Na adolescência, sofri ostracismo social quase intolerável e aflições emocionais. Estava disposta a agarrar-me a qualquer fiapo de esperança, por mais frágil que fosse. Sugeriram-me o jejum e jejuei durante alguns dias de cada vez. Gradualmente mudei a dieta, principalmente para frutas e verduras. Entre o jejum e a nova dieta, a psoríase ficou sobre controle. Permaneço livre de lesões; ninguém jamais pensaria que sofri dessa horrível doença. Sou vegetariana há 30 dos meus 46 anos, meu marido também o é, estando sadio e vigoroso nos seus 62 anos. Nossos 5 filhos foram criados sob a mesma disciplina e cresceram fazendo freqüentes jejuns curtos.

(Joy Gross, esposa de Robert Gross, diretor,

Pawling Health Manor, Hyde Park, NY. Em carta a Jerome Agel.)

2. Do livro Higiene intestinal, do Dr. Christian Tal Schaller, editora Madras1

A – Cura de anginas

Um dos meus filhos sofria de anginas freqüentes, que eram tratadas com antibióticos. Um dia, desesperada diante das eternas recaídas, entrei numa casa de produtos naturais à procura de uma solução. A vendedora, muito gentilmente, me explicou que os problemas de anginas tinham quase sempre como causa um cólon obstruído.

Achei a idéia estranha, mas comprei o livro Higiene intestinal e o li logo que cheguei em casa. Fiquei entusiasmada com sua clareza. Aprendi a fazer lavagem e depois mostrei a meu filho como fazê-la ele mesmo. Modifiquei também sua alimentação, incluindo mais vegetais. Desde então, há mais de um ano ele não tem anginas. Está muito contente e eu também. Quando falei a respeito com o meu médico, ele disse que as lavagens eram perigosas, que podiam fazer desaparecer a flora intestinal. Perguntei-lhe se ele já as tinha feito em si mesmo. Ele me respondeu que isso não me dizia respeito. Entendi, naquele momento, que ele estava tendo uma reação emocional e rejeitava um método que realmente não conhecia. Muitos médicos conhecem bem as doenças, mas ignoram quase tudo sobre a saúde. Em todo caso, para meu filho, as lavagens foram sensacionais.

B – Acabei com uma leucemia grave

Acabei com uma leucemia grave (os médicos me davam 6 meses de vida no máximo) graças a um jejum de 4 semanas, durante o qual fiz lavagens duas vezes por dia. Em seguida, ingeri alimentos crus durante três semanas e permaneci em um regime de 70% de alimentos crus e 30% de alimentos cozidos. Agora faz cinco anos que isso aconteceu. Agradeço todos os dias à senhora natureza por ter-me ajudado a reencontrar a saúde e recomendo as lavagens intestinais a todos aqueles que sofrem.

C – Cura de câncer

Por que eu? Eu estava revoltado. Ter câncer com 42 anos era realmente um absurdo! Fiz tratamento com quimioterapia. Estava tão fraco que desmaiava várias vezes ao dia. Pensei que fosse morrer. Um amigo me disse “não é o câncer que está te matando, é a quimioterapia”. No início fiquei chocado, mas senti que ele tinha razão. Parei todo tratamento químico e li todos os livros que pude encontrar sobre saúde. As lavagens intestinais me ajudaram muito na minha caminhada, pois, quando estava com o intestino limpo, me sentia muito melhor, e isso de maneira instantânea. Batalhei para me curar e consegui.

Aprendi, progredindo rumo à saúde, que o corpo dispõe de várias forças de autocura. Quando deixamos de intoxicá-lo com alimentos, emoções e pensamentos negativos, ele se conserta sozinho. Hoje, digo. “Obrigado câncer, graças a você aprendi a saúde”.

D – Antibióticos

Certos médicos dizem que as lavagens intestinais fazem desaparecer a flora intestinal. É mentira! Na verdade, são os antibióticos e os remédios químicos que destroem a flora intestinal. Mas neste momento em que a indústria farmacêutica busca ter lucros colossais e mantém as faculdades de medicina sob sua tutela, quem ousa dizer isso abertamente? Conheço um jovem médico que perdeu seu lugar no hospital porque ousou recomendar as lavagens intestinais e meios naturais em vez de remédios. A informação sobre este meio de saúde é freqüentemente bloqueada, porque poderia fazer baixar os lucros da indústria farmacêutica.

Desejo que chegue o dia em que cada cidadão possa conhecer os meios que permitem gerenciar sua saúde sozinho. Isso permitirá fazer grandes economias e a seguridade social não será mais um câncer que absorve as forças vivas do país.

3. Do livro Em nome da vida saudável, de Roberto Filizzola, edição independente


A – Câncer de próstata. Caso do próprio autor Roberto Filizzola

Dia 14 de julho. Já faz mais de dois meses que eu não me preocupo com dieta. Como tudo que me dá prazer, tenho bebido muita cerveja, mas ainda ando muito ansioso e ocioso. Apesar disso, meu peso continua estável. Resolvi fazer um jejum, visto que a minha primeira experiência tinha sido muito boa. No 1o dia eliminei 1,2 kg. No 2o dia mais 2 kg. No 3o dia mais 2 kg. No 4o dia mais 1,5 kg. No 5o dia mais 0,7 kg. No 6o dia mais 0,4 kg. No 7o dia não eliminei nada e no 8o dia também.

Obs.: No quarto dia, quando acordei, fui dar aquela urinada matinal. A dor foi terrível, saiu um líquido preto, escuro e uma terrível ardência, não sabia se parava ou continuava mas, sem solução, fui obrigado a continuar. Até o fim do dia urinei várias vezes e, a cada vez, a dor e a ardência eram menores, até que no entardecer minha urina saiu clara e límpida. Nesse dia eu eliminei o meu câncer de próstata. O jejum é a cura de todas as doenças.

Quando retornei ao Rio de Janeiro, voltei ao médico que me recomendou outra ultra-sonografia. Após o exame, a minha próstata estava ainda um pouco grande, mas segundo ele, era normal para minha idade. No ano seguinte minha próstata já estava normal.”

B – Aids

Segundo as pesquisas de Harvard, 110 milhões de pessoas serão atingidas pela AIDS até o ano 2000; assustador! Para muitos, a AIDS é uma sentença de morte. Mas não para Mark Griffiths, que a considera quase uma bênção.

Mark Griffiths tem 37 anos e aparência de um jovem esportista, simpático, energético e saudável sob todos os aspectos. Ele conta “durante vinte anos tomei bebidas alcoólicas e durante 11 tomei diversos tipos de drogas”. Inglês, músico de rock, encontrou em 1979, em Genebra, a mulher de sua vida. Após seis anos de felicidade, perturbados pelas drogas (pois sua amiga também se intoxicava), decidiram mudar de vida. Para ela, porém, a decisão veio tarde: morreu 5 meses após o casamento. Em 1985, depois de uma tentativa de suicídio por overdose, Mark descobre que é soropositivo.

Com a ajuda do Dr. Christian Tal Schaller, da fundação Soleil, em Genebra, Marck descobriu a alimentação viva, a meditação, a visualização e o amor próprio. Adquiriu vida nova. Hoje, soropositivo há 15 anos, vive na França, perto da fronteira com Genebra, aprendeu muito bem o francês e é excelente orador. “Aprendiz de ser humano”(como ele mesmo se define). Nunca se sentiu tão bem. Seu entusiasmo convence. “O problema não é se tornar soronegativo. É viver com os anticorpos e encontrar saúde. Todas as doenças estão nos hábitos da vida. O vírus não é nada, o terreno é tudo”.

Para Marck, a AIDS é uma doença da civilização que vai produzir uma consciência planetária: “Vamos sair da Idade Média da humanidade. Pessoas como nós, insiste, percebem que a cura sempre vem do interior”. Para ele, a doença leva a um questionamento de si próprio. “Utilizamos a ciência não para libertar o Homem. Mas para mantê-lo escravo. É preciso consumir cada vez mais medicamentos, como o AZT, que destrói progressivamente o sistema imunológico”.

C – Várias doenças da velhice

Mavis Lindgren é um exemplo vivo dos benefícios que vêm com o exercício regular. Venceu um passado de má saúde, coqueluche, pneumonia, ataques graves e constantes de bronquite. Apesar de sua experiência como enfermeira, não conseguia se manter bem. Aos 62 anos estava 10 kg acima do seu peso normal e muito fora de forma. Decidiu, então, começar um programa regular de caminhada.

Vagarosamente foi aumentando a distância que percorria; começou a acrescentar alguns passos em ritmo de corrida à sua rotina. Mavis começou a correr 7 a 8 quilômetros por dia, seis dias na semana, e acabou gostando disso. Para sua alegria, as crises de bronquite e pneumonia não voltaram e ela emagreceu.

Mavis descobriu que apreciava muito o desafio de uma corrida. Entre 1977 e 1995, correu em 68 maratonas, batendo quatro vezes seu próprio recorde e o recorde de sua faixa etária. Em 1993 foi a mulher mais idosa a chegar ao final da maratona de Nova Iorque. E o grande segredo de sua vida longa e com saúde deve-se, principalmente, ao seu estilo de vida: sua alimentação natural vegetariana e sua atividade física regular.

Ela diz: “Muitas pessoas idosas não precisariam de tanta medicação, nem terminariam em casa de repouso, se apenas andassem todos os dias e simplificassem seu regime alimentar. Olhem para mim, sou um exemplo disso. Na meia idade, eu era doente e fraca, mas na velhice sou saudável e forte. É maravilhoso acordar cada manhã, aos 91 anos, e não sentir dor em parte alguma. Enquanto minhas pernas agüentarem, enquanto eu puder continuar a inspirar outros, continuarei a correr. Além disso, se eu parar agora, a velhice pode me alcançar. Fico impressionada quando vejo certos médicos cardiologistas dizerem para seus pacientes não fazerem exercícios. É um grande erro, pois se seus corações estão doentes é exatamente por não fazerem exercícios, prejudicando assim todo o sistema orgânico. O fígado, rins, coração, enfim todos os órgãos precisam de movimento para trabalhar. Não estou com isso dizendo para todos os cardíacos saírem competindo em maratonas, mas que comecem a caminhar um pouquinho a cada dia, aumentando gradativamente e, claro, com acompanhamento de um especialista. Ele saberá as necessidades de cada pessoa.

O coração é um músculo e, como todo músculo, precisa de trabalho, se não atrofia. E para trabalhar o coração é preciso levá-lo a uns 160 batimentos, mas não é por isso, digo mais uma vez, que se deve, amanhã começar a correr. Principalmente quem nunca correu ou quem está parado há muito tempo.”

Outra crendice é dizer que corrida faz mal aos joelhos. Mavis é uma prova disso.

4. Do livro A cura pela água, de Louis Kuhne, editora Hemus.

A - Cura de câncer nos seios

Uma senhora de Berlim, de mais de cinqüenta anos, teve seu seio direito operado por médicos famosos. Mas, depois de pouco tempo, o câncer reapareceu no seio esquerdo. Para os médicos, o único meio de curá-la era operar também o seio esquerdo, não havia outro meio de socorrê-la. A doente veio aconselhar-se com o Dr. Louis Kuhne, que não só tratou do seio operado, que estava gangrenado, como de outros muitos tumores, da grossura de um ovo de galinha. Dr. Louis Kuhne constatou que também o ventre da paciente apresentava tumores, que a digestão era má, que a defecação só se efetuava depois de 3 a 4 dias, à custa de ajuda, e que a urina era insuficiente. O estado de forças da paciente era muito inquietante e ela estava cada vez mais fraca. No tratamento, foram recomendados 3 banhos de assento por dia, de 30 minutos cada, se aquecendo nas cobertas para transpirar, ar fresco, água pura. banhos de sol e uma alimentação rigorosa, só de pão de graham seco e frutas.

Depois de um longo tratamento, Dr. Louis Kuhne conseguiu recuperar a saúde desta paciente e comenta, em seu relato: “Cada operação prova mais a insuficiência da escola médica moderna e sua extrema pobreza em remédios. As operações são ainda mais contrárias à natureza do que os medicamentos”.

B - Cura de lepra

Neste impressionante relato, o Dr. Louis Kuhne descreve o tratamento de três irmãos de 9, 13 e 15 anos, atacados de lepra, que já haviam se submetido a tratamentos nas célebres clínicas da escola médica moderna em Berlim e de outras cidades. O estado dos pacientes era terrível, eles tinham partes do corpo em decomposição e diversas chagas. O tratamento consistiu em três banhos de assento com fricção por dia, durando cada um 30 minutos, com reação de calor depois de cada banho, e fazendo exercícios ao ar livre. O médico relata: “Percebia-se principalmente o cheiro intolerável durante os banhos. Os doentes só se alimentavam três vezes ao dia. Vejam qual foi meu regime: pão de trigo moído e algumas maçãs pela manhã; ao meio-dia, alguns alimentos farináceos, como arroz, grão de aveia, de cevada, com frutas e água, vagem, os demais legumes, beterrabas de todos os tipos, batata; mas, tudo cozido, o mais expressamente possível, em pouca água, sem ser previamente lavado nem escaldado. Estes alimentos eram levados ao fogo com pouca água, de modo que dela nada restava quando os alimentos estavam cozidos, para preservar seus nutrientes. Além desses alimentos, dava-se também aos doentes frutas não cozidas, de noite e pela manhã. A água fresca constituía sua única bebida”.

Ao longo do tratamento, que também contou com exercícios físicos, os três irmãos recuperaram a sensibilidade das mãos e dos pés, as feridas ficaram cicatrizadas e a digestão voltou à normalidade. No livro citado, há fotos dos pacientes durante o tratamento e depois de curados.

5. Do livro Medicina natural ao alcance de todos, de M. Lezaeta Acharam, editora Hemus

As curas relatadas pelo Dr. M. Lezaeta Acharam também são notáveis. Vamos resumir algumas, mas procure conhecê-las todas na obra citada.

A - Um médico, Dr. Tanner, resolveu fazer um jejum para se livrar da própria vida, por não suportar as dores provocadas por doenças diversas em seu corpo. Tinha sido “declarado incurável”, mas “aos onze dias de jejum, podia respirar melhor e normalmente e o equilíbrio das forças de todo o corpo começou a manifestar-se, sentindo-me tão bem como nos meus dias de juventude (tinha então 47 anos)”. Seus próprios colegas médicos constataram a melhora geral de seu estado de saúde. E ele concluiu: “Desde aquela data até hoje, que tenho mais de oitenta anos, não sofri nenhuma recaída nem ataque de minha doença do coração, reumatismo e asma.”

B - Um menino de 7 anos, de cama havia 22 dias, vítima de terríveis dores da cabeça e supurações do ouvido direito, estava para ser operado. O exame pelos raios X, segundo os médicos, revelara a existência de um tumor no cérebro, com lesões ósseas. Pela íris do doente, o Dr. M. Lezaeta Acharan comprovou o erro dos médicos guiados pelos raios X. “Não existia nem tumor, nem lesão do osso. Havia somente uma inflamação local, com abundante acumulação de matéria purulenta e cuja origem estava no aparelho digestivo, em fermentação pútrida.” Seguindo o tratamento do Dr. Acharam, foi conseguida a cura completa, sem necessidade de intervenção cirúrgica.

16 de jan. de 2009

9 de jan. de 2009

A importância de um enfoque holístico na produção de alimentos mais saudáveis.

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A visão holística, um dos princípios da Agroecologia, considera a produção agrícola como uma totalidade maior e mais complexa do que a simples soma das partes (adubação, controle de pragas e doenças, gestão dos resíduos, entre outros. Fazendo um paralelo com o corpo humano, assim como um médico ao examinar um paciente não deveria enxergar apenas um estômago ou um coração, mas considerar a interação desses órgãos com todo o organismo e o aspecto emocional do paciente, o mesmo deveria ocorrer na produção agrícola. Isto significa planejar a produção de forma integrada, considerando a propriedade como um "organismo vivo", dinâmico e repleto de interações entre cada parte que não pode ser descolada do todo. Ao invés de olhar peça a peça do grande "quebra-cabeça" de se produzir alimentos mais saudáveis, o enfoque holístico monta e busca lidar com todo o conjunto de fatores (ecológicos, culturais, econômicos, políticos, sociais) que compõem o sistema de produção agroecológico.

De que forma isso é possível? Respeitando os ritmos vitais dos organismos vivos da propriedade: microorganismos do solo, plantas cultivadas e nativas, animais e seres humanos, o enfoque holístico considera a interdependência de todos esses elementos, buscando descobrir e tratar as causas de todos os fenômenos (ocorrência de pragas e doenças, competição com ervas nativas entre outros), que se manifestam durante a produção de alimentos e procurando manejá-los de forma conjunta.

No que diz respeito à nutrição, adotar um enfoque holístico (global, abrangente) implica em medir a influência do alimento sobre o próprio organismo que o consome, estudando os efeitos produzidos sobre a sua saúde, longevidade, fecundidade e resistência, entre outros fatores, sendo o melhor critério conhecido para avaliar a qualidade biológica dos nutrientes ingeridos.

Uma alimentação saudável, portanto, não se limita a "encher" o estômago humano. Além de responder às suas necessidades nutricionais, deve potencializar todas as suas funções biológicas vitais, auxiliando na renovação celular e demais processos metabólicos, promovendo um bem-estar nos planos físico, mental e até espiritual. Afinal, quem pode se dar ao luxo de elevar o espírito se estiver repleto de gastrites, prisão de ventre, hipertensão, diabetes e tantos outros males "terrenos" originados em maus hábitos alimentares? Ou seja, não basta apenas cultivarmos o propósito de "não morrermos pela boca", podemos também obter qualidade de vida através do que ingerimos nas refeições e lanches.

Para tanto, é necessário pensar um alimento qualquer (frutos, folhas, grãos, tubérculos, raízes) a partir da planta que o origina. O raciocínio é simples (e até óbvio): uma planta sadia e nutrida de forma equilibrada originará um alimento também sadio e equilibrado. Mas, o que é exatamente uma planta sadia? As correntes da Agroecologia consideram como tal uma planta que possua os elementos nutritivos necessários para formar uma quantidade máxima de substâncias que a caracterizam, de forma equilibrada. Isso significa, que a planta absorve os nutrientes presentes no solo de forma gradual e de acordo com suas necessidades: nem mais nem menos.

Na agricultura convencional, com a aplicação de adubos altamente solúveis, as plantas recebem altas doses de nitrogênio, fósforo e potássio que se acumulam na seiva promovendo um desequilíbrio entre as concentrações desses e de outros elementos (como o magnésio, o molibidênio, o cobre e outros microelementos). Neste contexto, as plantas crescem, ou melhor, "incham" defeituosamente porque existe um desequilíbrio entre os componentes celulares. Assim, os tecidos se desenvolvem fracos, aquosos e suscetíveis a todo tipo de doença. E plantas que se desenvolveram com uma relação entre os elementos químicos fortemente alterada, naturalmente, transmitirão aos seres humanos (direta ou indiretamente através de alimentos de origem animal) sua falta de vitalidade, sua suscetibilidade e seu desequilíbrio metabólico. Ou seja, pouco contribuem para que a população desenvolva seus potenciais físico e mental em plenitude.

Em contrapartida, o trabalho da agricultura agroecológica atua no sentido de alcançar uma otimização da produção agrícola. Isto significa realizar um casamento entre a necessidade de se obter um certo volume físico de alimentos num longo prazo e a manutenção de padrões de qualidade nos alimentos. Tais padrões, obtidos através de diversas práticas de manejo dos insumos, assim como de pragas e doenças se manifestam em produtos agrícolas isentos de qualquer contaminação química ou biológica e com propriedades organolépticas (sabor, textura, aroma) capazes de conferir vitalidade aos alimentos consumidos.

Por essas razões, fica claro que os procedimentos adotados pelas correntes agroecológicas fazem parte de uma visão global (ou holística) da vida, da natureza e do ser humano. Os sistemas alimentares, com os quais as correntes agroecológicas se preocupam vão muito além da atividade agropecuária em si. Abrangem interações entre as dimensões ecológica, técnica social e econômica que permeiam todo o sistema de produção e venda e consumo de alimentos.

Sabendo da influência dos sistemas de produção convencional e agroecológico sobre a qualidade do alimento, o consumidor que optar por alimentos orgânicos ainda precisará se certificar da autenticidade de tais produtos, o que é possível através da compra de alimentos com o selo de uma entidade certificadora local ou nacional.

Uma dica prática é o consumidor explorar a região onde mora, buscando produtores ou associações de produtores agroecológicos como uma forma de privilegiar os circuitos locais de abastecimento. Desta forma, o consumo de uma dieta equilibrada com produtos orgânicos na esfera regional contribui para combater a homogeneização da alimentação, para estimular a manutenção de pessoas no meio rural e para fomentar a economia das pequenas e médias cidades. Em outras palavras: alimentar-se corretamente e com produtos orgânicos além de vitalizar o corpo, revitaliza também a prática da cidadania da qual estamos tão famintos.

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Fonte: PlanetaOrgânico
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